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quarta-feira

Vacinação: Ministério da Saúde anuncia o fim do Zé Gotinha

Segundo informações exclusivas obtidas por CRESCER, a vacina Sabin - a gotinha contra a poliomielite oferecida nas campanhas nacionais de vacinação (composta pelo vírus vivo atenuada) vai ser substituída pela Salk (uma injeção com o vírus morto). Esse processo de transição deve ocorrer em até cinco anos. Saiba como isso vai mudar o esquema de vacinação infantil no país


Fernanda Carpegiani


(24/8/2011) - Pode começar a se preparar para dar adeus ao Zé Gotinha, o famoso personagem das campanhas de vacinação nacionais contra a poliomielite, que combate a paralisia infantil. O Ministério da Saúde anunciou, com exclusividade à CRESCER, que o esquema de vacinação contra a pólio vai ser mudado: a vacina oral, a Sabin (composta pelo vírus atenuado, mas vivo) dará lugar a vacina intramuscular, a Salk (feita com o vírus morto). Isso porque a conhecida “gotinha”, por conter o vírus atenuado, oferece um risco, embora muito raro, de a criança desenvolver a doença. A decisão do Ministério segue uma recomendação da Organização Mundial da Saúde (OMS) para que os países se preparem para a erradicação da poliomielite no mundo, o que deve acontecer em até cinco anos. No Brasil, a doença já está erradicada, mas com o uso da Sabin sempre há este risco mínimo dela se manifestar.


Os infectologistas Marcos Lago, professor da Universidade Federal do Rio de Janeiro e membro do comitê de Infectologia da Sociedade Brasileira de Pediatria, e Renato Kfouri, presidente da Sociedade Brasileira de Imunizações, adiantaram a CRESCER que essa mudança está prevista para acontecer já no ano que vem, embora o Ministério da Saúde diga que a data ainda não está definida. "A implantação de uma vacina é algo que dura três, quatro anos, pois é preciso garantir a sustentabilidade da produção. O que estamos fazendo agora é a discussão e o estudo de como será feita a introdução dessa vacina", afirma Carla Domingues, coordenadora geral do Programa Nacional de Imunizações do Ministério da Saúde. Em entrevista exclusiva à CRESCER, ela deu mais detalhes de como será essa mudança e como isso vai impactar no calendário nacional de vacinação:


CRESCER: Como vai funcionar o esquema de vacinação quando a Salk for introduzida?
Carla Domingues: Em um primeiro momento, nós vamos fazer um esquema combinado, com as duas primeiras doses de pólio inativada, a Salk, aos 2 e aos 4 meses, e mais dois reforços com a pólio oral (aos 6 meses e aos 15 meses). Depois, a criança continua seguindo o esquema da campanha nacional de vacinação e permanece tomando a Sabin, como a gente faz de rotina. Quando esse esquema for implementado, teremos apenas uma campanha nacional contra a poliomielite.


C: Ela será mais uma injeção que a criança precisará tomar?
CD: Por enquanto, sim, mas depois a Salk vai ser introduzida em uma vacina heptavalente. Primeiro vamos disponibilizar a Pentavalente no ano que vem, que vai ser a junção da atual DTP (que protege contra difteria, tétano e coqueluche) com hemófilos do tipo b (contra meningite) e a hepatite B. Em um segundo momento, daqui a quatro ou cinco anos, vamos ter a heptavalente, que vai incluir ainda a meningocócica C e a Salk, a pólio inativada. Nós não vamos substituir completamente, nesse primeiro momento, a Sabin pela Salk, e sim vamos fazer uma transição - que é este esquema combinado, citado anteriormente -, até o momento em que a Organização Pan-Americana da Saúde (OPAS) e a Organização Mundial da Saúde (OMS) definam que a doença está erradicada no mundo. Aí sim nós vamos deixar de usar a pólio oral e passa a usar só a inativada, a Salk.


C: E a Salk já será introduzida no calendário no ano que vem?
CD: Existe toda uma discussão técnica e operacional para se definir qual é o melhor momento para fazer essa transição, mas ainda não está definido que será o ano que vem. Porque a gente tem que discutir toda a questão da produção da vacina, de capacitação da rede, de organização para distribuição da vacina, a própria aquisição junto ao laboratório produtor. Então nós ainda não temos um plano definido de introdução. Se em janeiro a gente tiver a garantia de que vai ter a produção da vacina, que os profissionais estarão capacitados, que a rede de distribuição já tem condições de absorver a demanda, aí sim ela vai acontecer no ano que vem. Mas se um desses fatores não estiver pronto, nós não vamos tomar uma decisão irresponsável de introduzir uma vacina como essa, que significa uma conquista da sociedade brasileira (a erradicação da poliomielite), e correr o risco de ter falta de vacina e até de ter a reintrodução da doença no país. A mãe não pode chegar num posto, procurar a vacina contra a pólio e não ter. 


Fonte: Revista Crescer

terça-feira

Novo calendário de vacinas para bebês prematuros

A Sociedade Brasileira de Imunizações preparou uma lista completa das vacinas que os bebês que nasceram antes do tempo precisam tomar


O inverno está chegando, e com ele o maior risco de transmissão de doenças para você e para seus filhos. Bebês prematuros correm um risco ainda maior, já que têm o sistema imunológico pouco desenvolvido, muitas vezes ficaram longos períodos dentro das UTIs neonatais e também precisaram ser privados da amamentação, perdendo esse importante fator de proteção para a saúde.
Para conscientizar os pais e profissionais de saúde sobre a importância da imunização desses bebês, a Sociedade Brasileira de Imunizações (SBIM) lançou a campanhaPrematuro imunizado é prematuro protegido, que organizou o primeiro calendário de vacinas específico para esse grupo. Ele apresenta todos os tipos de vacina que devem aplicadas, a periodicidade e a quantidade que deve ser dada em cada dose. “A maioria dessas vacinas estão disponíveis gratuitamente em postos de saúde, ou nos Centros de Referência de Imunobiológicos Especiais (CRIEs), que atendem grupos de risco, grupos diferenciados, como é o caso dos recém-nascidos”, diz Renato Kfouri, neonatologista e diretor da SBIM. Para receber a dose, o médico precisa encaminhar um pedido à secretaria de saúde. Ele precisa ser liberado e só então a dose é aplicada. No Brasil, seis em cada 100 bebês são prematuros. E, entre aqueles que nascem com menos de 35 semanas de gestação, por volta de 15% precisam ser internados em UTIs neonatais. É importante lembrar que algumas das vacinas já são dadas antes mesmo de o bebê sair do berçário, daí a necessidade de conscientizar os profissionais de saúde. E um detalhe que também ajuda muito a manter o bem-estar dos bebês: toda a família deve estar devidamente vacinada contra os diversos tipos de doença para que não haja disseminação dentro de casa.
Disponibilidade diferenciada
A vacina contra o Vírus Sincicial Respiratório (VSR), por exemplo, um dos principais responsáveis por infecções respiratórias em crianças menores de um ano de idade, só é encontrada gratuitamente nos estados de São Paulo e Rio de Janeiro. Alguns planos de saúde cobrem a despesa com as doses para quem vive nos outros estados. Mais Informações
Veja o
calendário de vacinas preparado pela Sociedade Brasileira de Imunização e entenda mais sobre a vacinação dos prematuros. Confira aqui o endereço dos Cries.

Fonte: Revista Crescer

quarta-feira

É hora de vacinar

O bebê mal acabou de nascer e você já tem de dar início a uma série de visitinhas a clínicas de vacinação. Tão frágil e indefeso, é necessário ter muito cuidado com essa tarefa. De acordo com a Agência Nacional de Vigilância Sanitária, apenas clínicas atestadas podem manusear e armazenar vacinas. A NeoVacinas, por exemplo, localizada no Rio, conta com refrigeradores de última geração controlados por gráficos, com sistema de segurança de conservação monitorado via celular, que mantém a temperatura recomendada de cinco graus. Ciente dos cuidados que você deve tomar na hora de escolher onde seu filho será vacinado, é o momento de tomar nota das vacinas que ele irá tomar durante este primeiro ano de vida:- BCG –Protege contra tuberculose - pode ser aplicada ainda na maternidade, de preferência nos primeiros 15 dias de vida. Dose única. A Portaria nº 1602, 17 de julho de 2006, Ministério da Saúde , suspendeu a segunda dose de reforço.
- Hepatite B - Protege contra Hepatite B .Três doses: primeira ao nascer; segunda um mês após; terceira dose 5 meses após a segunda dose. ( Aos 6 meses de idade )- Tríplice bacteriana tipo infantil (DTP ou DTPa) - Protege contra difteria, tétano e coqueluche. 3 doses no primeiro ano de vida: 2 meses, 4 meses e 6 meses. 2 doses reforços: 1º reforço: 15 a 18 meses, 2º reforço: 4 a 6 anos.
- Haemophilus influenzae tipo B - Protege contra doenças graves (meningite, pneumonia, epiglotite) causadas por esta bactéria. No primeiro ano de vida são 3 doses: 2 meses, 4 meses e 6 meses. Um reforço entre 15 e 18 meses de idade.
- Poliomielite – Protege contra paralisia infantil. Aos 2 meses, 4 meses, 6 meses, primeiro reforço com 15 a 18 meses e segundo reforço entre 4 e 6 anos . Considerar os Dias Nacionais de Vacinação.
- Poliomielite oral (vírus vivos atenuados). Não disponível em clínicas privadas, apenas rede pública.
-Poliomielite (vírus inativados) – Via de administração: Intramuscular (presente na vacina Pentavalente ou Hexavalente). Se possível, as primeiras doses: pólio inativada , a seguir completar o esquema com pólio oral.
- Rotavírus - Protege contra diarreia causada pelo rotavírus . Duas doses: aos 2 meses e 4 meses. Não se recomenda começar a vacinação contra o rotavírus depois de a criança ter completado 14 semanas ou três meses e sete dias de vida . A vacina contra o rotavírus está contraindicada para imunodeprimidos. Atualmente esta vacina está liberada para ser administrada simultaneamente com a vacina antipoliomielítica oral.
- Antipneumocócica conjugada heptavalente - Protege contra doença invasiva por pneumococo. Aos 2, 4 , 6 meses e um reforço aos 15 meses. - Anti-meningocócica C - Protege contra o meningococo C . Aos 3 meses e meio e um reforço entre 15 e 18 meses.
- Influenza (gripe) - Protege contra gripe . Aos 6 meses e 7 meses, a seguir uma dose anual.
- Febre amarela -Deve ser indicada para habitantes de áreas endêmicas e pessoas que vão viajar para essas regiões. Primeira dose aos 9 meses. Não é disponibilizada em clínicas privadas, apenas em rede pública.
- Hepatite A - Protege contra hepatite A. A primeira dose aos 12 meses e segunda dose aos 18 meses.
- Varicela - A primeira dose aos 12 meses e segunda dose aos 4 - 5 anos.
- Tríplice Viral - Protege contra Sarampo, Caxumba e Rubéola. Primeira dose aos 12 meses e reforço entre 4 e 5 anos.

sábado

Não deixe de levar seu filho!

Acontece dia 19 de setembro, a segunda etapa da vacinação contra a pólio. A recomendação do Ministério da Saúde é que toda criança menor de cinco anos seja levada ao posto de saúde para receber a dose (gotinhas).

Mesmo que seu filho tenha sido vacinado há pouco tempo, é importante que ele receba esse reforço. No entanto, o Ministério da Saúde recomenda que crianças que estejam com febre ou alguma infecção procurem um médico antes de irem ao posto de saúde.

De acordo com a Organização Mundial da Saúde (OMS), não há circulação do vírus da poliomelite no Brasil e em toda América Latina. Esse resultado é uma consequência das campanhas de vacinação realizadas desde a década de 1980.