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quarta-feira

Filhos de mães que consomem cafeína durante a amamentação podem ficar mais irritados e dormir menos?

Tudo vai depender da quantidade que a mulher consome de produtos que contêm cafeína. Confira
Ana Paula Pontes




Cafeína e amamentação. Essa discussão, que é sempre polêmica, voltou ao debate recentemente depois que uma entrevista com um especialista no assunto, Ruth Lawrence, da University of Rochester School of Medicine and Dentistry, foi publicada no Journal of Caffeine Research. Segundo Lawrence, como os bebês não conseguem metabolizar ou eliminar a cafeína muito bem, o acúmulo da substância poderia levá-lo à irritabilidade e problemas de sono. 


Mas será que um cafezinho apenas é capaz de trazer tanto prejuízo? “Usamos a cafeína como medicamento para a apneia da prematuridade (quando o bebê para de respirar temporariamente) em doses mais altas do que aquela que a mãe pode passar para o bebê pelo leite. Com moderação, tomar um café de manhã e à tarde, não traz riscos”, diz Mario Cícero Falcão, pediatra e nutrólogo do Hospital Santa Catarina (SP). Agora, se você toma café no seu trabalho a toda hora, é preciso mudar esse hábito: choro, agitação e dificuldade para dormir são problemas que podem, sim, atrapalhar o dia a dia da vida do seu filho. Além do café, o chá e bebidas à base de cola também contêm cafeína. 


Menos mitos
Exceto o que é extremamente proibido durante o período de amamentação (mas que sempre pode fazer mal a você e seu filho), como álcool, cigarro, drogas e alguns medicamentos, a alimentação durante esse período deve ser normal. “Existem muitas lendas de alimentos que podem provocar cólicas no bebê. A única coisa que é comprovada cientificamente é que o leite da mulher que consome muita gordura saturada tende a ser mais gorduroso e pode provocar cólica no bebê”, afirma Mario. Por outro lado, o ômega 3, que é considerado gordura boa, traz benefícios para o coração, cérebro e visão do bebê e devem fazer parte do cardápio das mães que amamentam. Atum, sardinha e peixes de água fria têm mais quantidade de ômega 3. 


Agora, se você perceber que toda vez que come feijão seu filho tem cólica, acredite no seu taco. “Mãe sempre tem razão. Pediatra que não acredita nesse princípio nunca vai ser um bom pediatra”, diz Mario. Por isso, nada melhor que você para saber também o que é melhor para o seu filho. E uma dica importante: além da alimentação equilibrada, é fundamental você se hidratar. O leite é formado 99% de água, por isso você deve tomar 2 litros de água por dia, fora o que você vai ingerir com outros líquidos, como os que estão nos alimentos. Nos dias quentes, reforce a hidratação. “É comum as mães acharem que o leite está secando nessas épocas, mas é porque está faltando água no organismo, já que ela perde mais líquido por causa do calor”, reforça Mario.


Fonte: Revista Crescer

terça-feira

5 maneiras de preparar o seio para a amamentação

Especialistas lembram que não há comprovação científica sobre o sucesso das recomendações
Revista Crescer


. Sempre que possível, tome banho de sol nas mamas, por até 15 minutos, no horário das 8h às 10h; 

· Opte por sutiãs de algodão: são mais higiênicos e deixam a região mais ventilada; 

· Passe uma bucha vegetal nos seios enquanto toma banho, para estimular os mamilos;

· Se o seio rachar durante a gravidez, use vaselina pura ou produtos à base de lanolina;

· Conchas de amamentação ajudam a estimular o bico durante a gravidez.

5 maneiras de preparar o seio para a amamentação

Especialistas lembram que não há comprovação científica sobre o sucesso das recomendações
Crescer




· Sempre que possível, tome banho de sol nas mamas, por até 15 minutos, no horário das 8h às 10h;

· Opte por sutiãs de algodão: são mais higiênicos e deixam a região mais ventilada;

· Passe uma bucha vegetal nos seios enquanto toma banho, para estimular os mamilos;

· Se o seio rachar durante a gravidez, use vaselina pura ou produtos à base de lanolina;

· Conchas de amamentação ajudam a estimular o bico durante a gravidez.


Fonte: Revista Crescer

segunda-feira

Mães contam como é a experiência de doar leite

CRESCER ouviu seis mulheres que doaram leite e fizeram a diferença na vida de muitos bebês


Heloiza Camargo


Amamentar é sempre um momento especial. E, para as mães abaixo que deram os depoimentos à CRESCER, o ato foi dirigido além dos seus filhos: elas doaram o seu leite para alimentar bebês que, na maioria dos casos, nem conheciam. Doaram tempo, dedicação, amor. Confira o relato inspirador dessas mulheres para encerrar a Semana Mundial de Amamentação.

“Eu tinha muito leite e tirava para armazenar para meu filho, caso precisasse sair de casa. Mas, como não tinha muita informação, acabava jogando o leite que não era usado fora. Até que conheci o banco de leite de uma maternidade. É muito fácil ser doadora! Eles entregam os frascos em casa, passam para recolher. Doei leite por 8 meses. Era bacana que o hospital tinha um sistema de feedback: de tempos em tempos eles me ligavam e diziam que o meu leite tinha amamentando um número x de prematuros. Me senti muito orgulhosa e até hoje conto para todo mundo.”
Daniela Santos de Souza Bueno, 29, musicoterapeuta, mãe de um menino de 4 anos e grávida de 3 meses

“Ainda amamento meu filho de 1 ano e três meses e tenho o imenso prazer de poder amamentar minha neta de dois meses também. Está sendo uma experiência maravilhosa poder contribuir para o desenvolvimento saudável dela. Dou o leite para ela quando a minha filha não está em casa e preciso ficar com a menina. Eu me sinto duplamente realizada, como mãe e avó. Até quando meu filho e minha netinha quiserem vou amamentá-los.”
Carla Garcia Gonçalves, 35, dona de casa e mãe de uma garota de 17 anos e um menino de1 ano e três meses

“Quando meu filho nasceu teve que ficar 12 horas na UTI neonatal. Nesse período conheci bebês que pesavam 700, 800 gramas. Foi muito triste. Saí da maternidade com meu filho no colo, lindo e saudável, mas fiquei com a imagem daqueles bebês. Foi, então, que resolvi doar meu leite para uma maternidade perto da minha casa, que atende crianças prematuras. Se o leite materno faz bem para um bebê saudável, imagina o bem que faz para uma bebê doente ou prematuro? Durante um ano, toda semana, o hospital entregava na minha casa dois frascos de vidro para eu encher de leite. Depois eles passavam para pegar também. Quando parei de amamentar meu filho, fiquei com o coração partido por não doar mais leite. Mas até hoje me lembro dessa época com um sentimento de dever cumprido.”
Eliane Ribeiro Mariano, 41, telefonista e mãe de um menino de 3 anos e 7 meses

“Por falta de informação, não doei leite na primeira gravidez, apesar de ter muito. Já na segunda foi diferente. Ainda grávida me informei sobre os bancos de leite e, dois meses após o nascimento do meu filho, me tornei uma doadora. Cheguei a tirar 1 litro de leite em um único dia. Dedicava entre 1 hora e 1 hora e meia do meu dia para isso. Sentia que o que eu fazia era uma coisa muito importante. Doei por onze meses e amamentei meu filho até 1 anos. Dá até uma tristeza que nunca mais terei a chance de ser doadora, pois não vou mais engravidar.”
Gildelene Santos, 32, mãe de menino de 1 ano e 11 meses e de uma menina de 12 anos

“Durante os 118 dias de internação da minha filha na UTI, porque ela nasceu com 29 semanas, eu tirava leite religiosamente três vezes ao dia, com a esperança de que ela pudesse bebê-lo. No entanto, isso não aconteceu, mas eu fiquei tremendamente realizada em poder doar para as crianças do hospital. Então, mesmo sem amamentar a minha filha, eu tive uma ligação muito forte com a amamentação. Cheguei a tirar mais de 1 litro por dia. No começo foi difícil, saía pouco leite, mas com o tempo isso mudou. Aprendi no hospital em que ela ficou internada que o mais importante é que a mãe esteja relaxada e sinta muito amor. No fundo, todas nós sabemos como alimentar nossos filhos. Basta paciência.”
Ligia Kempfer, 45, publicitária e mãe de uma menina de 5 anos

“Fiquei muito feliz por, mesmo tendo gêmeos, conseguir doar leite. A quantidade era muito grande e eu achava um desperdício jogar fora, sendo que ele poderia ser muito útil para outras crianças. Fui doadora por 8 meses para um banco de leite da minha cidade. Uma experiência maravilhosa.”
Elizabete Brito, 28, técnica de meio ambiente e mãe de um casal de gêmeos de 1 ano e 9 meses



Fonte: Revista Crescer

quarta-feira

A chupeta atrapalha a amamentação?


Sempre polêmicos, dois novos estudos afirmam que o acessório não prejudica o aleitamento materno. Veja o que dizem os médicos brasileiros

Falar do uso de chupeta é sempre tocar em um assunto polêmico. A Organização Mundial da Saúde e a Sociedade Brasileira de Pediatria não recomendam o uso. Algumas pesquisas já mostraram que ela poderia influenciar no desmame precoce, outros refutam essa informação, como é o caso de uma recente revisão de dois estudos, publicada no jornal The Cochrane Library.

Na pesquisa maior, 1.021 mulheres, que já estavam amamentando há duas semanas, foram divididas em grupos. Algumas foram aconselhadas a oferecer a chupeta ao filho se houvesse necessidade, como para confortar o choro, outras receberam a recomendação de evitá-la. No outro estudo, 281 mães também foram divididas com o mesmo critério, porém elas estavam começando a amamentar. Todas estavam motivadas com a amamentação. O resultado de ambos revelou que a chupeta não influenciou na quantidade de bebês que foram amamentados exclusivamente com o leite materno até os 3 e 4 meses. Apesar disso, ela não avaliou os efeitos do uso do acessório sobre a saúde e o desenvolvimento das crianças a longo prazo.

Se você pensa que isso libera o uso indiscriminado da chupeta, está enganada. Débora Passos, pediatra-neonatologista do Hospital Santa Joana (SP), diz que o fato da pesquisa ter sido feita apenas com mulheres que tinham o desejo de amamentar é um diferencial importante. Se o grupo fosse heterogêneo, com mães que não demonstrassem essa vontade, talvez o período de amamentação exclusiva fosse menor.

Segundo Cid Pinheiro, pediatra do Hospital São Luiz (SP), se a mãe opta por usar a chupeta no filho, isso deve ser feito com – muito! – critério. “Quando o bebê chora, é importante primeiro eliminar os principais motivos do choro, como fralda suja, cólica, fome ou apenas colo. Descartada essas possibilidades, ela poderia usar a chupeta, por dois, três minutos. Depois, com calma, deve ser retirada”, diz. O especialista explica que o ato de sugar traz prazer para os bebês pequenos, por isso se acalmam. Porém, o acessório não deveria ser oferecido aleatoriamente, como na hora de dormir, por exemplo. O que, na prática, pode não ser tão simples assim. Por isso, o aprendizado que se pode tirar de ambos os estudos é algo que os pais já suspeitavam: chupeta, só com moderação.

Fonte: Revista Crescer

domingo

Amamentar cinco, dez, quinze minutos de cada lado?

O tempo que for necessário para seu filho(a).

O aleitamento materno não é banco de horas para ser contabilizado nem cronometrado!!!
Alguns motivos para esquecer o relógio na hora da amamentação:
1) Leite materno não é formula láctea, extrato de soja, nem leite de vaca, nem de cabra…. É muito melhor.
Seus componentes são específicos e ideais para o bebê, sem que seja necessário preocupação com excesso ou dosagem. LEITE MATERNO NUNCA É DEMAIS.

2) É importante que o bebê mame até esgotar cada um dos peitos, pois a composição do leite muda conforme o tempo de mamada. No começo o leite é rico em água, lactose e proteína. Ao final da mamada (ao esgotar o peito) o leite é rico principalmente em gordura – componente essencial para o ganho de peso do bebê.

3) Além disto, ao esgotar um peito de cada vez, ajuda a prevenir o ingurgitamento mamário (acúmulo de leite).

4) Não podemos esquecer de que é a sucção, junto à pega adequada que ajudam a estimular a produção do leite materno, então, quanto mais tempo o bebê mamar mais estímulo à  produção do leite. – AHHH… TODA MULHER PRODUZ LEITE SUFICIENTE PARA SEUS FILHOS!!


Portanto… durante a amamentação aproveite para curtir seu bebê e oferecer o que há de melhor: AMOR + LEITE MATERNO, sem pressa e tem pensar no tempo.
E se você ainda tem muitas dúvidas, procure um consultor em aleitamento materno, ou algum profissional da saúde que seja amigo da amamentação para lhe informar e apoiar. 
Organização Mundial da Saúde e Ministério da Saúde preconizam aleitamento materno EXCLUSIVO até os 6 meses de idade e em LIVRE DEMANDA!




segunda-feira

Sutiãs de amamentação


O sutiã utilizado pelas nutrizes é um fator de fundamental importância para uma amamentação de sucesso. Além de ser adequado ao tamanho dos seios, deve ser reforçado e proporcionar sustentação agradável. 
Os mais indicados são aqueles que liberam toda a mama para a hora da amamentação, pois assim não comprimem os ductos lactíferos e permitem uma melhor fluidez do leite. 
Existem também sutiãs que não são específicos para amamentação, porém proporcionam conforto e também liberam a mama para uma mamada eficiente.



terça-feira

Mariah Carey bebeu cerveja escura para aumentar a produção do leite


O mito de que a bebida pode ajudar no aleitamento oferece risco para o bebê. Saiba a seguir o que faz diferença (mesmo!) para você garantir o leite do seu filhoA notícia de que a recente mãe de gêmeos Mariah Carey estava tomando cerveja no hospital para estimular a produção de leite agitou os tabloides no exterior na última semana. Inclusive, uma assistente social havia sido chamada ao local depois de uma denúncia de que havia pacientes ingerindo bebidas. Em entrevista ao programa da CNN Showbiz Tonight, na última quinta (12), o marido da cantora, Nick Cannon, acredita que a confusão toda aconteceu depois que alguém ouviu a sugestão de uma enfermeira à esposa para que ela tomasse cerveja escura. Como ela tomou uma pequena quantidade, o fato, segundo Cannon, foi usado contra eles. Mas, afinal, esse conselho que Mariah recebeu faz algum sentido?

Tomar cerveja escura é apenas um dos mitos populares que escutamos por aí de como seria possível aumentar a produção de leite. E vale reforçar que bebidas alcóolicas durante o aleitamento – assim como na gravidez – oferecem risco ao bebê. “Tudo o que a mãe come ou bebe pode passar pelo leite e chegar até o filho, em maior ou menor quantidade”, diz Alexandre Pupo Nogueira, ginecologista e obstetra do Hospital Sírio-Libanês (SP). Mães que ingerem muito álcool enquanto amamentam prejudicam o desenvolvimento da criança, desde a estatura até atraso do desenvolvimento neuropsicomotor.

Na lista de sugestões milagrosas entram a canjica e canja de galinha. “O que acontece é que a produção de leite demanda uma energia grande e esses alimentos são muito calóricos, com um tipo de carboidrato de absorção rápida pelo corpo. Isso aumentaria a energia corporal e também poderia ajudar na produção do leite. Mas nada disso é preciso”, afirma Alexandre. O que faz diferença é manter uma alimentação balanceada e ingerir caloria de maneira equilibrada ao longo do dia e não em picos como nos casos acima. E, principalmente, beber muito líquido.

Vale reforçar que o principal estímulo para a produção de leite materno é a sucção que o bebê faz no mamilo da mãe - processo que estimula a produção da prolactina e, assim, o leite. O bem-estar da mulher também é item fundamental. Segundo o especialista, uma das principais causas de não produção do leite é o estresse. Por isso, lembre-se de que o leite não vai aparecer assim que o bebê nascer.

Durante os primeiros dias, quando o que sai do seio é o colostro (riquíssimo em anticorpos, que serve como uma vacina para proteger o seu filho), o bebê vai consumir a reserva de gordura que acumulou dentro do útero, porque esse alimento inicial não nutre. Por isso, é normal ele perder peso nesse começo e recuperar aquele que nasceu por volta do 10o dia. Não tem nada de leite fraco aí! Fique tranquila. Só por volta do terceiro ou quinto dia é que você vai notar a mama mais pesada, dura, que pode até dar uma sensação de calafrio. É o momento em que a produção de leite começa – e a partir de quando o bebê começa a ganhar uns quilinhos também. Confira aqui mais dicas de como garantir que a amamentação dê certo e como enfrentar os contratempos que podem surgir nos primeiros dias. E aproveite esse momento especial e de cumplicidade – só seu e do bebê!

Fonte: Revista Crescer

sábado

7 dicas para voltar ao trabalho e continuar amamentando

A ansiedade pode bater e é normal. Mas algumas medidas podem ajudar você a voltar à ativa e garantir o aleitamento



Depois daquele seu receio inicial se conseguiria amamentar, os meses passam e o aleitamento se torna algo mais fácil. Então, você se depara com os dias de volta ao trabalho se aproximando e bate aquele aperto no peito se manter a amamentação será mesmo possível. Fique tranquila! Em primeiro lugar, converse com o pediatra do seu filho para ele orientar sobre a alimentação do bebê. Para as mães que têm o direito à licença-maternidade de 6 meses, nessa mesma fase, o período de aleitamento exclusivo termina, e a criança já começa a experimentar novos sabores. Saiba que com um pouquinho de organização e preparação alguns dias antes vai dar tudo certo.

A retirada
Você tem três opções: manual, bombinha manual e elétrica. Não há um jeito mais eficaz, e sim aquele ao qual você se adapta melhor. Há mulheres que tiram com a mão e sai mais do que com auxílio de bombinhas. Se optar pela elétrica, saiba que ela é mais cara, mas você pode ser aluga da (busque na internet algum site que ofereça o serviço na sua região). Um cuidado especial: para não machucar o mamilo, nunca deixe que a pressão do acessório seja forte demais.


Banco de leite em casa
Comece a guardar o alimento do seu filho 15 dias antes de retornar ao trabalho. Isso vai deixar você mais tranquila. Lembre-se de guardar o leite em frascos de vidro e esterilizados (basta fervê-los por 10 minutos e deixar que sequem naturalmente sobre um pano de prato limpo). Na geladeira, pode ser guardado por, no máximo, 24 horas e no freezer, por 15 dias. Coloque etiquetas com a data do dia que retirou o leite para usar primeiro os frascos que estão por mais tempo. O melhor é retirar o leite excedente após as mamadas ou aguardar uma hora e meia depois que o bebê for amamentado, para dar tempo de encher as mamas novamente.

Mamadeira já?
Você tem receio de o seu filho não aceitar o leite na mamadeira ou no copinho? Não fique aflita! Para não aumentar a ansiedade das mães, alguns médicos acreditam que não é necessário esse "treino" antes de voltar ao trabalho. Afinal, na hora que bater a fome, o bebê vai mamar. Outro detalhe é que perto de você, ele vai preferir o peito e, provavelmente, vai recusar a mamadeira. Mas, se ficar mais tranquila de saber que ele pegou a mamadeira ou o leite no copinho, peça, então, para que uma outra pessoa faça isso por você uns dias antes do retorno ao trabalho. Pode ser a babá que vai ficar com ele, sua mãe, uma amiga. O importante é ele não notar sua presença naquele momento. Ele vai resmungar, mas é normal. Também não tenha medo de que ele irá desistir de mamar no seu peito porque está tomando a mamadeira ou copinho. Continue com a amamentação em casa nos horários em que estiver (a sucção do bebê é o melhor estímulo para a produção do leite), como pela manhã e ao chegar. Se ele estranhar um pouquinho, faz parte. E relaxe!

No trabalho...

Momento só seu
O ideal é você retirar o leite no trabalho mais ou menos nos mesmos horários em que ele mamaria. Mas, como a gente sabe que isso nem sempre é possível, escolha um momento mais tranquilo ou quando perceber que as mamas estão cheias. Procure um local agradável e sem muitas pessoas por perto. Lave as mãos, prenda os cabelos e evite falar enquanto tira o leite. Nessa hora, foque o pensamento no seu bebê, nos momentos gostosos em que estão juntos, nas risadas que ele dá para você. Vai fazer diferença!

Roupa adequada
Para facilitar o momento da retirada do leite, opte por blusas com abertura na frente. Você vai se sentir melhor. Deixe os vestidos e blusas mais fechados para usar em outros momentos.

Alimentação e hidratação
Não é porque você voltou ao trabalho que deve relaxar com a sua saúde. Muito pelo contrário. Para ajudar na produção de leite, você precisa tomar bastante líquido (deixe uma garrafa grande na sua mesa) e fazer um lanchinho no meio da manhã e da tarde. E um exercício diário (apesar de, claro, não ser nada fácil): não deixe o estresse do dia a dia contaminar esse momento da maternidade.

Como guardar
No trabalho, você vai precisar deixar esse leite armazenado em uma geladeira até o horário de ir embora. O ideal é que ele fique longe de alimentos que cheiram demais, como embutidos ou temperos. O leite materno adere aos cheiros e o bebê pode estranhar. Para transportá-lo para casa, coloque o frasco em uma bolsa térmica e depois transfira rapidamente para o freezer.


Fonte: revista Crescer

quinta-feira

Amamentar seu filho pode torná-lo mais inteligente

Crianças de 10 anos que foram amamentadas por, no mínimo, seis meses tiveram melhores resultados em provas, comprovou estudo feito com mais de mil crianças na Austrália


Mais um ótimo motivo para você amamentar seu filho. Uma pesquisa da Universidade do Oeste da Austrália mostrou que as crianças que foram amamentadas por, no mínimo, 6 meses tiveram melhores resultados em testes de leitura, matemática e grafia comparadas com crianças que mamaram por períodos mais curtos - especialmente os meninos!

O estudo, publicado na revista científica Pediatrics, foi feito com 1.038 crianças. Elas foram observadas a partir da 18ª semana de gestação até os 10 anos de idade.

“Os meninos se saíram ainda melhor do que as meninas nas provas porque, de acordo com o pesquisador, o leite compensa alguns hormônios femininos que ajudam a proteger o cérebro de meninas”, diz o coordenador da pesquisa Wendy Oddy, cientista do Instituto de Pesquisa de Saúde Infantil da Universidade.

Outra possível explicação para os resultados melhores em meninos é que a amamentação tem um efeito positivo nas relações entre mãe e filho, facilitando a interação e, de forma indireta, o desenvolvimento cognitivo. Como os meninos dependeriam mais da atenção materna do que as meninas, os efeitos positivos dessa interação seriam mais evidentes neles.

A relação entre amamentação e desenvolvimento cognitivo é atribuída aos nutrientes presentes no leite materno - principalmente ácidos graxos poli-insaturados -, que ajudam no crescimento de membranas celulares do cérebro e de neurônios.

sábado

5 maneiras de preparar o seio para a amamentação


Especialistas lembram que não há comprovação científica sobre o sucesso das recomendações· Sempre que possível, tome banho de sol nas mamas, por até 15 minutos, no horário das 8h às 10h;
· Opte por sutiãs de algodão: são mais higiênicos e deixam a região mais ventilada;
· Passe uma bucha vegetal nos seios enquanto toma banho, para estimular os mamilos;
· Se o seio rachar durante a gravidez, use vaselina pura ou produtos à base de lanolina; · Conchas de amamentação ajudam a estimular o bico durante a gravidez.
Fonte: Revista Crescer

quinta-feira

A defesa do leite materno no combate à asma

Que a amamentação exclusiva durante os primeiros meses de vida do bebê é importantíssimo para o seu desenvolvimento e crescimento ninguém mais duvida. Não dá nem para contar nos dedos a quantidade de benefícios que o leite da mamãe proporciona ao bonitinho que surgiu no mundo. Pesquisadores informam que a amamentação também pode ser uma arma contra a asma.



A asma é uma doença inflamatória dos brônquios e tem como sintomas tosse, chiado no peito e falta de ar. A frequência com que a asma aparece é variável, mas constantemente prejudica as brincadeiras, sono e estudos da criança que apresenta essa doença respiratória.
O estudo feito pelo Instituto Karolinska, na Suécia, destaca que a mãe ao amamentar exclusivamente seu bebê durante pelo menos os primeiros quatro meses transfere para o filho anticorpos e proteínas que podem impedir o aparecimento de infecções.
Os estudiosos suecos avaliaram cerca de quatro mil crianças, sendo estas acompanhadas até os oito anos de idade. Os resultados da pesquisa indicam que as crianças que foram amamentadas exclusivamente por pelo menos quatro meses de vida apresentaram menor ocorrência de asma do que as crianças que foram amamentadas por menos tempo.
Segundo os resultados da pesquisa, bebês alimentados exclusivamente pelo leite materno por quatro meses ou mais de vida têm 37% menor risco de asma. Outra conclusão do estudo é que o aleitamento materno foi associado a uma melhor função pulmonar aos oito anos de idade.
Poderoso leite - Outro estudo feito com 7.000 crianças e adolescentes entre seis e 15 anos, feito na Universidade de Sunderland (Reino Unido) indica que as crianças amamentadas exclusivamente até os seis meses de vida tiveram menores taxas de prevalência de asma, rinite e eczema, e o efeito foi mais evidente em meninos do que em meninas.
Amamentar é bom tanto para a mamãe quanto para o bebê e esse benefício é levado para o resto da vida dos dois. Siga as orientações necessárias e busque ajuda para que a sua amamentação seja realizada adequadamente.
Bruno Rodrigues

sexta-feira

Como você deve preparar os seios para amamentar o bebê

1)Olhe todos os dias as duas mamas, a região do bico e a sua volta;
2)Faça os exercícios que aprendeu com a equipe do pré-natal todos os dias, até o final da gravidez;
3)Para o 5º mês de gravidez, aperte em baixo da aréola para sair um pouco da secreção que você estará produzindo neste período. Deixe secar esse líquido em volta da aréola e bico, pois assim a pele da região fica mais forte para amamentar, evitando rachaduras.
4)Lave as mamas apenas com água, evitando sabonetes. Não use cremes óleos, pastas, etc.;
5)Friccione (esfregue) um tecido felpudo e macio (toalha de banho) nos bicos das mamas, deixando-os expostos ao ar durante alguns minutos para deixar a pele mais resistente.
6)Faça uma “janelinha” no centro do sutiã (altura do bico) para deixá-los em contato com a roupa, pois este “roçar” constante deixa a pele mais forte e resistente.
7)Se puder, tome sol diariamente, nas mamas descobertas, por períodos curtos, de no máximo 30 minutos entre 8 e 10 horas da manhã ou após as 16 horas. Assim a pele da mama ficará mais forte e saudável.Se você seguir corretamente estas instruções, a sua mama não rachará, nem formará feridas.


Exercícios para preparar as mamas para amamentar
1)Pegue o bico do peito entre os dedos polegar e indicador e puxe-o até sentir ligeiro desconforto. Lembre-se que os exercícios nunca devem ser dolorosos.
2)Chicoteie, com as pontas dos dedos os bicos das mamas, de cima para baixo, para endurecê-los.
3)Nas últimas semanas de gravidez, tire um pouco da secreção que está produzindo nas mamas, para facilitar as primeiras mamadas.
4) Seis semanas antes do parto faça exercício 2 vezes ao dia: coloque as mãos abertas (dedo indicador para baixo e dedo polegar para cima) ao redor da mama. Depois escorregue os dedos em direção à aréola (parte escura da mama) e bico, procurando juntá-los.
5) Coloque os dedos polegar e indicador próximo ao bico da mama e afaste-o em direção contrária.
6) Faça movimentos rotativos (de girar) no bico, usando os dedos polegar e indicador.
7) A sucção do bico da mama pelo marido mão prejudica, só pode ajudar. Continue estes exercícios também nas primeiras semanas após o nascimento.

domingo

Meu bebê não engorda. Será que meu leite é “fraco”?

O peso do bebê é uma preocupação constante no dia a dia da mamãe. “Será que ele comeu bem?”, “Esse meu bebê parece muito fraquinho”, “Mamou tão pouquinho.” São questionamentos que as mamães fazem regularmente. Algumas dicas simples sobre a alimentação dos bebês podem responder as diversas interrogações na mente dos pais.

Saiba uma verdade que se não bem informada deixa as mamães de cabelo em pé: o bebê pode perder até 10% do peso de nascimento na primeira semana de vida.

Isso porque o bebê dentro da barriga não fazia esforço nenhum e assim que nasce precisa sugar, chorar, regular a temperatura do corpo e tudo mais que o bebê faz, aliada à descida do leite da mamãe, que pode demorar alguns dias para descer ou mesmo regular a quantidade de leite que o bebê precisa.

Um mito que é muito conhecido é que o bebê não engorda porque o leite da mãe é fraco. NÃO existe leite materno fraco. Cada mãe produz o leite que seu bebê precisa e na quantidade certa. O organismo da mulher só precisa regular a quantidade de leite nos primeiros dias depois do parto.

O mito do leite fraco provavelmente apareceu quando algumas mães não posicionavam a pega do bebê ao bico adequadamente ou simplesmente ofereciam somente o primeiro leite que é mais aguado. Explicaremos melhor isso.

Para ficar bem claro o que é a “pega do bebê”. Se o bebê abocanha somente o bico da mamãe não conseguirá retirar muito leite do seio materno, pois essa não é a forma adequada. Além disso, provavelmente o bebê causará ferimentos no bico e perda de peso. As bolsinhas que guardam o leite ficam posicionadas por baixo de toda a aréola do seio e, portanto, o bebê deve abocanhar toda a aréola da mamãe para que o leite saia de maneira adequada e sustente o bebê.

Segunda explicação: primeiro leite é mais aguado. A fonoaudióloga Jamile Elias explica que logo que o bebê começa a sugar é retirado o leite materno que é mais rico em água. Por isso se diz que o bebê nos seis primeiros meses de vida não precisa nem de água. Só de leite materno.

Depois de um tempinho, o leite que é retirado (tão logo saiu o leite mais aguado) é um leite mais rico em gordura, que sustentará e dará peso ao bebê.

Neste caso, o ideal é que o bebê esvazie um peito, pois assim ele terá o leite aguado (normal ao sair logo de começo), além do mais rico um gordura, que vem depois. Se ele beber um pouquinho de um peito e um pouquinho de outro, a probabilidade é que ele beba basicamente o leite “aguado”.

O certo é colocar o bebê em um peito e deixá-lo esvaziar e só depois oferecer o outro. Desse jeito a mamãe garante que o bebê retire do peito o leite anterior, rico em água, e o posterior, rico em gordura.

Fome – Um caso típico. O bebê é colocado no berço e não demora muito para começar a chorar de fome. A mamãe pensa que o leite é fraco. Erro dela. Pois ela pode ter oferecido apenas o leite rico em água, sustentando bem pouco o bebê que chora logo de fome e pode perder peso.

O bebê pode mamar quanto quiser, mas um bebê que fica quase uma hora no peito pode perder mais peso que um bebê que fica apenas dez minutos. Por que isso acontece? O bebê que perde peso mesmo ficando muito tempo pode estar abocanhado de maneira incorreta ou fazendo o peito de chupeta. Isso gera um grande esforço e perda de calorias. Consequentemente ele perde peso.

Já o bebê que mama apenas dez minutos e ganha peso deve fazer a pega corretamente, mamar todo o leite anterior e posterior e ficar satisfeito, não fazendo mais esforço do que precisa.

Fique atenta, mamãe, a todas as informações, mas não acredite em tudo que te falam. Pergunte sempre ao especialista o que é correto e siga as orientações sem “encucar” com os mitos.

Dicas

Verifique a quantidade de xixi que seu bebê faz. Se fizer sempre e em boa quantidade quer dizer que o pequeno está mamando bem. Preocupe-se se faz pouco ou não faz xixi.

O bebê deve ganhar em média 30 gramas por dia por isso a ida ao pediatra periodicamente é importante.

Tente não escutar as opiniões de como o bebê ganhar peso de mãe, sogra, vizinha ou qualquer pessoa que te deixam confusas. Tire suas dúvidas com quem entende como o pediatra.

Bruno Rodrigues

terça-feira

TÉCNICAS DE AMAMENTAÇÃO

1. AMBIENTE CALMO E MÃE TRANQÜILA
2. POSIÇÃO DA MÃE E DO BEBÊ CONFORTÁVEL - em geral sentada em cadeira com encosto na vertical e o bebê deitado fazendo um ângulo de 45 graus com o plano horizontal, apoiado sobre os braços da mãe.
3. FAZER HIGIENE DAS MÃOS E MAMILOS
4. CADA MAMA DEVE SER SUGADA POR NO MÁXIMO 15 MINUTOS - em 5 minutos o bebê é capaz de esvaziar 80% do leite de uma mama.
5. ANTES DE OFERECER O MAMILO, FAÇA COMPRESSÃO E EXPRESSÃO DA ÁREA PERI-AREOLAR, PARA QUE SAIA O COLOSTRO QUE O BEBÊ DEVE PROVAR, FACILITANDO A SUA SUCÇÃO.
6. MANTER A CRIANÇA ACORDADA DURANTE O ATO.
7. INTRODUZIR O MAMILO BEM PROFUNDAMENTE NA BOCA DO BEBÊ - ele deve abocanhar toda a região areolar.
8. LEMBRAR QUE DURANTE A SUCÇÃO O BEBÊ TAMBÉM "MORDE" A REGIÃO IMEDIATAMENTE ATRÁS DO MAMILO - área esta onde se encontra uma espécie de pequena bolsa que acumula o leite que vem pelos ductos (canais) mamários a partir dos ácinos (glândulas de leite). Dessa forma o leite é "esguichado" dentro da garganta do recém-nascido e depois deglutido.
9. ANTES DE REMOVER O BEBÊ DO SEIO, ABRA SUAVEMENTE A BOCA DELE - para evitar o efeito de vácuo que pode provocar rachaduras do mamilo.
10. LEMBRE-SE QUE ESSE É UM MOMENTO NÃO SÓ DE ALIMENTAÇÃO, MAS também DE CARINHO E AMOR.
"O que mamamos com o leite só desvanece quando a alma desvanece". (anônimo)

domingo

Cuidados com a mama

A preparação das mamas deve acontecer ainda durante a gestação. É nessa fase que as mamães de primeira viagem devem começar a aprender tudo o que envolve o aleitamento. “A mãe pode, inclusive, procurar um pediatra durante a gestação para se interar sobre a importância da amamentação, a alimentação do bebê e os cuidados que deve tomar”, orienta a Dra. Maria José Mattar.
Existem algumas técnicas que podem ser usadas para fortalecer o bico do peito e estimular as glândulas mamárias. Tudo para evitar probleminhas na hora da amamentação.
A regra número um é lavar o bico do peito apenas com água. Não utilize sabonete. Eles já têm uma hidratação natural ideal que deve ser preservada.
O banho de sol é um dos melhores procedimentos para preparar os seios. Tome de 10 a 15 minutos de sol no seio todos os dias, antes das 10 da manhã ou depois das 3 da tarde. Dependendo do seu tipo de pele e da intensidade do sol, você pode aumentar ou diminuir um pouco esse tempo. Se não tiver como tomar sol, você poderá utilizar uma lâmpada comum com a mesma finalidade. O calor do sol e da lâmpada deixa a pele mais resistente.
As massagens também são simples de serem feitas e bastante indicadas pelos médicos. Segure o seio com as duas mãos, uma de cada lado, e faça uma pressão da base até o bico, como se fosse uma ordenha. Repita o movimento cinco vezes com delicadeza, mas com energia. Depois, faça o mesmo com uma mão em cima e uma embaixo do seio. Esse procedimento ajuda na “descida” do leite e pode ser repetido uma ou duas vezes por dia.
As mulheres com o bico do seio invertido devem fazer uma massagem específica para estimular a saída do bico para fora. Muitas vezes, durante a gestação ele sai naturalmente, caso isso não ocorra, a gestante deve fazer a seguinte massagem: segure a extremidade do bico com o polegar e o indicador e rode os dedos, como se estivesse aumentando o volume do rádio.

quinta-feira

Bebês não-amamentados são mais propensos ao sobrepeso pelo excesso de alimentação

Muitas mães que alimentam seus bebês com mamadeira não têm conhecimento sobre como fazê-lo adequadamente, o que pode levar ao excesso de alimentação e a bebês muito pesados, segundo estudo da Universidade de Cambridge, no Reino Unido. De acordo com os autores, esses bebês são mais propensos ao sobrepeso do que aqueles alimentados exclusivamente com leite materno.
Para avaliar por que as crianças que tomam mamadeira tendem a ser mais pesadas, os especialistas revisaram 23 estudos que incluíam mais de 13,2 mil pessoas. E descobriram que a maioria das mães que não amamentava o filho sentia "culpa, raiva, preocupação, incerteza e um sentimento de fracasso".
As análises indicaram também que as mães têm poucas informações sobre a fórmula láctea adequada para o bebê e a maioria comete erros no preparo. Um exemplo é o fato de muitas colocarem o pó da fórmula láctea na mamadeira antes da água, o que pode deixar a bebida muito concentrada e com mais calorias do que o pretendido. Outros problemas identificados entre as mães americanas foi o de não usarem água fervida para preparar a fórmula, e de colocarem a quantidade de colheres de pó recomendadas, mas muito cheias.
De acordo com os autores, devido ao grande destaque dado ao aleitamento materno, muitos profissionais de saúde se esquecem de dar as informações aos novos pais sobre o preparo da mamadeira. Em um dos estudos avaliados, por exemplo, apenas 21% das mães haviam sido instruídas nesse sentido.
Outro fator destacado foi o fato de muitos pais trocarem constantemente as marcas das fórmulas, preocupados com a possibilidade de o bebê ter intolerância a determinada marca pelo fato de regurgitar o leite. Os autores explicam que a maioria das fórmulas é feita à base de leite de vaca ou soja, e que essa regurgitação pode ser mais sinal de excesso de alimentação.
"A superalimentação é, na verdade, mais de um risco com o uso de mamadeira, porque os pais têm mais controle do que os bebês em relação à quantidade de leite que a criança toma, o que não é o caso com a amamentação", explicam os autores. "Os pais podem evitar a superalimentação prestando atenção às dicas da criança, não dando ao bebê mais do que a quantidade recomendada da fórmula, e não assumindo que toda vez que o bebê chora ele precisa de uma mamadeira", finalizam.


Fonte: Portal UOL

sexta-feira

Aleitamento materno: tempo médio cresce para 11 meses

Por Vila Filhos



Na semana em que foi lançada a Campanha do Aleitamento Materno, pelo Ministério da Saúde, uma pesquisa elaborada pela instituição revela dados bastante animadores em relação à amamentação no Brasil.

Em nove anos, entre 1999 e 2008, o tempo médio de aleitamento materno aumentou de 296 para 342 dias (mais de 11 meses) nas capitais brasileiras e no Distrito Federal. Já quando o assunto é o Aleitamento Materno Exclusivo (AME), quando não há inclusão de outros líquidos ou alimentos, em crianças menores de quatro meses há também uma boa notícia. Em 1999, apenas era de 35%, passando para 52%, em 2008.
As altas taxas de mortalidade entre bebês na década de 70 foram associadas ao pequeno período de
aleitamento materno - 2,5 meses em média. Entretanto, nos últimos anos, a conscientização dos profissionais e das próprias mães, incentivadas de várias formas, contribuiu para que os bebês recebessem o alimento mais indicado nos primeiros meses de vida.
Entre as cidades pesquisadas Belém foi a capital com o maior índice de aleitamento materno exclusivo em crianças menores de 6 meses; Macapá apresenta a maior duração de aleitamento materno; Campo Grande é quem mais avançou nos índices de aleitamento materno exclusivo; e São Luis, por sua vez, tem os melhores dados de aleitamento materno na primeira hora de vida.
“A ideia é que esses dados forneçam subsídios para o planejamento e avaliação da Política Nacional de Aleitamento Materno em todas as esferas de gestão. Além disso, poderá orientar ações de grupos e organizações não-governamentais que atuam na promoção, proteção e apoio ao aleitamento materno”, explica Lilian Córdova do Espírito Santo, assessora para Assuntos Relacionados ao Aleitamento Materno, da Área Técnica de Saúde da Criança.
Por trás da pesquisa também foi observado o comportamento da inserção da mulher no mercado de trabalho. Mulheres em
licença-maternidade amamentam mais que as outras. Assim, a ampliação para seis meses é uma forma de também incentivar a extensão do tempo da amamentação exclusiva.

O estudo chegou a conclusção de que agora é necessário também enfrentar outros desafios. De acordo com Elsa, existe também a necessidade de promover hábitos saudáveis em relação à alimentação de forma geral, não apenas a amamentação, sobretudo no primeiro ano de vida.

quinta-feira

Aleitamento Materno tem semana mundial

A semana mundial do aleitamento, comemorada de 01 a 07 de agosto, comemorada em mais de 120 paises, é uma iniciativa da Aliança Mundial para a Ação em Aleitamento Materno. Foi criada em 1992 com objetivo de incentivar a mobilização social para promover e proteger a amamentação.

Dentro das atividades comemorativas a Secretaria Estadual da Saúde (SES/RS) estará promovendo no dia 03 de agosto o I Seminário Estadual sobre Aleitamento Materno, no auditório Dante Barone, da Assembléia Legislativa do RS, em Porto Alegre.
As inscrições serão gratuítas e limitadas e podem ser feitas até 31 de julho pelo site http://www.smam-rs.cjb.net/


Tema da SMAM 2009
As emergências podem ser de causas naturais ou produto de ação humana e, quando ocorrem, põem em risco a saúde e a sobrevivência da população. São imprevisíveis, de ocorrência regular ou rara, e se caracterizam pelo caos, insegurança, escassa higiene e pouco abastecimento de água potável, alimentos, combustível, cuidados médicos e abrigos.

O tema para a comemoração da SMAM 2009 - “Aleitamento materno: uma resposta vital nas emergências. Você está preparado?” – tem por finalidade impulsionar a proteção e apoio ativo ao aleitamento materno antes e durante as emergências por meio de mobilização, parceria e colaboração entre ONGs, agências humanitárias, meios de comunicação, governos, profissionais de saúde e promotores de aleitamento materno de forma geral, visando o apoio ao aleitamento materno junto às mães, famílias e comunidades.