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domingo

Pedro Henrique chegou

Meu nome é Leilane, tenho 36 anos, sou advogada, casada com Ricardo, médico, 37 anos. Descobri que estava grávida no início do mês de novembro e no último dia 17 de julho, Pedro Henrique chegou, enchendo nossa vida de felicidade.

Tudo começou com uma baita dor de garganta... Vou explicar. Eu nem imaginava estar grávida, pois nos meses anteriores estava sempre na expectativa, chegava a fazer BetaHCG todo mês e NADA.Mas devido à dor de garganta, pensei: "Vou fazer um exame, para poder tomar meus remédios para dor de garganta com tranqüilidade", já que na gravidez devemos evitar o uso de medicamentos ao máximo. Mas estava sem nenhuma expectativa, pois a minha menstruação ainda nem tinha atrasado. Apenas estava sentindo uma grande sensibilidade nos seios, o que não deixa de ser normal também no período pré-menstrual. Quando peguei o resultado, que surpresa!!! Positivo!!!Nossa, meu coração acelerou! Fiquei morrendo de vontade de ligar pro Ricardo na hora, mas me segurei. Queria fazer uma surpresa, mas não aguentei esperar até a noite. Durante à tarde, perguntei se ele poderia me encontrar no shopping, perto de meu Escritório, pois queria dar a notícia pessoalmente. Nos encontramos e entreguei a ele um pacotinho de presente, com um sapatinho de bebê dentro. Quando abriu, ele ficou muito feliz, dizendo que já suspeitava, pois achou meio estranha a minha ligação no meio da tarde, marcando um encontro no shopping.

A partir daí... foram alguns dias ou semanas de muita expectativa.Como eu já havia sofrido um aborto no ano de 2007, com apenas 8 semanas de gravidez, desta vez fiquei muito apreensiva, rezando para que passassem logo as primeiras 12 semanas.Enquanto isso, contamos a novidade apenas para nossos pais. Na noite de Natal contamos também para os irmãos do Ricardo. Após a ecografia das 12 semanas e também realizada a translucência nucal, ficamos mais tranquilos. A partir daí, foi só alegria e passamos a dividir nossa felicidade com todos os amigos.
Após uma gravidez muitíssimo tranquila, sem nenhuma náusea e engordando apenas 10 kg no total, Pedro Henrique chegou no dia 17.07.2009, uma sexta-feira, às 18h54minh, pesando 3,030 kg e com 50 cm.

Nesta sexta feira amanheceu um dia nublado, de cara feia. Acordei nervosa e ansiosa por tudo que viria a ocorrer nas próximas horas. Vários amigos ligando e desejando tudo de bom. À medida que à tarde chegava, fui tomar banho e me arrumar para ir ao Hospital. Por volta das 16hs saímos de casa, tiramos umas fotinhos de recordação da barriga e lá fomos nós. A esta altura, o sol tinha aparecido e fomos presenteados com uma tarde fria, mas ensolarada para a chegada do Pedro Henrique. No elevador, indo para o carro e carregando nossas malas, eu e Ricardo tínhamos um nó na garganta e nem conseguíamos conversar. Vi que ele também estava nervoso, mas não queria demonstrar.
Já no hospital, na espera para ingressar no centro obstétrico, chegaram meus pais. O nervosismo aumentava cada vez mais. Quando me chamaram, me despedi de todos e entrei sozinha. Minutos depois, após trocar de roupa, o Ricardo foi me fazer companhia. Mais algumas fotos e logo aparece a Doutora, que me disse: "vamos lá, está na hora". Nossa, que sensação inexplicável.

Saímos eu e Ricardo caminhando de mãos dadas em direção à sala cirúrgica, para a filmagem que estavam fazendo para o DVD. Me deitaram de lado na maca e neste momento fiquei na sala somente com a anestesista e enfermeiras. Fizeram a anestesia, que foi muito tranquila, apenas umas picadinhas e logo em seguida comecei a sentir meus pés formigarem.

Pouco depois chegaram a Doutora, sua auxiliar, a pediatra neonato e também o Ricardo. Todos conversando e descontraindo o ambiente enquanto a Doutora preparava o campo cirúrgico. O Ricardo ficou sentado o tempo todo atrás do pano comigo, segurando forte na minha mão.

Após alguns minutos a Doutora anunciou: "vai nascer, pode olhar Ricardo"!! O Ricardo então levantou para olhar e logo em seguida a pediatra passou com o Pedro Henrique no colo. Deu uma paradinha para eu olhar e foram prestar os primeiros atendimentos a ele. Enquanto a Doutora fazia a sutura, fiquei sozinha, pois o Ricardo foi acompanhar o Pedro Henrique. Minutos depois retornaram com ele e o colocaram no meu peito. Muita emoção!!! Inexplicável mesmo!!! Após, ele foi levado pelo papai lá no vidro, onde todos aguardavam ansiosos para conhecê-lo.

Depois, quando estavam me levando para a recuperação, pararam na frente do vidro onde meus pais e familiares esperavam e faziam festa do outro lado. Me emocionei demais neste momento!!!

Depois de umas quatro horas na recuperação, fomos para o quarto. Neste período Pedro Henrique ficou o tempo todo ao meu lado, para tentar pegar o peito para mamar. A noite foi tranquila, embora o desconforto da cirurgia. Não consegui dormir, devido à agitação e emoção que eu sentia. Ficava olhando para ele, quase que não acreditando. Com certeza, foi um dos dias mais felizes da minha vida.

Lola a espera de Francisco...

Fabrício e eu somos, segundo uma amiga minha, um casal sonho de consumo. Estamos juntos há quase dez anos. Vivemos uma história cheia de momentos engraçados, emoções, algumas brigas, pazes, autoconhecimento, descobertas, enfim, todo o turbilhão de situações que envolve dividir a vida com outra pessoa e ainda assim manter o amor.
Acho que passamos pelos, digamos, passos básicos de um relacionamento: nos conhecemos, namoramos, fomos morar juntos,


quando vimos que nenhum dos dois surtou, casamos e chegamos naquele momento "e agora? será que não é o momento de ter um filho?".
Eu, com meu estilo mais baiano, dizia "não sei não. será que não é uma de darmos mais um tempo sozinhos?" e ele, sem nenhuma cerimônia dizia "como assim mais tempo sozinhos? São quase dez anos!". Então deixei todos os meus medos de lado e foi aí que tudo começou. Parei de tomar pílula em novembro para desintoxicar meu corpo dos anos e anos e anos de pílula e nesse meio tempo íamos fazendo a famosa e - mais do que comprovada ineficiente - tabelinha.
Mas na minha mente controladora e autosuficiente eu iria engravidar quando eu quisesse - no caso, em setembro. E assim fomos em frente. Mas teve uma tarde de janeiro em que alguma coisa diferente aconteceu. Não sei como explicar, mas senti que aquele sexo tinha sido diferente dos outros e fiquei com aquela sensação, mas não dei muita importância, afinal segundo a tabelinha, aquele dia era "livre".
O tempo foi passando e a minha menstruação não vinha. Mas ao mesmo tempo, meus peitos doíam, eu andava irritada com tudo e chorona (muito mais do que o normal). E pensava: é a menstruação. Tô na TPM. E nada.
Até que comecei a cogitar a possibilidade. "Será?" era o meu nick no msn... e minha cabeça a mil. "Será?" Até que decidi fazer um teste de farmácia. Foi pouco antes do carnaval. Fui na farmácia, pedi o teste mais ninja de todos e corri pra casa. Fazer teste de gravidez é muito constrangedor. Aquele micro recipiente, tu tentando mirar pra acertar a dose certa de xixi pra atingir a linha vermelha do micro potinho e toda a ansiedade de esperar pelo resultado. No meu caso, nem precisei esperar os cinco minutos das instruções. Em dois segundos, deu PO-SI-TI-VO.
Fiquei olhando o papelzinho mijado dentro do pote e os dois tracinhos cor de rosa e pensava: "e agora?" Sentei e comecei a chorar. Uma mistura de pavor, alegria, mais pavor, e uma sensação de que tudo tava arrumadinho no seu devido lugar e que um furacão passou e bagunçou tudo.
Aí pensei: "tenho que contar pro Fabricio." Aí levei o papelzinho mijado na empresa onde ele trabalha e com cara de criança que fez "arte", mostrei pra ele o resultado e falei "deu positivo. tô grávida". A gente se abraçou eu chorei muiiiiiiiiiitttttttttoooooooo e no fim das contas decidimos que tudo bem. Confesso que esse tudo bem era muito mais pelo Fabricio do que por mim. Eu continuava apavorada. Mas resolvi me dar esse tempo. Afinal de contas, não é todo dia que a gente é mãe pela primeira vez.

Hoje com 25 semanas e alguns dias de gestação, sou a pessoa mais feliz e realizada do mundo. Estou curtindo cada dia desta experiência. Até criei um blog para dividir este momento tão especial como todos (www.projetocegonha.blogspot.com) e não vejo a hora de poder beijar, acariciar e sentir o cheirinho do Francisco, que deve estar chegando em meados de outubro.

Lola Carvalho.

Chaiene à espera de Arthur...

Oi, meu nome é Chaiene Lewis Deiro, grávida de oito meses do Arthur e casada há quase dois anos com o Thiago. Para contar um pouco deste momento mágico que estamos vivendo é necessário voltar um pouquinho no tempo.
Eu e o Thiago morávamos em Porto Alegre, recém-casados, bem empregados, com um apê novinho. Já estávamos “prontos” para começar a construir a nossa família. Afinal, antes de oficializarmos o nosso amor, já tínhamos namorado por seis anos e até morado juntos. Ou seja, a convivência não era nenhuma surpresa para nós e nos sentíamos preparados para dar um passo adiante na nossa relação. Foi, então, quando parei de tomar pílula.
Tudo perfeito, né? Sim, só que bem nesta época uma oportunidade super boa de trabalho na serra apareceu para o Thiago. Sabe aquela coisa de “ok, vai lá e vê qual é...”, torcendo muito, mas no fundo angustiada com a possível mudança de vida. Isto porque não conhecíamos ninguém em Caxias do Sul e teríamos que abrir mão da nossa estabilidade para arriscar num novo rumo. E como a vida é uma caixinha de surpresas é claro que nos aplicou esta peça e hoje estamos morando em Caxias há um ano.
Acredito que o amor é isso. É ir junto, enfrentar junto, crescer junto.
E o fruto deste amor está bem aqui, dando pulos na minha barriga enquanto escrevo.
Sim, porque foi nesta terrinha, depois de seis meses de muito frio e vinho, no dia 7 de dezembro de 2008, que recebemos a melhor notícia das nossas vidas: o nosso bebê está a caminho.
Nesta semana que descobri a gravidez estava me sentindo estranha, com espinhas por tudo e tinha atrasado um dia a menstruação, o que era motivo de alerta, pois o meu ciclo era super regular. Fui à farmácia e comprei os testes. Não falei nada para o Thiago, pois tinha medo que não estivesse grávida. Liguei o chuveiro para fingir que tomava banho até esperar sair o resultado. Quando vi POSITIVO saí do banheiro trêmula, não acreditava, e falei para o meu marido: estou grávida!! Esta noite foi inesquecível.
Contamos para as nossas famílias no outro dia, na festa surpresa de 50 anos da minha mãe. O Thiago pegou o exame da gravidez, como se fosse ler uma homenagem para a ela, e disse: a Chai está grávida. Todos ficaram paralisados, pois não sabiam que um baby estava nos nossos planos, principalmente, por causa dessa mudança de cidade. Foi uma emoção geral!!!
E a partir daí as nossas vidas e das nossas famílias mudaram. O Arthur é o primeiro neto dos dois lados, então, vocês podem imaginar a curtição que é cada momento da gestação.
Escutar o coraçãozinho dele na primeira ecografia foi uma a emoção tão grande que não tem como explicar em palavras. No próximo exame descobrimos que era 80% de chance de ser um menino. Pronto, bastou para a família comprar todo arsenal de roupinhas do colorado e o meu pai uma bombacha e boina para o futuro gauchinho!!! A expectativa aumentava até termos a certeza de que era o Arthur, o nosso pitoco lindo que estava a caminho. E quando comecei a sentir os chutes do sapeca? Nossa, uma loucura!! Aliás, essa sensação de o teu filho estar tão próximo, tão ligado e depender tanto de você é mágica. Essa relação intensa entre mãe e filho, de amor incondicional, a gente só entende na gravidez.
A previsão para o parto é início de agosto e, como engravidei em Caxias e fiz todo o pré-natal aqui, o nosso filhinho será gringo! Estamos ansiosos e eufóricos com a chegada em breve do nosso bebê.
Tudo o que passei durante este período, cada fase, cada descoberta, cada mudança, foi ainda mais especial por ter sempre do meu lado o meu marido, Thiago. Um papai super dedicado e companheiro, que acompanha de perto todos os momentos e me dá segurança para enfrentar todas as dúvidas de uma mamãe de primeira viagem. Assim como eu, o Arthur já ama demais o papai, pois sempre quando o Thiago conversa com ele na minha barriga o nosso bebê responde!!! Eles são os maiores amores da minha vida.
E para finalizar esta nossa história, não poderia deixar de falar da importância das nossas famílias nessa fase. Hoje eles estão um pouquinho longe da gente, a minha em Cachoeira do Sul e a do Thiago em Porto Alegre, mas mesmo assim nos dão todo apoio, carinho e conforto.
Bom, agora falta pouco para estarmos com o Arthur bem aqui pertinho para encher ainda mais as nossas vidas de alegria e completar a família Lewis Deiro.
Bjs,
Chai.
Fotos de Fábio Martins