Mostrando postagens com marcador Cordão Umbilical. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador Cordão Umbilical. Mostrar todas as postagens

terça-feira

Células-tronco podem ser a proteção contra o câncer de mama após a gravidez

Pesquisa sugere que pequena quantidade de células-tronco no corpo é o motivo para a doença não se desenvolver


Carla Conde



Um estudo realizado na Univerdade Baylor College of Medicine, nos Estados Unidos, descobriu que a diminuição de células -tronco na mulher logo após dar à luz pode protegê-la contra o câncer de mama. Ainda se sabe os motivos da redução das células durante a amamentação, mas após esse período, elas voltam à quantidade normal. 


A pesquisa, feita em ratos, analisou o número de células-troncos mamárias encontradas durante a amamentação nos animais que tiveram filhotes e naqueles que nunca engravidaram. O resultado mostrou que as ratas que deram à luz tinham menos células-tronco mamárias do que as que nunca tiveram bebês. 


Segundo José Francisco Rinaldi, mastologista do Hospital e Maternidade São Luiz (SP), ainda não há comprovação de que o câncer de mama está ligado à célula-tronco. “O que previne a mulher da doença são as mudanças dos hormônios durante a amamentação. Para esse estudo ser comprovado, é preciso uma pesquisa mais aprofundada”, diz. "Na China, um trabalho sobre o assunto está no nício." 


Fonte: Revista Crescer

Solange Couto armazenará as células-tronco do cordão umbilical de seu terceiro filho

Seguindo o exemplo recente de Juliana Paes, Daniele Valente, Eriberto Leão e Daniele Suzuki, a atriz Solange Couto também armazenará as células-tronco do cordão umbilical de seu terceiro filho com a CordCell. Essas células-tronco são coletadas logo após o parto e são consideradas o maior avanço da medicina nos últimos 20 anos, e as terapias com seu uso tem se mostrado eficazes no tratamento de dezenas de doenças. Sem a coleta este material é descartado e não poderá ser mais utilizado. O procedimento é rápido, indolor e totalmente seguro tanto para a mãe quanto para o bebê.  


Ainda sem nome definido, o bebê está com chegada prevista para o mês de setembro e é fruto da união da atriz com o estudante pernambucano Jamerson Andrade, de 24 anos. A atriz, que cativou definitivamente o público ao viver a inesquecível Dona Jura, em "O Clone", na Rede Globo, está com 54 anos. A CordCell, empresa médica brasileira pioneira na área de terapia celular, foi a escolha de Solange Couto para realizar a coleta por conta de sua tradição, responsabilidade e principalmente por sua preocupação com os tratamentos onde se usam essas células. Solange já é mãe de Márcio (36) e Morena (19), que segundo ela, não tiveram as suas células coletadas porque não havia essa tecnologia disponível na época do nascimento dos dois. "A medicina está evoluindo muito rápido e eu não poderia desperdiçar uma oportunidade como essa de oferecer ao meu filho algo tão importante como isso", disse a atriz.  Sua última personagem na TV foi a durona Sancha, em "Ribeirão do Tempo", na Rede Record.



Divulgação: Rojas Comunicação

segunda-feira

Cordão umbilical: qual é a hora certa de cortá-lo?

Um novo estudo americano mostra que esperar para cortar o cordão pode garantir a transferência de células-tronco e evitar hemorragias nos primeiros meses de vida do bebêVocê sabia que o momento de cortar o cordão umbilical do seu filho é importante para a saúde dele? Uma nova pesquisa feita pela Universidade do sul da Flórida, nos Estados Unidos, mostrou que esperar o cordão parar de pulsar para cortá-lo pode garantir a transferência de células-tronco, em um processo conhecido como transplante natural. Além disso, o atraso no corte reduz a incidência de hemorragia e a diminui a necessidade de transfusões de sangue no futuro.
Outra pesquisa, dessa vez brasileira, também reforça os benefícios desse atraso para a saúde. O estudo sugere que esperar 1 minuto para fazer o corte (ou clampeamento) do cordão aumenta a quantidade de ferro no seu organismo. Esse seria mais um fator que ajudaria na redução de anemia nos primeiros meses de vida.
Para essa pesquisa, liderada pela pediatra Sônia Venâncio, do Instituto de Saúde da Secretaria de Estado da Saúde de São Paulo, foram avaliadas 224 crianças. Dessas, 109 tiveram o corte imediato e 115, tardio. Depois de três meses do nascimento foram realizados exames para verificar o nível de ferro. No segundo grupo, o benefício ficou comprovado.
A maioria dos profissionais realiza o corte na hora que o bebê nasce. Para Alexandre Pupo Nogueira, ginecologista do Hospital Sírio Libanês (SP), o ideal é esperar o cordão parar de bater para cortá-lo. “No útero, o sangue do bebê é oxigenado pela placenta. No nascimento, ocorre uma mudança no sistema circulatório da criança para que comece a receber oxigênio pelos pulmões. A garantia de que essa transformação aconteceu, e o bebê está preparado para respirar fora do útero, é quando a artéria do cordão pára de pulsar”, diz Pupo.
O procedimento, no entanto, gera polêmica entre os especialistas. Enquanto há estudos sugerindo vantagens do corte do cordão tardiamente, há outros que mostram riscos, como a policetemia - excesso de glóbulos vermelhos no sangue - e a icterícia, que é aquela cor amarelada da pele. “Um corte tardio faz com que a criança receba um volume maior de sangue da mãe, causando esses tipos de problemas”, diz Renato Kfouri, pediatra e neonatologista do Hospital e Maternidade Santa Joana (SP) e diretor da Sociedade Brasileira de Imunização.
De acordo com a autora do estudo, ao avaliar as complicações do corte tardio, não houve diferença de icterícia entre os grupos. “Para evitar o excesso de volume de sangue para o bebê, tomamos o cuidado de deixá-lo um minuto ligado ao cordão na mesma altura da placenta”, afirma.
Anemia e amamentação
Segundo Renato Kfouri, a prevenção de anemia pelo corte tardio do cordão pode ser mais significativa numa população em que o problema é endêmico. A anemia por deficiência de ferro está relacionada a diversos fatores. “Alguns exemplos são as gestantes anêmicas, que podem passar menos ferro para o bebê, e os prematuros, uma vez que a transferência de ferro é maior no fim da gestação”, diz. No primeiro ano de vida, o aleitamento materno é a grande prevenção da anemia.
Fontes: Sônia Venâncio, pediatra do Instituto de Saúde da Secretaria de Estado da Saúde de São Paulo; Rubens do Val Júnior, obstetra do Hospital São Luiz (SP); Alexandre Pupo Nogueira, ginecologista do Hospital Sírio Libanês (SP); Eduardo Cordioli, obstetra do Hospital Israelita Albert Einstein (SP); Renato Kfouri, pediatra e neonatologista do Hospital e Maternidade Santa Joana (SP) e diretor da Sociedade Brasileira de Imunização.

Fonte:Revista Crescer

sábado

Armazenamento do sangue do cordão umbilical

Aplicação terapêutica

O primeiro transplante utilizando o sangue de cordão umbilical e placentário (SCUP) foi realizado com sucesso no ano de 1988, no Hospital Saint-Louis em Paris, França, onde um garoto de 6 anos apresentando anemia de Fanconi foi transplantado com o sangue de cordão de sua irmã recém-nascida, HLA compatível e saudável. Comprovou-se que o sangue de cordão umbilical é uma excelente fonte de Células Progenitoras Hematopoéticas (ou Células Tronco Hematopoéticas - CTH) e uma alternativa à utilização de medula óssea, para o tratamento de doenças hematológicas e oncológicas.
Atualmente, o sangue armazenado pode ser utilizado para o tratamento de casos de leucemias, anemias e linfomas, ou seja, pacientes com indicação de transplante de medula óssea. E os resultados são melhores porque em vez dos 100% de compatibilidade obrigatória entre doador e receptor no caso do transplante de células da medula óssea, o transplante com células do sangue de cordão umbilical exige apenas 70% de compatibilidade. Há vantagens também em termos de coleta. Enquanto a extração das células de medula do doador requer uma pequena cirurgia precedida por anestesia geral, a extração da célula de cordão é feita diretamente daquele material que vem sendo, há milênios, descartado logo após o parto, e não oferece nem riscos nem incômodos ao doador.
"Os estudos quanto à utilização de células tronco estão ainda numa fase inicial, pré-clínica, ainda em animais, na grande maioria dos centros. O futuro parece promissor. Devemos ressaltar que nos estudos em humanos que alguns grupos estão realizando a células utilizadas são as da medula óssea", explica a Dra. Ângela Cristina Malheiros Luzo, Diretora do Serviço de Transfusão e Banco de Sangue de Cordão do Hemocentro da Unicamp.
Nos casos de tratamento de diabetes e doenças do coração que já estão sendo feitos, as células-tronco são retiradas do próprio paciente, da medula óssea. Existem muitas pesquisas em relação ao uso de células-tronco, mas ainda não há confirmação científica da maioria dos estudos. Segundo o INCA, Instituto Nacional de Câncer, a maioria dos transplantes de medula óssea realizados atualmente utilizam sangue de cordão umbilical. "Muitos cordões ainda vêm de fora do país porque a rede BrasilCord, rede de Banco Público de Armazenamento, foi estruturada há pouco tempo, no ano passado", esclarece Luis Fernando Bouzas, diretor do Centro de Transplante de Medula Óssea do INCA. Mesmo assim, até maio de 2007 já haviam sido realizados 27 transplantes com cordão umbilical armazenado nos bancos públicos do Brasil. "No Japão, por exemplo, 50% dos transplantes de medula já são feitos com as células extraídas do sangue do cordão umbilical", afirma Dr. Carlos Alberto Moreira-Filho, superintendente do Instituto Israelita de Ensino e Pesquisa Albert Einstein e coordenador do Banco Público no Hospital. Dados fornecidos pelo Banco Público de Sangue de Cordão Umbilical do Hospital Israelita Albert Einstein, no Brasil, há aproximadamente 3 mil indicações anuais para transplante de medula óssea, sendo que 1.700 não possuem doador aparentando ou compatível e precisam recorrer à lista de espera por doador.
No futuro, as qualidades de transformação das células-tronco podem representar tratamentos para muitas doenças que afetam milhões de pessoas no mundo. Por exemplo, uma injeção de células-tronco no cérebro de um portador de mal de Parkinson pode regenerar as funções dos neurônios do paciente e levar à cura. Outras terapias podem incluir diabete, mal de Alzheimer, derrames, enfartes, doenças sanguíneas ou na espinha e câncer. Problemas genéticos também poderão ser tratados a partir de células-tronco.
A utilização dessas células permitiria testar em tecidos humanos os efeitos terapêuticos e colaterais de drogas, sem a necessidade de uso de animais cobaias.

terça-feira

Células - Tronco do Sangue de cordão Umbilical

Artigo Revista Hemisfério - março 2009



Autores:
Dr. Elíseo Joji Sekiya - Diretor Científico da CordCell - Células Tronco do Cordão Umbilical e Adelson Alves, M.D - Banco de Sangue do Cordão Umbilical Hemocentro São Lucas - Terapia Celular




“O armazenamento de células-tronco do cordão umbilical
faz sentido, principalmente se forem considerados os avanços
das pesquisas que focam as aplicações destas células em terapia celular”




Inicialmente considerado material biológico descartado após o parto, atualmente o cordão umbilical constitui importante fonte de Células-Tronco Hematopoiéticas para o Transplante de Medula Óssea, bem como para o tratamento de doenças onco-hematológicas e outras enfermidades degenerativas. Os estudos iniciais que evidenciaram a presença de Células-Tronco Hematopoiéticas no Sangue do Cordão Umbilical Humano começaram a ser publicados a partir de 1974, onde Knudtzon1 sugeria que o Sangue de Cordão Umbilical “poderia ser utilizado como fonte de células-tronco hematopoiéticas para restauração funcional da medula óssea em humanos”.
Outros experimentos subseqüentes publicados por Nakahata2 e Leary3 demonstraram que certas células do Sangue de Cordão Umbilical eram capazes de se diferenciarem em múltiplas linhagens hematopoiéticas. Após estudos clínicos extensos de Broxmeyer4 que confirmaram a funcionalidade in-vitro das células do cordão após criopreservação e descongelamento, em outubro de 1988 foi realizado o primeiro transplante humano de sangue do cordão umbilical por Gluckman5. O paciente, portador de Anemia de Fanconi, foi submetido a transplante recebendo uma unidade de Sangue de Cordão Umbilical relacionado HLA compatível. Transcorridos pouco mais de 20 anos, o paciente transplantado por Gluckman continua saudável em completa reconstituição hematológica e imunológica, ou seja, livre da doença original. Os estudos de Barker6 e Rocha7 demonstram que o Sangue de Cordão Umbilical representa alternativa válida à medula óssea HLA-compatível para pacientes pediátricos e os trabalhos de Laughlin8 e Rocha9 confirmam a mesma assertiva para pacientes adultos.
Além de conter Células Progenitoras Hematopoiéticas com elevada capacidade proliferativa e de auto-renovação, demonstrada por Broxmeyer10 Hows11 e Lansdorp12, o Sangue de Cordão Umbilical apresenta vantagens adicionais sobre a medula e o sangue periférico como fonte de células progenitoras. Estudos clínicos de laughlin8 e Rocha9 demonstram uma menor incidência da Doença do Enxerto Contra o Hospedeiro (DECH), além da necessidade de menor compatibilidade HLA, atribuída por Beck13 e D’Arena14 a imaturidade do sistema imune do sangue de cordão. Outra vantagem estudada por Barker6 decorre do fato das Unidades de Sangue de Cordão Umbilical estarem disponíveis após o congelamento, previamente HLA-tipadas, reduzindo o tempo necessário para buscas.

Evidentemente esta vantagem pode ser ainda maior caso a unidade de Cordão Umbilical Congelada seja autóloga, ou seja, do próprio paciente.
Assim sendo, o armazenamento de Células-Tronco do Cordão Umbilical faz sentido, principalmente se forem considerados os avanços das pesquisas que focam as aplicações das Células-Tronco derivadas do Cordão Umbilical em
terapia celular.
Segundo consenso estabelecido no 4º Workshop da ITERA (International Tissue Engineering Research Association), mais de 70 doenças já podem ser tratadas com sucesso utilizando Células-Tronco hematopoiéticas e outras 15 doenças
utilizando células-tronco não hematopoiéticas.
Alguns exemplos de doenças tratáveis ou controláveis com células do sangue de cordão umbilical são apresentados na tabela a seguir:






Pesquisadores do Serviço Nacional de Sangue da Inglaterra (England National Blood Service)15 publicaram recentemente os resultados de 10 anos de experiência na realização de transplantes utilizando como fonte de células- tronco hematopoiéticas o sangue de cordão umbilical coletado de doadores aparentados. Ao todo foram 244 casos de pacientes tratados, sendo 114 pacientes com doenças hematológicas malignas, 68 com anemias congênitas, 44 com imunodeficiências e 9 com deficiências enzimáticas e 9 com outras doenças não classificadas. Os resultados dos transplantes demonstravam à época da publicação que todos os pacientes acompanhados por diferentes períodos encontram-se com boa evolução.

As células-tronco do cordão umbilical podem ser obtidas após o nascimento, sem riscos para a mãe e a criança. As células podem ser armazenadas por vários anos e são imediatamente disponíveis quando necessárias
e potencialmente também para terapias que ainda estão em desenvolvimento. Segundo Colin McGuckin, professor de Medicina Regenerativa da Universidade de Newcastle, o cordão umbilical e o sangue do cordão são as fontes de células-tronco mais facilmente acessíveis e menos comprometidas pelas
influências do meio-ambiente e da idade. Estas células são consideradas mais jovens e em alguns casos demonstraram ser mais potentes nos tratamentos quando comparadas com células-tronco de outras fontes.
O armazenamento pode ser disponibilizado tanto pelos bancos chamados privados/ familiares ou em alguns países por bancos públicos. Ambas as modalidades de armazenamento têm seus méritos específicos. Uma
abordagem mais moderna denominada armazenamento publico-compartilhado poderia oferecer uma boa solução para atender as necessidades individuais bem como as do público geral.
Finalmente, como ocorre com todas as tecnologias emergentes, podemos concluir que o armazenamento do Sangue de Cordão Umbilical tem evoluído continuamente tornando- se um recurso terapêutico padronizado e bem estabelecido. A disseminação deste conhecimento entre os colegas das
diversas especialidades médicas é parte fundamental deste processo, uma vez que cabe aos médicos direcionar os recursos do enorme arsenal terapêutico disponível em benefício dos nossos pacientes.


http://www.cordcell.com.br/
0800 77 222 00

quinta-feira

Armazenamento do sangue do cordão umbilical

Quem está autorizado a armazenar?
A legislação brasileira permite os dois tipos de bancos: Bancos de Sangue de Cordão Umbilical e Placentário para uso alogênico não-aparentado, que constituem a Rede BrasilCord (BSCUP) e Bancos de Sangue de Cordão Umbilical e Placentário para uso autólogo (BSCUPA). Legalmente, os serviços públicos só podem trabalhar com os bancos alogênicos, sendo restrito aos serviços privados apenas a permissão para funcionar como bancos autólogos.
Os Bancos de Sangue de Cordão Umbilical e Placentário devem possuir Licença emitida pelos Órgãos de Vigilância Sanitária competentes, que são as Vigilâncias Sanitárias Estaduais ou Municipais, conforme determinado pela Resolução RDC n°153 de 14 de junho de 2004. No caso dos Bancos de Sangue de Cordão Umbilical para Uso Alogênico não-aparentado (bancos públicos), é necessário também a Autorização de Funcionamento emitida pela Coordenação-Geral do Sistema Nacional de Transplantes (SNT) do Ministério da Saúde, conforme determinado pelas Portarias n°2.381/GM de 29 de setembro de 2004 e n°2.970 de 21 de novembro de 2006NS.
As informações sobre a Licença e a situação sanitária desses bancos devem ser solicitadas aos órgãos de Vigilância Sanitária nos respectivos Estados e Municípios, visto que cabe a eles a função de licenciamento.


O que é Rede BrasilCord?
É a Rede Nacional de Bancos Públicos de Sangue de Cordão Umbilical e Placentário para Transplante de Células-Tronco Hematopoéticas. Criada em 29 de setembro de 2004 através da Portaria N°. 2.381/GM, essa Rede pública é formada pelos Bancos de Sangue de Cordão Umbilical e Placentário - BSCUP já existentes e em operação no Instituto Nacional do Câncer - INCA/Rio de Janeiro e no Hospital Israelita Albert Einstein - HIAE/São Paulo, e pelos demais BSCUP que vierem a ser implantados, com base nas necessidades epidemiológicas, na diversidade étnica e genética da população brasileira e segundo critérios a serem estabelecidos pelo Ministério da Saúde.
Afiliado ao BrasilCord está o RedeCord, primeiro Banco Público de sangue de cordão umbilical do Estado de São Paulo.

segunda-feira

Armazenamento do sangue do cordão umbilical

O que são células-tronco?
Células-tronco são células mestras que têm a capacidade de se transformar em outros tipos de células, incluindo as do cérebro, coração, ossos, músculos e pele. Ela pode se diferenciar e constituir diferentes tecidos no organismo. Esta é uma capacidade especial, porque as demais células geralmente só podem fazer parte de um tecido específico (por exemplo: células da pele só podem constituir a pele).
As células-tronco também podem gerar cópias idênticas de si mesmas. Essa capacidade chama-se auto-replicação.
Por essas razões, as células-tronco são objetos de intensas pesquisas. No futuro, a previsão é que se possa usar para substituir tecidos lesionados ou doentes, como nos casos de Alzheimer, Parkinson e doenças neuromusculares em geral, ou ainda no lugar de células que o organismo deixa de produzir por alguma deficiência, como no caso de diabetes.


O que são células-tronco embrionárias?
São as células, encontradas em embriões, que conseguem se diferenciar em todos os 216 tecidos (inclusive a placenta e anexos embrionários) que formam o corpo humano. É essa capacidade que permite que um embrião se transforme em um corpo totalmente formado.

A coleta e o armazenamento
O material a ser armazenado deve ser retirado do cordão umbilical porque o sangue do cordão umbilical é rico em células-tronco. A coleta do material é feita de maneira tranqüila, sem riscos para a mamãe nem para o bebê e pode ser feita tanto em parto normal, quanto em parto cesariana. Após o nascimento, o cordão umbilical é pinçado e cortado, interrompendo a ligação entre o bebê e a placenta. A quantidade de sangue (de 70 a 100 ml) que permanece no cordão umbilical é, então, coletada, congelada e posteriormente armazenada em tanques de nitrogênio líquido a -190º C. O processo só pode ser feito com a autorização da mãe. O tempo máximo entre a coleta e o armazenamento não deve exceder 48 horas.
De acordo com a ANVISA - Agência Nacional de Vigilância Sanitária, antes da estocagem, deve-se realizar o controle de qualidade que inclui: exames sorológicos para doenças infecciosas transmissíveis pelo sangue e doenças genéticas, verificação de contaminação bacteriana e/ou fúngica, contagem e viabilidade celular. Também são armazenadas alíquotas do sangue da mãe para testes futuros.
As unidades são triadas para algumas doenças infecciosas, incluindo HIV (AIDS), hepatite B e C, doença de Chagas, sífilis, vírus HTLV, entre outras.
No caso de doação para bancos públicos, ou indicação de uso aparentado (dentro da própria família), realiza-se também a tipagem HLA.
Ainda segundo a ANVISA, para que a amostra de sangue de cordão umbilical a ser armazenada seja clinicamente útil, frente às possibilidades terapêuticas atuais, esta deve conter um número mínimo de células. Esta é uma exigência técnica e legal, portanto, as amostras que apresentarem baixa celularidade devem ser descartadas. Também deverá ser descartada quando apresentar contaminação microbiológica ou fúngica.
A mamãe pode optar por empresas particulares ou por Bancos Públicos que fazem parte da BrasilCord.
Para participar do programa de Banco Público, basta a gestante sinalizar ao médico obstetra o interesse em doar o cordão umbilical do bebê para que esse possa dar andamento em todo o processo que envolve a realização de exames prévios, além de avaliação para ver se a mãe se enquadra no perfil. Para doar a gestante precisa ter menos de 37 anos, cujo bebê venha a nascer com idade gestacional igual ou maior que 35 semanas e peso maior que 2kg.
Já para o armazenamento em Banco Privado é necessário entrar em contato com a empresa escolhida pelo menos 24h antes do parto. Muitas empresas atendem mesmo sem ainda ter assinado o contrato. Para o procedimento para uso autólogo, a gestação precisa ter acima de 32 semanas e não há limite de idade para a gestante. No momento da coleta, o sangue materno também é colhido para a realização de exames.
Atualmente, as pesquisas demonstram que o sangue pode ficar armazenado por, no mínimo, 20 anos e manter a integridade celular.