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sábado

Quando meu filho vai dormir a noite toda?


Estudo diz que isso vai acontecer em poucos meses. Confira
Redação Crescer


 Shutterstock



Qual pai ou mãe, logo que chega em casa com o bebê da maternidade, não tem a sensação de que nunca mais vai dormir como antes? Se você está passando por isso, uma pesquisa comprovou o que nesse momento é difícil acreditar: seu filho provavelmente vai dormir a noite toda em poucos meses. 


Um estudo realizado por pesquisadores da University of Canterbury, na Nova Zelândia, envolveu pais de 75 crianças que preencheram um diário sobre o sono do filho durante seis dias por mês, do nascimento aos 12 meses. Os resultados mostraram que aos 5 meses 50% das crianças eram capazes de dormir entre 22h e 6h. Animador, não? 


É preciso lembrar, no entanto, que o padrão de sono varia de criança para criança. Enquanto umas dormem o regulam mais rápido, outras demoram um pouco mais. 
A pediatra Márcia Hallinan, do Laboratório do Sono da Universidade Federal de São Paulo, preparou um lista de situações que você, provavelmente, já enfrentou. Para que os pequenos aprendam a dormir, ela explica que é necessário rotina, ajuste de horários e paciência, muita paciência. Os exemplos abaixo podem ser aplicados eventualmente, portanto, evite-as: 
>> ninar bebê no colo diariamente (o correto é colocá-los na cama ou berço e ler por uns 15 minutos ou cantarolar embalando-o pelo mesmo tempo);
>> nada de perambular com a criança pela casa no carrinho de bebê, ou colocar no bebê-conforto lugares esquisitos, como sobre a máquina de lavar (ninguém precisa ser chacoalhado para pegar no sono. Dê uma fraldinha, que ele se auto ninará);
>> nada de passear de carro com o pretexto de fazer a criança dormir;
>> não ofereça mamadeira ou chá a cada choramingo, elas só podem existir se fizerem parte do ritual;
>> pode ser uma delícia, mas não é correto ficar abraçados, lendo até eles dormirem. Você deve deixar o quarto deles quando estiverem sonolentos, mas ainda acordados. Eles devem perceber que estão sozinhos, para não se assustar quando despertarem no meio da noite;
>> nada de inventar situações negativas em relação ao sono, como bicho-papão;
>> atenção: berço não é lugar para castigo!

Fonte: Revista Crescer

terça-feira

Distúrbios do sono podem se alongar pela primeira infância

É o que revela uma pesquisa norte-americana feita com crianças aos seis meses, um, dois e três anos. Sono agitado, pesadelos e a falta de sono estão entre as principais queixas das mães


Angélica Oliveira


Seu bebê já cresceu e ainda tem problemas para dormir? Ele não é o único. Uma recente pesquisa do Cincinnati Children's Hospital Medical Center, em Ohio, nos Estados Unidos, mostrou que os distúrbios do sono tendem a aparecer nos primeiros seis meses da criança e, infelizmente, podem levar anos para desaparecer. A conclusão é resultado de entrevistas com 359 mães, que responderam a formulários quando os filhos estavam com seis meses, um, dois e três anos de idade. As respostas revelaram que 20 a 35% das crianças que apresentaram distúrbios do sono no inicio da pesquisa continuaram com problemas no decorrer dos outros anos. Enquanto somente 6 a 8% dos pequenos apresentaram problemas após esse período. 

Para Stella Tavares, médica responsável pelo setor de Neurofisiologia Clínica do Hospital Israelita Albert Einstein, em São Paulo, grande parte dos distúrbios persistem pela falta de limite dos pais. "A criança precisa de horário para dormir e acordar. Faz parte do sistema biológico dela. Mas para isso é necessário que os pais tenham muita disciplina", afirma a especialista. E uma boa dose de paciência, claro.

Entre os distúrbios, o mais relatados foram o sono agitado, pesadelos e a falta de sono. Mas não se desespere! Veja a seguir algumas dicas que podem ajudá-la a acabar com o drama da hora de dormir na sua casa. 


Dicas para o bebê dormir bem 

Estabeleça uma rotina. Isso ajudará a criança a entender quando é chegada a hora de dormir. Você pode criar pequenos rituais antes de levá-la para cama, como um banho quente e a troca da roupa normal pelo pijama. 

Leve a criança sonolenta, mas ainda acordada para a cama. Assim caso ela acorde durante a noite, não ficará assustada por estar em um lugar diferente do qual estava quando adormeceu. 

Caso a criança acorde durante a noite, faça o possível para não pegá-la no colo. Verifique se está tudo certo com a fralda e se a respiração está fluída, mas permaneça ao lado da cama. É difícil, concordamos, mas isso só vai reforçar o hábito dela de acordar na madrugada.

Ronco também é problema de criança

Os especialistas alertam para um fator que não foi considerado um problema pelas mães: o ronco. De 12 a 20% das crianças que participaram do estudo roncavam durante a noite. O ruído pode ter diversas origens, mas também é um forte indício de apneia do sono, doença que consiste na interrupção da respiração por alguns segundos em diversos momentos durante a noite. Além de interferir na qualidade do sono, a apneia está relacionada ao aumento do risco de pressão alta, doenças cardiovasculares, obesidade e diabetes. 

Por isso é importante se identificar o problema e procurar a orientação de um especialista. A médica Stella Tavares alerta, entretanto, para a diferença dos sintomas da apneia entre adultos e crianças. "Enquanto o adulto que sofre da doença tende a ficar sonolento, na criança o distúrbio pode provocar agitação e hiperatividade", explica.

Assim, se a criança respira pela boca, tem a respiração ruidosa ou parece cansada durante o dia, os pais devem relatar isso ao pediatra. "A apneia precisa ser tratada pois ela pode trazer problemas cognitivos e reduzir o rendimento da criança", afirma a médica.

Fonte: revista Crescer

sexta-feira

Noites bem dormidas



Por que seu filho precisa dormir, no mínimo, nove horas de sono todas as noites

Crescer

Nada como uma boa noite de descanso e, quando se trata de crianças, isso significa não dormir tarde demais e ter pelo menos nove horas de sono, inclusive para um bom desempenho na escola. Foi o que mostrou um trabalho feito pela Universidade Autônoma de Barcelona (Espanha), com 142 crianças entre 6 e 7 anos. Os pesquisadores descobriram que aquelas que dormem até oito horas diárias ou chegam depois das 21 horas em casa apresentam dificuldade em desenvolver suas habilidades cognitivas e de comunicação. Confira algumas dicas para que seu filho durma mais e bem:

- Evite deixar luzes fortes ou a televisão ligada no quarto das crianças.

- Crie uma rotina da hora de dormir, com banho, pijama e um momento para leitura.

- Programe o jantar para cerca de duas horas antes de seu filho ir para a cama.

- As atividades físicas devem ser feitas somente até as 17 horas.

Fonte: Márcia Pradella-Hallinan, neuropediatra e chefe do setor de crianças e adolescentes do Instituto do Sono da Unifesp

quinta-feira

Os efeitos da TV no sono do seu filho



Pesquisa americana mostra que as crianças que assistem televisão após as 19h têm mais dificuldades para dormir


Bruna Menegueço
Televisão, videogame, celular, computador. Esses eletrônicos cada vez mais fazem parte da rotina das crianças. Apesar da variedade de programas, desenhos animados, jogos, brincadeiras e redes sociais, o excesso de “tela” pode causar problemas de sono na vida das crianças. 


Um estudo feito pelo Instituto de Pesquisa do Hospital Infantil de Seattle, nos Estados Unidos com 617 crianças entre 3 e 5 anos, mostrou que aquelas que assistem televisão após as 19h têm mais problemas para dormir - como dificuldade para adormecer, acordam várias vezes durante a noite, têm pesadelos e sonolência diurna. 


A pesquisa também analisou o tipo de programação que essas crianças assistiam. Segundo os cientistas, programas com violência – como desenhos animados, novelas e filmes – geram uma dose extra de adrenalina no corpo, o que dificulta o sono das crianças. E para tanto, não importa a hora em que assistem aos programas. Mesmo que seu filho veja um desenho violento pela manhã, ele poderá ter dificuldade para dormir durante a noite. 


Para chegar a esse resultado, os pesquisadores se basearam em relatos dos pais das crianças e perceberam também que aquelas com televisão no próprio quarto podem assistir até 40 minutos a mais que as outras por dia.


Segundo a pediatra norte-americana Michelle Garrison, autora da pesquisa, alguns estudos anteriores feitos nos Estados Unidos, mostram que, pelo menos, um em cada quatro crianças têm televisão em seus quartos. “Isso acontece porque muitas famílias acreditam erroneamente que assistir TV pode ajudar seus filhos a pegarem no sono”, diz a especialista. 


Aqui no Brasil, a situação não é diferente. “Sou pediatra há 16 anos e tenho percebido que as crianças têm problemas de sono cada vez mais cedo e a causa, quase sempre, está no excesso de tela e na falta de um ritual para dormir, que deve começar antes de dormir”, diz o pediatra Sylvio Renan Monteiro de Barros, da Sociedade Brasileira de Pediatria.


Como reduzir as horas em frente à TV
Criar uma rotina de sono é fundamental. A partir das 18h, comece a diminuir o ritmo da casa. Dê um banho em seu filho para relaxar, em seguida, o jantar. O ideal é que seu filho deixe os eletrônicos de lado até uma hora antes de ir para a cama. Se ele já está acostumado com a TV, tente substituir por outra atividade. Que tal ler um livro, ouvir música, ver fotos ou jogar algo que ele goste? A recomendação é tirar a TV de uma vez, mas você pode combinar de ir reduzindo aos poucos ao longo de uma semana. E é preciso ser firme. Mesmo que seja difícil, ele vai acabar se acostumando.


Fonte: Revista Crescer