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terça-feira

Manual dos Primeiros Passos da Amamentação

Imagem: Google.
A amamentação é um dos principais temas durante a gestação, mas, na prática, milhares de dúvidas e inseguranças aparecem apesar de mais preparada que a mamãe se encontre.

Ao chegar em e se encontrarem sem o suporte da equipe da maternidade, as mamães se deparam com um cenário completamente diferente… E de repente como um passe de mágica “um branco” aparece e apaga todas as informações já recebidas e muitas dúvidas e inseguranças aparecem… Calma isso é normal… Afinal os bebês não vem com Manual de instruções.

As dúvidas aparecem e são muitas:

– será que o bebê está mamando suficiente?
– a pega está correta?
– o meu leite é fraco?
– porque o leite não desce ?
– o que é esse tal de colostro?
– o bebê só dorme e não quer mamar?
– os meus mamilos estão fissurados o que fazer?
– e a dor de amamentar é insuportável?

As mamães precisam sim de ajuda neste início de Amamentação dos seus bebês, pois apesar de ser um ato natural, lindo e instintivo, para algumas pode virar um “pesadelo” em alguns casos como mamães muito novas, mamães que precisam voltar a trabalhar muito cedo ou bebês que choram muito … elas acabam desistindo logo no começo infelizmente.

Neste momento tão especial elas precisam de Conselhos Práticos e Apoio Psicológico.

Conselhos Práticos: explicar sobre a posição e pega correta do bebê para amamentar, dor nos mamilos, nas costas, se o leite é pouco, muito leite, mamas vazando, se o bebê está mamando eficiente, quantidade de mamadas, ordenha de leite etc.

Apoio Psicológico: para a mamãe se sentir confiante e amamentar com sucesso o seu bebê. Fazer com que ela acredite que pode amamentar, que o seu leite é única fonte de alimento que o bebê necessita, que as suas mamas produzirão o leite adequado e em quantidade suficiente, não existe leite fraco e compreender que o que ela sente é normal.

Dúvidas Frequentes:

– O seu leite Não é Pouco: ele é suficiente. Quanto mais o bebê mama, mais leite a você produz.
– O seu leite Não é Fraco: Não existe Leite Fraco, ele é “ralinho” pois é mais adequado ao sistema digestivo humano.
– Pouca Produção de Leite: Posicionamento incorreto ou má pega do bebê ao mamar.
– Quantidade de Mamadas: livre demanda – quantidade de 8 a 12 vezes em cada 24horas RN
– Tempo de Mamada: Varia de bebê para bebê
– Fissuras no Mamilo: Não é devido a mamadas longas e sim ao posicionamento incorreto ou má pega do bebê ao mamar.

Se este é o seu caso, não desista procure ajuda, pois é muito importante para o seu bebê e para você a Amamentação, além de oferecer muitos benefícios para a saúde, fortalece o vínculo mãe e filho .

Kit Básico Amamentação:

– Pomada de Amamentação: a pomade de lanolina indicad para amamentação ajuda a hidratar e prevenir fissuras mamilares . Pode ser utilizada a partir do 7ºmês de gestação . Mas vale lembrar , mesmo usando a pomada ela não evita o incômodo no inicio da Amamentação , uma dor que chega a ser “insuportável” , este inicio sim é um pouco dolorido , mas com a pega correta , a descida do leite , o costume e a prática o ato da amamentação se torna um momento prazeroso e um vinculo maravilhoso entre mamãe e o bebê.

– Almofada de Amamentação: auxilia no momento da amamentação para que a mamae fique confortárvel , perimite corrigir a postura no ato de amamentar , facilitando a pega correta do seio para o bebê , devido a posição barriga com barriga.

– Aparelho para tirar o leite: pode ser manual ou elétrica , ele auxilia no momento da amamentação para deixar a mama menos rígida , para que o bebê possa fazer a pega correga , também utilizada para ordenhar o leite em excesso e armazenamento futuro para volta o trabalho da mamae , auxiliar no estimulo da produção de leite pode ou eventuais necessidades onde a mamãe precisa se ausentar no horário da mamada

– Sacos ou Frascos de Armazenamento de leite: se em frascos de vidros esterilizados , potes específicos ou sacos de armazenamento de leite , eles são muito úteis no dia a dia das mamães , principalmente na hora da volta ao trabalho ou mesmo em ocasiões como dar um pulinho na academia , manicure ,medico entre outros , a praticidade é a grande aliade neste momento.

– Protetores absorventes: auxiliam a absorver o excesso de leite materno , pose ser descartáveis ou reutilizáveis , amenizando o vazamento do leite na roupa das mamães.
Patricia Tsukada é Consultora de Maternidade e Sono do Bebê da empresa Mommy in Bloom e compartilha seu conhecimento conosco. Para saber mais, visite o site Mommy in Bloom.


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Fonte: Vestida de Mãe.

quarta-feira

Amamentar (também) faz bem para a sua saúde

Pesquisadores ingleses descobriram que o aleitamento materno pode contribuir para diminuir o peso da mãe para o resto da vida
Por Marcela Bourroul


Que a amamentação é importante para o seu bebê, você já sabe. Agora um novo estudo realizado por pesquisadores da Universidade de Oxford, na Inglaterra, mostra que também faz muito bem para a saúde das mães que amamentam.
A partir das respostas de 750 mil mulheres que já tinham passado pela menopausa, eles descobriram que o IMC (Índice de Massa Corpórea) médio das pesquisadas diminuía 0,22 para cada 6 meses de amamentação. Ou seja, amamentar mais pode influenciar na sua forma mesmo anos após o parto. O IMC varia entre 18,6 e 24,9 para as pessoas com peso normal e, de acordo com os pesquisadores, a variação de 0,22 equivale a uma redução de 1% no IMC médio do grupo. Parece pouco, mas não é. “Mesmo uma diminuição pequena de 1% pode reduzir substancialmente o número de doenças relacionadas à obesidade”, afirmaram os cientistas.
Segundo Clery Bernardi Gallacci, pediatra e especialista em amamentação do hospital Santa Joana (SP), a mãe perde, em média, 700 calorias por conta da mamada por dia. E tem mais. Imediatamente após o nascimento, a ação hormonal desencadeada pela amamentação diminui o sangramento e contrai o útero, o que é fundamental para ele voltar ao tamanho normal.
A longo prazo, a mulher tem menos chance de desenvolver câncer de mama, ovário e útero, além de osteoporose. Alguns trabalhos científicos ainda apontam que quem amamenta também tem menor prevalência de diabetes.
De acordo com a pediatra, o recomendado é amamentar o bebê exclusivamente nos seis primeiros meses. A partir daí, é possível alternar a mamada com novos alimentos. Nem todas as mães podem ficar seis meses em casa, já que algumas têm apenas quatro meses de licença-maternidade. Se esse é o seu caso, mas você não quer abrir mão do aleitamento, existe solução. Basta fazer a ordenha (retirar o leite a armazená-lo para dar ao bebê ao longo do dia). 
Cuidados na hora de tirar e armazenar o leite materno
- O frasco para guardar o leite deve ser de vidro com tampa de plástico, como o de café solúvel. Retire os rótulos e ferva a embalagem por 15 minutos e depois deixe secar sobre um pano limpo.
- Para realizar a coleta, cubra os cabelos com uma toca e use uma fralda de pano ou máscara sobre o nariz e a boca. Lave as mãos e os braços até o cotovelo com água e sabão e as mamas apenas com água.
- Anote na tampa dos frascos a data e hora em que realizou a coleta e guarde o frasco fechado imediatamente no freezer ou congelador. O leite congelado deverá ser oferecido à criança em até quinze dias.
Fonte: Ministério da Saúde

Revista Crescer

domingo

Os desafios do desmame

Para que o processo da retirada do peito seja tranquilo, tanto para você quanto para o bebê, é preciso ter paciência para lidar com as possíveis dificuldades e buscar novas maneiras de manter o vínculo com seu filho


Ana Paula Pontes e Bruna Menegueço


Está ansiosa para saber como e quando fazer o desmame do seu filho? Em primeiro lugar, vale reforçar que, de acordo com o Ministério da Saúde, o leite materno deve ser alimento exclusivo do bebê até os 6 meses e como complemento da dieta até os 2 anos. Outro ponto importante é ter paciência e tranquilidade durante o processo. Abaixo, você confere 7 coisas sobre essa fase: 

Quando? 
Esse momento vai depender de você, da criança e do seu estilo de vida. Não é porque você vai voltar a trabalhar após a licença-maternidade que precisa desmamar o seu filho. Procure retirar o seu leite para que ele seja dado enquanto está ausente. Caso não seja mais possível, com orientação do pediatra, introduza gradualmente novos alimentos na dieta da criança. Lembre-se também de que, naturalmente seu filho tende a se desinteressar do peito. São tantas novidades e cores, sabores novos, além da possibilidade de descobrir o mundo engatinhando e andando, que ele logo perderá o interesse pelo peito. 

Como deve ser? 
O desmame deve ser gradual, sem pressa e com tranquilidade. Para começar, uma boa dica é não oferecer o peito no horário do almoço, substituindo pela papa. Quando o bebê se habituar, faça o mesmo em outros horários também. Você pode, inclusive, oferecer o leite materno no começo para ele estranhar menos. Essa mudança vai fazer com que o estímulo da produção do leite diminua. As alternativas a ele são as fórmulas especiais em pó, que são semelhantes ao leite materno, enriquecidas com vitaminas e de fácil digestão. O pediatra pode indicar qual a melhor marca. Lembre-se de que um bebê com menos de 1 ano não pode ser alimentado com o leite de vaca, mais difícil de digerir e com grande risco de causar alergias.

Copo ou mamadeira? 
O pediatra Alessandro Danesi, do Hospital Sírio-Libanês (SP), é enfático em sua opinião sobre o uso do copinho. “Até os 10 meses, a criança não conseguirá de uma maneira adequada e rápida aceitar o volume no copo. Eu acho que os pais podem e devem dar a mamadeira sem nenhum remorso”, diz o especialista. Claro que isso tem um limite e precisa de cuidados para evitar problemas como a cárie de mamadeira, por exemplo, e até a obesidade. A partir dos 2 anos, o uso da mamadeira pode causar uma protusão na arcada dentária. Por isso, a transição para o copinho deve acontecer por volta dessa idade. 

O emocional do bebê 
Não se surpreenda se o seu filho ficar mais manhoso nessa fase, acordar de madrugada e requisitar mais você. Alguns bebês podem até se negar a comer a papa se é a mãe quem está oferecendo - essa é uma reação à separação. Afinal, o desmame é o primeiro desligamento entre você e seu filho. Além disso, o leite materno contém enzimas mais fáceis de digerir. Quando começam as papinhas, o sistema digestivo tem de trabalhar sozinho, e isso pode causar cólicas e desconfortos. 

O seu emocional 
Pense nos benefícios que você ofereceu ao seu filho durante o período de amamentação e de que isso não vai afetar em absolutamente nada o seu vínculo com ele. Existem muitas outras formas de ligação e essa fase também é importante para não interferir no desenvolvimento do seu filho. Um abraço, uma história antes de dormir, uma comida gostosa são algumas das maneiras de manter esse vínculo. Mas existem muitas outras que vocês vão descobrir juntos. 

Cuidados com o seio 
Se mesmo após o desmame, as mamas continuarem cheias, pode ser que o processo tenha ocorrido de maneira muito rápida. Ordenhe as mamas até se sentir confortável, mas lembre-se de não retirar todo o leite para não estimular a produção. Depois faça compressas frias nas mamas por dez minutos. 
Passo a passo do desmame
- Inicie o desmame com sucos, que podem ser dados de manhã, entre as mamadas. 
- Após dez dias, comece com as papas de frutas. Assim como o suco, a papa pode ser oferecida como um lanche, no intervalo entre as mamadas. 
- Depois de um mês tomando suco e comendo frutas amassadas ou raspadas, é hora da papa salgada, que pode substituir uma das mamadas. 
- Ao final de dois meses após o início do desmame, dá para introduzir a segunda refeição salgada. 
- A papa de fruta continua como opção de lanche da manhã ou da tarde. 
- Apresente os alimentos gradualmente, iniciando um item diferente a cada três dias. O volume da porção depende da aceitação do bebê. Em geral, três a quatro colheres de sopa por refeição são suficientes. 

Fontes: Abner Lobão, obstetra da Unifesp (SP) e Alessandro Danesi, pediatra do Hospital Sírio-Libanês (SP), Hamilton Robledo, pediatra Hamilton Robledo, do Hospital e Maternidade São Camilo (SP), Luiza da Silva da Fonseca, pediatra e neonatologista do Hospital Pequeno Príncipe (PR)
Revista Crescer

terça-feira

5 maneiras de preparar o seio para a amamentação

Especialistas lembram que não há comprovação científica sobre o sucesso das recomendações
Revista Crescer


. Sempre que possível, tome banho de sol nas mamas, por até 15 minutos, no horário das 8h às 10h; 

· Opte por sutiãs de algodão: são mais higiênicos e deixam a região mais ventilada; 

· Passe uma bucha vegetal nos seios enquanto toma banho, para estimular os mamilos;

· Se o seio rachar durante a gravidez, use vaselina pura ou produtos à base de lanolina;

· Conchas de amamentação ajudam a estimular o bico durante a gravidez.

quarta-feira

A amamentação e o sono do bebê

Seu filho mama no peito e acorda muitas vezes à noite? Saiba que a diferença no padrão de sono das amamentadas e as que tomam mamadeira tendem a desaparecer logo
Crescer




Crianças que mamam no peito acordam mais vezes durante a noite? Você já deve ter ouvido isso, mas a verdade não é bem assim. Elas, de fato, despertam mais que as amamentadas por fórmula porque o leite materno é feito especialmente para o seu filho – com quantidades de gordura e proteína, por exemplo, sob medida -, por isso, é digerido rapidamente, fazendo com que o bebê sinta fome, e desperte mais vezes. Mas essa diferença no padrão de sono, afirmou recentemente a Academia Americana de Pediatria, tende a desaparecer até os 9 meses (e algumas crianças amamentadas exclusivamente no peito conseguem dormir a noite toda a partir do segundo mês). Seu esforço em ficar acordada vale muito: lembre-se que só o leite materno tem anticorpos, que ajudam o sistema de defesa do bebê. 



Fonte: Alessandra Cavalcante Fernandes, pediatra do Hospital São Luiz – Anália Franco (SP)
Revista Crescer


domingo

Amamentação exclusiva nos primeiros seis meses de vida previne asma


Segundo cientistas holandeses, crianças que não recebem leite materno têm mais riscos de ter os sintomas da alergia. Confira


Heloiza Camargo


Mais um estudo comprova que a amamentação só faz bem para o seu bebê: segundo pesquisadores holandeses, o leite materno exclusivo até os seis meses ajuda a prevenir a asma. A pesquisa, realizada por cientistas da Erasmus Medical Center, na Holanda, foi aplicada, por meio de questionário, em 5.368 crianças de até 4 anos. O objetivo era descobrir se elas apresentavam sintomas que podem caracterizar a asma, como secreção, respiração curta, tosse seca ou chiado. 


Os resultados da análise mostraram que as crianças que nunca haviam sido alimentadas com leite materno apresentaram os quatro sintomas mais vezes do que aquelas que receberam o aleitamento materno. A principal diferença foi encontrada nos itens secreção e chiado: as que nunca haviam sido amamentadas tiveram 1,5 mais chances de desenvolver esses problemas. 


Segundo Victor Nudelman, neonatologista e imunologista do Hospital Israelita Albert Einstein (SP), isso acontece porque além de nutrientes, a mãe passa para o bebê anticorpos, que previnem esse tipo de alergia. No entanto, alerta o especialista, a amamentação exclusiva não é benéfica apenas para a prevenção de asma, mas também de outras doenças respiratórias. E alerta: “Quanto mais tarde os pais apresentarem coisas novas ao bebê, menos sensibilizado ele pode ficar, já que o seu sistema imunológico estará mais desenvolvido”, afirma.

quarta-feira

A chupeta atrapalha a amamentação?


Sempre polêmicos, dois novos estudos afirmam que o acessório não prejudica o aleitamento materno. Veja o que dizem os médicos brasileiros

Falar do uso de chupeta é sempre tocar em um assunto polêmico. A Organização Mundial da Saúde e a Sociedade Brasileira de Pediatria não recomendam o uso. Algumas pesquisas já mostraram que ela poderia influenciar no desmame precoce, outros refutam essa informação, como é o caso de uma recente revisão de dois estudos, publicada no jornal The Cochrane Library.

Na pesquisa maior, 1.021 mulheres, que já estavam amamentando há duas semanas, foram divididas em grupos. Algumas foram aconselhadas a oferecer a chupeta ao filho se houvesse necessidade, como para confortar o choro, outras receberam a recomendação de evitá-la. No outro estudo, 281 mães também foram divididas com o mesmo critério, porém elas estavam começando a amamentar. Todas estavam motivadas com a amamentação. O resultado de ambos revelou que a chupeta não influenciou na quantidade de bebês que foram amamentados exclusivamente com o leite materno até os 3 e 4 meses. Apesar disso, ela não avaliou os efeitos do uso do acessório sobre a saúde e o desenvolvimento das crianças a longo prazo.

Se você pensa que isso libera o uso indiscriminado da chupeta, está enganada. Débora Passos, pediatra-neonatologista do Hospital Santa Joana (SP), diz que o fato da pesquisa ter sido feita apenas com mulheres que tinham o desejo de amamentar é um diferencial importante. Se o grupo fosse heterogêneo, com mães que não demonstrassem essa vontade, talvez o período de amamentação exclusiva fosse menor.

Segundo Cid Pinheiro, pediatra do Hospital São Luiz (SP), se a mãe opta por usar a chupeta no filho, isso deve ser feito com – muito! – critério. “Quando o bebê chora, é importante primeiro eliminar os principais motivos do choro, como fralda suja, cólica, fome ou apenas colo. Descartada essas possibilidades, ela poderia usar a chupeta, por dois, três minutos. Depois, com calma, deve ser retirada”, diz. O especialista explica que o ato de sugar traz prazer para os bebês pequenos, por isso se acalmam. Porém, o acessório não deveria ser oferecido aleatoriamente, como na hora de dormir, por exemplo. O que, na prática, pode não ser tão simples assim. Por isso, o aprendizado que se pode tirar de ambos os estudos é algo que os pais já suspeitavam: chupeta, só com moderação.

Fonte: Revista Crescer