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terça-feira

11 Coisas sobre o pós-parto que toda mãe deve saber

Foto: Reprodução.
1. Seu corpo estará totalmente diferente

Principalmente nas primeiras 6 semanas, seu corpo vai estar ainda com mais jeito de grávida do que de mãe. O útero não volta para o lugar na hora e por isso pode ser que você fique com a barriga como se ainda estivesse grávida. Não tenha vergonha dele, é normal! Logo você começará a perder os quilos extras (principalmente se você estive amamentando) e o útero vai voltando ao tamanho original!

2. Você poderá sentir cólicas

É normal sentir cólicas, principalmente enquanto amamenta, em média, nos primeiros 15 dias. As cólicas podem ser de leves a moderadas. Isso acontece, pois é seu útero voltando para o lugar. Se a dor estiver demais, procure um médico.

3. Amamentação não é tão fácil quanto parece

Você não nasceu sabendo dar de mamá e o bebê não nasceu sabendo pegar o peito de forma correta, então está adaptação pode ser turbulenta. Sem contar que seu organismo ainda estará regulando a quantidade de leite, o que fará você produzir muito mais no começo. Depois que passa esta fase, amamentar é maravilhoso! Caso você esteja tendo muita dificuldade, procure ajuda em um banco de leite.

4. Você poderá sangrar por 20 dias ou mais

Depois que o bebê nasce, seu corpo precisa se recuperar de tudo que aconteceu, por isso que sangramos tanto tempo depois. O tempo não é igual para todas as mulheres. Tem umas que tem um fluxo maior de sangue e outras bem menos. De qualquer forma, prepare absorventes para esta época. Nos primeiros dias pós parto eu usei aquelas calcinhas descartáveis da plenitude e foi a melhor coisa para mim! Elas não vazam e eu me senti segura de estar com elas no lugar dos absorventes!

5. Vai doer

Se você fez cesárea ou fez episiotomia (o corte na vagina) durante o parto normal, é provável que você esteja com pontos e te causará dor. Pessoas mais sensíveis tendem a sentir mais dor do que outras, de qualquer forma, procure seu médico caso a dor esteja demais.

6. Não vai ser fácil

Não sei se te falaram, mas a adaptação inicial pode ser bem complicada. São muitos hormônios nos deixando sensíveis, uma nova rotina para adaptar, um bebê que chora e não sabemos o porque, noites sem dormir e várias coisas que precisaremos aprender a lidar. Sei que pode ser desesperador, mas em pouco tempo tudo entrará no lugar!

7. Talvez você queira chorar e se sinta triste

Nossa sociedade impõe muito que ser mãe é a melhor coisa do mundo e por isso acreditamos que tristeza não pode ter lugar na nossa vida depois que os filhos nascem. Isso não é verdade. Mesmo sendo mães continuamos a ser seres humanos e muitas vezes será difícil e a vontade de chorar e sair correndo vai bater. Não se culpe! Permita-se sentir tudo isso e se achar que está muito difícil, procure ajude de um médico ou psicólogo. Converse com pessoas de sua confiança. Não guarde para si.

8. O amor pode não ser instantâneo

Nem sempre o amor que você sentirá por seus filhos será aqueles dos filmes. O amor de mãe que ouvimos falar vai chegar, mas pode ser que ele venha aos poucos. É normal e você não será menos mãe por isso. Você não é uma péssima mãe por isso. E quando menos esperar, seu coração estará explodindo de tanto amor!

9. Depressão pós parto e baby blues

É normal, como disse antes, se sentir triste e querer chorar, porém, se estes sentimentos estiverem muito fortes em você, pode ser que seja depressão pós parto (DPP) ou baby blues, que é uma DPP mais leve, que dura em torno de 1 mês. Ambas devem ser tratadas com seriedade, pois não é frescura da mulher ou qualquer coisa do tipo. Procure um médico, converse com seu parceiro ou alguém de confiança e peça ajuda. Você não precisa passar por isso sozinha.

10. Pode ser que seus amigos sem filhos se afastem

Parece piada de mal gosto, mas infelizmente não é. Depois que nossos filhos nascem parece que alguns amigos se sentem deslocados e acabam se afastando. A boa notícia é que muitas outras pessoas se aproximarão e um novo círculo de amizades se abre para nós.

11. Você não será mais o centro das atenções

Enquanto estamos grávidas, todos os mimos e paparicos são para nós, depois que os bebês nascem, acabou isso. Ninguém mais pergunta como estamos, se precisamos de algo ou nos dão presentes. Pode ser que você não se importe com isso, mas se achar ruim, saiba que é normal.

Dúvidas de grávida de primeira viagem

Imagem: Bolsa de Mulher.

Todo mundo nos blogs e instagram parecem saber de tudo, mas a verdade é que todo mundo tem dúvidas bobas, dúvidas de mãe de primeira viagem! Abaixo algumas dúvidas que eu tive e podem ser as mesmas que você:

Eu vou saber quando entrar em trabalho de parto?
Essa dúvida deve ser unânime para mães de primeira viagem. Fiz a pergunta para diversas pessoas, entre especialistas e amigas! O medo era demorar para perceber, não identificar as contrações (afinal eu nunca fui de sentir muita cólica). Antes eu achava que o primeiro indício de entrar em trabalho de parto era romper a bolsa – igual nos filmes, rompe a bolsa e a mocinha saí correndo para o hospital. Depois aprendi que nem sempre a bolsa rompe no início do trabalho de parto e o mais importante são as contrações ritmadas e dilatação. A bolsa também pode romper na parte de cima da barriga e não cair aquela água toda esperada de uma vez só, e sim aos poucos. Neste momento que estou escrevendo, não entrei ainda em trabalho de parto, mas já estou mais confiante de que vou saber a hora, pelo simples fato que toda mulher na hora sabe! Este texto do BabyCenter traz todas as informações de forma clara.

O que é o tampão?
Eu pensava comigo: “Bom, eu não tenho isso!” Achava que era um tampão colocado pelo médico nas pacientes por algum motivo. Só depois fui aprender que tenho sim, que trata-se de uma substância mucosa que protege o colo do útero e evita a entrada de bactérias. O tampão sair é um indício de trabalho de parto próximo, mas como cada corpo é um, pode demorar ainda alguns dias.

O que é mijão e culote?
São a mesma coisa! Mas não podiam apenas chamar de calça? Pode ser calça com pé ou não. Eu olhava as listas de roupa do bebê para levar na maternidade e não entendia pra quê tanta roupa, e qual peça era qual.

Manta, cueiro, fralda maior, fralda de ombro, pano de boca… tantos nomes!
É tanto pano que a gente se confundi com os nomes. Penso que no dia a dia cada mãe pode até criar a própria utilidade de cada um, afinal nada com a necessidade do dia a dia. Mas de forma geral e resumida: manta, em geral de lã (que pode ser mais fina ou mais grossa, dependendo da estação do ano e região que você mora), serve para aquecer o bebê, deixa-lo “embrulhadinho” e quentinho enquanto recém-nascido. O cueiro é um pano (em geral, de algodão) bem coringa: serve para enrolar o bebê ou para forrar o trocador, forrar o carrinho, a cadeirinha do carro. A fralda maior é de um tecido mais fino (parece uma gaze) e também é coringa, serve para cobrir algum lugar que for colocar o bebê para ele brincar, limpar algo que ele sujar. Fralda de ombro é menor do que a fralda grande, serve em geral para colocar no ombro após amamentação, para o beber arrotar, e assim proteger sua roupa. Usa-se também quando outra pessoa for pegar seu bebê, para colocar na roupa da pessoa protegendo o bebê. Pano de boca é um paninho menor, para limpar a baba do bebê ou, depois que começar a tomar suco e comer papinha, limpar a boca da sujeira. Esse pano fica exclusivo para uso no rosto do bebê, diferente dos outros que podem ser usados para várias coisas.

Os tipos de tratamento para engravidar

Quando o bebê não vem naturalmente, a tecnologia pode ajudar a realizar o sonho de ser mãe. E não pense que a única alternativa é a fertilização in vitro. Muitos casos de infertilidade poderiam ser resolvidos com métodos simples. Conheça aqui os procedimentos mais comuns e saiba em quais casos eles são indicados
Por Gabriela Agustini e Rachel Campello/ Ilustração Rubens Paiva
Indução de ovulação: o ciclo reprodutivo da mulher é comandado por hormônios produzidos em diversas partes do corpo. Quando há um desequilíbrio, a ovulação pode ficar desregulada ou até deixar de ocorrer.

Nesses casos, a técnica é indicada. Com hormônios injetáveis ou via oral, estimula-se a liberação dos óvulos e, em seguida, é feito o monitoramento por ultrassonografia para saber a resposta dos ovários aos estímulos. O médico costuma ainda recomendar a data ideal para o casal manter relações sexuais.

Inseminação artificial: após a coleta do sêmen pelo próprio homem, os espermatozoides são preparados em laboratório e, no período da ovulação, injetados dentro do útero. O objetivo dessa técnica é promover o encontro das células reprodutoras masculinas com o óvulo, seja driblando problemas no aparelho reprodutor da mulher, seja melhorando a qualidade e a agilidade dos próprios espermatozoides.

Para aumentar a chance de o embrião se manter fixo no útero materno, a mulher recebe doses de progesterona durante os primeiros meses da gravidez. “Essa técnica é recomendada a casais sem grandes alterações aparentes e aos com problemas de ovulação ou baixa quantidade de espermatozoide”, diz Gilberto Freitas, responsável pelo Setor de Reprodução Humana do Hospital Pérola Byington, em São Paulo.

Fertilização in vitro (FIV): é a famosa técnica de proveta. Ela tem quatro etapas. Primeiro, é preciso estimular a ovulação. Depois, aspiram-se os óvulos por meio de uma agulha introduzida no canal vaginal. O processo é feito com anestesia local e sedação.

Num terceiro momento, os espermatozoides são recolhidos para fazer a fertilização do óvulo em laboratório. Se ela for bem-sucedida, o embrião é transferido para o útero. A técnica é indicada, por exemplo, para mulheres com problemas nas trompas, como sequelas de infecções ou endometriose, e para pacientes que foram submetidas à ligadura.

Injeção intracitoplasmática de espermatozoides (ICSI): é a grande revolução em tratamentos de infertilidade. Ela funciona basicamente da mesma maneira que a fertilização in vitro. A principal diferença é que o espermatozoide é colocado dentro do óvulo por uma agulha com diâmetro quase oito vezes menor que um fio de cabelo.

É indicado para homens que têm baixa quantidade ou não têm espermatozoides no esperma (apenas no testículo). Para extrair as células reprodutoras masculinas, há três procedimentos: Pesa (do inglês “percutaneous epydidimal sperm aspiration”), que consiste em aspirá-los do epidídimo (estrutura anexa ao testículo) com uma agulha fina e anestesia local; Tesa (“testicular sperm aspiration”), que retira as retira dos testículos também por aspiração; e Tese (“testicular sperm extraction”), na qual se extrai um pequeno pedaço do testículo para procurar espermatozoides no tecido.

Existem ainda técnicas complementares à fertilização in vitro. “É o caso do PDG, diagnóstico genético pré-implantacional, capaz de identificar embriões portadores de doenças como a síndrome de Down, e dos procedimentos para detectar infecções pelos vírus das hepatites e do HIV”, explica Caio Parente Barbosa, professor de reprodução humana da Faculdade de Medicina do ABC, na Grande São Paulo.