quarta-feira

TV faz mal às crianças mesmo quando está em segundo plano

(Foto: thinkstock)
Ligar a TV, mesmo quando não vai de fato assistir algum programa, é um hábito que muitos pais levam da vida antes de ter filhos e acabam transmitindo às crianças. Pois, que atire a primeira pedra quem nunca deixou a TV ligada enquanto o bebê brincava no chão! Acontece que isso não é nada saudável e pode trazer prejuízos no curto e no longo prazo para os pequenos.

“Hoje, sabemos que o funcionamento neurológico permite prestar atenção em mais de uma coisa ao mesmo tempo. Porém, em se tratando de crianças, que precisam aprender a focar, ter outros estímulos, como uma TV ligada no momento da brincadeira, atrapalha”, explica a psicóloga Vera Zimmermann, coordenadora do Centro de Referência da Infância e da Adolescência da Universidade Federal de São Paulo (Unifesp).

Segundo Vera, para ser produtivo, o ato de brincar exige concentração, visto que é neste momento que as crianças procuram resolver seus conflitos e questões internas. Dessa forma, a TV como pano de fundo é absolutamente prejudicial, já que, de imediato, rouba o foco da criança do que ela está fazendo.

Consequências futuras
Distúrbios do sono e dificuldades para manter o foco na escola, por exemplo, são consequências que a TV utilizada indiretamente pode trazer a médio e longo prazos. Assim, desligar a TV e deixar a criança focada no brincar, é a melhor opção.

“Sabemos que os pais estão ocupados, cansados e, às vezes, não querem brincar. Mas, é muito importante estar com os filhos, dialogando, brincando, junto. O silêncio deve ser preenchido com a voz humana”, alerta Evelyn Eisenstein, da Sociedade Brasileira de Pediatria (SBP).

Outras opções
Para os pais que nem sempre podem estar perto dos filhos na hora da brincadeira e resistem à ideia de deixar as crianças em um ambiente silencioso, as especialistas lembram que as crianças costumam ter boa percepção musical. Porém, ao utilizar a música como pano de fundo é preciso observar se a canção é adequada à idade da criança, bem como se o volume não ultrapassa os níveis considerados saudáveis.

No que diz respeito à TV, que faz parte do cotidiano da maior parte das famílias, a sugestão é usá-la com bom senso, controlando a qualidade dos programas assistidos e aproveitando os conteúdos para compartilhar e conversar em família.

Vale lembrar, entretanto, que o tempo máximo de exposição às telas (o que inclui o uso direto e indireto da TV) é de duas horas, não ininterruptas, por dia, para crianças maiores de 2 anos.

Fonte: revista Crescer

quarta-feira

Amamentação: as 5 maiores dificuldades das mães (e como resolvê-las)

Perguntamos às mulheres quais são os maiores obstáculos que elas encontram ao tentar amamentar seus bebês. As queixas não são poucas – e nem todo mundo consegue falar abertamente sobre o assunto. A boa notícia é que esses problemas têm, sim, solução! Saiba como superá-los para oferecer ao seu filho o melhor alimento do mundo: o leite materno

(Foto: Thinkstock) 

Quando você aquela cena linda de uma mãe amamentando seu bebê em uma bela poltrona, com um sorriso estampado no rosto, transmitindo a maior tranquilidado do mundo, a impressão é de que o aleitamento é algo simples e totalmente natural; um talento que já nasce com as mulheres. O que quase ninguém conta é que não: nem sempre funciona assim. As dificuldades, principalmente no início da vida do bebê, não são poucas e, por isso, boa parte das mães acaba desistindo de amamentar. Munir-se de informação e pedir ajuda quando necessário são atitudes fundamentais para conseguir encarar essa missão com serenidade. Reunimos aqui as dificuldades mais comuns das mães e conversamos com especialistas para ajudar a solucioná-las.
Dor
Amamentar pode doer, sim. E por vários motivos. Pode ser o bico rachado, os seios muito cheios, ingurgitados, situação que pode até evoluir para uma mastite e causar febre alta na mãe. A pega errada (quando o bebê não abocanha a auréola por completo, mas apenas o bico do seio) é outra causa de sofrimento. Tem bebê que chega a morder o bico do seio e, acredite: mesmo que eles não tenham dentes ainda, a pressão da gengiva machuca. Os desconfortos intensos ocorrem principalmente durante as primeiras semanas de amamentação, quando o seio ainda está se adaptando para os longos meses que virão pela frente. É uma fase de adaptação, mas pode atrapalhar (e muito!) a amamentação do bebê. Vanessa Gabriel, mãe de Mariana, 6 anos, e Catarina, 3, conta que foi uma ilusão pensar em ter prazer ao amamentar. “Minha filha ficava com a boca muito fechada, agarrando apenas o bico e deixou meu mamilo como uma 'couve-flor'. Sangrou por quatro meses”, conta. “Foi a minha persistência em saber o quão importante era a amamentação que me fez conseguir vencer”. Para ela, falta informação e preparo sobre o assunto ainda no pré-natal. 

“Atualmente, é comprovado que práticas antigas, como passar bucha nas mamas, cortar o sutiã para expor os mamilos ou mesmo o uso de pomadas não preparam as mamas para a amamentação. Ao contrário: podem até prejudicar mais”, adverte Tatiana Vargas, fonoaudióloga e diretora fundadora da Mame Bem Assistência e Treinamento Profissional (SP). “A única orientação segura é tentar expor os mamilos ao sol quando der e buscar saber mais sobre pega correta, melhores posturas e livre demanda”, alerta.  “A melhor maneira de preparar o seio para a amamentação é procurar informações de qualidade e contar com o acompanhamento de profissionais que possam conduzi-la durante todo esse processo, como um consultor de amamentação ou especialista em aleitamento materno”, aconselha a profissional. Buscar grupos de apoio e cursos no período gestacional também são estratégias importantes para uma amamentação consciente e tranquila.

Mas e quando os seios estão rachados e doloridos, o que fazer? A principal atitude quando as mamas ficam feridas é avaliar o motivo que levou isso a acontecer e ajustar a pega o mais rápido possível. “Pomadas são contraindicadas de maneira geral pois seu uso pode levar a obstruções de ductos e sensibilidade maior na região do complexo mamilo areolar”, alerta Tatiana. “Atualmente utilizamos o laser de baixa potência para otimizar o processo cicatricial. É uma ferramenta nova, mas promissora, e com evidências científicas que apontam seu benefícios”.

Mamas muito cheias, ingurgitadas, também causam dor e prejudicam a pega do bebê, podendo levar ao aparecimento das fissuras. É importante que a mãe esteja atenta no momento das mamadas. “Caso as mamas estejam muito cheias, ela deverá realizar o que chamamos de ordenha de alívio. A mãe massageia as mamas e retirar um pouco do leite, de maneira que elas continuem cheias, mas mais macias”. Isso permitirá que a pega aconteça de maneira correta, com consequente eficiência na mamada, sem dor e com esvaziamento adequado dos seios.

Pouco leite
Muitas mulheres ouvem que devem ter pouco leite ou que o leite é fraco, quando o bebê não para de chorar. Foi o caso da leitora Ione Farias, mãe de Samuel, 1 ano e 8 meses, e de Cecília, que ainda está na barriga. “Fiquei muito abalada e procurei todas as soluções possíveis. Acho que me preparei muito para o parto e pouco para a amamentação”, lamenta.

Segundo a ginecologista e obstetra Diana Vanni, do Hospital israelita Albert Einstein (SP), isso pode acontecer no caso de mulheres que tenham passado por cirurgias mamárias, como as redutoras ou mastopexias (método cirúrgico que permite que a flacidez dos seios seja corrigida de forma a ficarem rígidos e elevados de novo). No entanto, não existe leite fraco ou pouca produção por parte da mãe. O que pode acontecer é um desequilíbrio causado quando o bebê não suga adequadamente. “O ducto mamário vazio é o sinal para o corpo produzir mais e isso não é uma questão de deixar o bebê horas no peito”, explica. É preciso ensinar o bebê a mamar do jeito certo com algumas manobras, como, apoiar o queixo dele durante a mamada para fortalecer a musculatura e abocanhar totalmente a auréola, em vez de pegar apenas o bico.

A sugestão da especialista é que a mãe e o bebê tenham sossego e privacidade para se conhecerem e aprenderem juntos sobre a amamentação. Contar com a ajuda de familiares e do marido é essencial para uma amamentação tranquila e eficiente. “Os cuidados com a mulher são essenciais nesse período e isso tanto no âmbito emocional quanto físico”, alerta Diana. Isso quer dizer que a mãe precisa se alimentar bem e tomar muita água ao longo do dia. “Isso garante não só uma boa condição física da mãe para amamentar, mas também uma boa produção de leite ao bebê”, diz a especialista.

Quando é identificada a diminuição da produção láctea é importante lembrarmos da principal regra da amamentação: quanto mais o bebê mamar, mais leite será produzido. “A mãe deverá passar a oferecer as mamas mais vezes, com intervalos mais curtos e pedir auxílio para seu pediatra e/ou consultor de amamentação para otimizar esse processo”, sugere Tatiana. A livre demanda é uma solução neste caso, pois ajuda a restabelecer o ritmo adequado, uma vez que o bebê estimula as glândulas mamárias inúmeras vezes ao longo do dia.

Bico invertido
Ter o bico do seio voltado para dentro e não para fora pode dificultar a pega do bebê. Nesses casos, o bebê não consegue sugar e puxa o seio com mais voracidade. A mãe, então, precisa de ajuda para conseguir “formar” o bico do seio e, muitas vezes, recorre ao auxílio dos bicos de silicone ou às conchas, o que pode atrapalhar ainda mais o processo. Isabela Gobbi, mãe de Laura, 2 anos, conta que tinha um dos bicos invertidos e que isso prejudicou o processo de amamentação. “Fiquei praticamente 40 dias sofrendo muito, mas não desisti. Fui fazendo tudo que aprendi no curso de amamentação”, conta.

Segundo a fonoaudióloga Tatiana, mamilos planos ou invertidos não impedem a amamentação. “Nos primeiros dias, poderá ser mais difícil para o bebê manter a pega, mas é possível ajustar a postura, colocar o bebê bem próximo ao corpo da mãe e usar recursos e massagens para tentar protruir os mamilos”, ensina. Durante a gravidez, não há nada para se fazer. Assim que o bebê nascer, o contato precoce com o peito, logo após o parto, o estímulo constante da amamentação e fazer uma “prega” com a mão na mama são atitudes que podem ajudar o bebê a pegar corretamente o seio.

Alerta! “Conchas e aparelhos que prometem inverter o bico apresentam pouco resultado”, diz a obstetra Diana.

Falta de apoio e críticas
Amamentação e parto são temas que facilmente causam discussões entre quem tem opiniões divergentes. Muitas vezes, as conversas viram verdadeiras brigas e, nesse caso, a melhor solução é se informar. “Se estamos mais seguras e embasadas fica mais fácil avaliar de maneira correta o cenário”, aconselha Diana. Ler livros específicos e buscar fazer cursos são boas alternativas. “Pense realmente em contratar a visita de uma consultora em aleitamento. Alguns convênios médicos até oferecem o serviço às suas seguradas”. Também é possível pedir ajuda nos postos de saúde ou em bancos de leite.

Para Alice Souza, mãe de Thales, 2 anos, apesar da loucura dos primeiros dias, o mais difícil foi lidar com o bombardeio da família. “Aprendi a ignorar e já estamos completando dois anos e um mês de amor líquido”, conta, feliz. Aryana Santos, mãe de Miguel, 3 anos, sentiu falta de apoio dos parentes. “Eles diziam que o leite não estava sustentando porque o bebê mamava de dez em dez minutos”, relembra (leia o item acima). “É frustrante você estar com um bebê recém-nascido, aprendendo a ser mãe, e ver que as pessoas, em vez de ajudar, ficam dando palpites”, diz. Tassia Furtado, mãe de Melissa, 9 anos, Veronica, 2 e Romeu 6 meses, ressalta que a maternidade exige paciência e persistência. “No primeiro filho, quase desisti inúmeras vezes porque eu caia nesses papos de quem dá palpites, dizendo que o leite é fraco ou que o bebê está com fome, mas meu pediatra sempre insistiu muito e consegui! Hoje estou no terceiro bebê e amamentei todos eles por bastante tempo”, relata.

“Sempre sugiro às parturientes que façam um ‘combinado’ com o marido: um mínimo de visitas curtas enquanto a amamentação está entrando nos eixos; ele segura a família dele e ela, a dela; ninguém no quarto durante a amamentação”, aconselha a obstetra. “E não tenham medo de dizer que comentários não são bem-vindos. Deem tarefas aos familiares que querem ‘ajudar‘: supermercado, feira, fazer uma comida, levar os filhos mais velhos para passear. Palpite não é ajuda”. Definitivamente. A maternidade precisa de menos julgamentos e mais apoio.

Falta de informação e preparo
Ao longo dos nove meses da gestação, alguns pais e mães até se matriculam em cursos sobre o tema. Nesse período, eles aprendem sobre os cuidados básicos com o bebê e se preparam para que a chegada em casa seja menos assustadora. No entanto, nem sempre o conteúdo sobre amamentação é suficiente. Vivian Marin Dutra, mãe de Helena, 3 anos, conta que em vez de se preocupar com a amamentação, se atentou apenas a itens como a decoração do quarto e a compra do enxoval e das lembrancinhas da maternidade. Já Lucy de Barros, mãe de Daniel, 8 meses, sentiu falta de mais apoio e instruções das enfermeiras na maternidade, a que atribui o fato de seu bebê ter usado mamadeira precocemente. Segundo Tatiana, ter um consultor de amamentação ou um profissional especialista em aleitamento materno, é fundamental para a preparação da família neste momento tão marcante, que é a chegada de um bebê. “Estes profissionais conduzirão os pais para grupos de discussão, oferecerão materiais e apoio inclusive em redes sociais – e as informações são passadas com segurança e responsabilidade”, reforça.


Fonte: revista Crescer

quarta-feira

Pós-parto: como voltar ao peso de antes da gravidez


Você, que agora está aí com seu filho nos braços, não vê a hora de voltar ao mesmo peso de antes da gravidez? Claro que isso é possível, mas não em um passe de mágica. Para perder os quilinhos extras é preciso determinação, paciência e alguns cuidados básicos. Uma pesquisa da Universidade de Granada (Espanha) mostrou que, em vez de perder peso no pós-parto, 94% das mães ganham quilos a mais. Isso costuma acontecer porque a ingestão de calorias é muito maior do que o necessário, levando ao acúmulo de gordura. Para ajudar você a focar no que realmente vai fazer diferença, selecionamos algumas dicas. A seguir, descubra o que fazer para reconquistar o seu corpo depois do parto.

1. Amamente
Nos primeiros seis meses após o parto, o bebê deve mamar exclusivamente no peito. Se necessário, conte com o apoio de uma consultora de amamentação ou enfermeira obstétrica para facilitar o processo – e não desista sem tentar. Amamentar traz uma série de aspectos positivos tanto para a saúde do seu filho como para o seu corpo. Segundo os médicos, para produzir leite, a mulher queima, em média, 750 calorias por dia. Além disso, a amamentação incentiva a liberação da ocitocina, hormônio que estimula a contração do útero. De quase 1 quilo, no final da gravidez, o útero volta aos habituais 60 gramas em até seis semanas. Ou seja, a natureza está ao seu lado: amamentar emagrece.

2. Calorias na medida
Para produzir leite, você precisa estar bem alimentada. Mas isso não significa que tudo está liberado. Durante a fase de amamentação, você só precisa consumir cerca de 300 calorias extras. Acontece que os longos períodos dentro de casa, as mudanças hormonais, a adaptação a uma nova rotina, as noites em claro e a ansiedade podem  levar você à cozinha! Então, cuidado: deixe de lado frituras, doces, refrigerantes, fast-food, alimentos gordurosos e industrializados. Aposte em frutas, verduras, legumes, grãos, oleaginosas, cereais e carnes magras. Itens saudáveis e naturais são sempre as melhores escolhas para a saúde e ajudam a manter a forma.

3. Trocas espertas
A vontade de doce está grande? Não caia na tentação de devorar um pote de sorvete ou uma barra inteira de chocolate. Há alimentos saudáveis que dão saciedade e ainda diminuem aquele desejo de consumir açúcar, como a banana e o abacate. Mas, se as frutas in natura não estão animando muito, tente colocar no seu cardápio diário pequenas porções de uva passa, damasco, mix de castanhas ou gelatina diet. Clicando aqui você também encontra algumas boas ideias de substituições.

4. Rotina para se alimentar
A vida com um bebê em casa é agitada, o sono é raro e os horários ficam trocados. Mas, em meio a tudo isso, você precisa encontrar brechas de tempo para se alimentar bem. Não precisa comer de três em três horas, mas você deve fazer, pelo menos, as três principais refeições (café da manhã, almoço e jantar) de forma rotineira, mais ou menos no mesmo horário. Isso faz com que você não fique com tanta fome até a refeição seguinte e impede que caia em tentações muito calóricas ao longo do dia.  

5. Hidratação
Tome muita água! Consuma cerca de 2,5 litros por dia (mas tem que ser água mesmo. Refrigerantes, sucos e café não valem!). Ela ajuda na produção de leite e também diminui o inchaço, porque estimula o funcionamento dos rins e acelera a eliminação dos líquidos que estão retidos por todo o corpo.

6. Uma mãozinha
Recorra às massagens que ativam a circulação e também relaxam, como a drenagem linfática. Se aplicada de forma suave e delicada, pode ser feita assim que você chegar da maternidade. A técnica estimula o sistema linfático (responsável pela eliminação de toxinas) e reduz o inchaço. Massagens sobre o útero nos primeiros dias são contra-indicadas. Outra opção é a massagem redutora, mais vigorosa, que ajuda a combater a flacidez.

7. Movimente-se
Assim que o seu obstetra liberar, mexa-se! As atividades físicas leves podem ser recomeçadas de cinco dias a três semanas depois de um parto normal e de quatro a seis semanas para quem fez cesárea. Uma boa ideia é fazer caminhada empurrando o carrinho: isso traz um tempo de qualidade com o bebê e ajuda a entrar em forma. Quem passou pela cesárea deve evitar esforço abdominal nos três primeiros meses. Nesse caso, é melhor dar preferência aos exercícios de baixo impacto ou atividades na água, como a hidroginástica.

8. Tratamentos estéticos
pernas, gravidez, drenagem, massagem 
Para diminuir a flacidez, a gordura localizada e as estrias que costumam surgir na gestação, você pode recorrer a tratamentos estéticos específicos, sempre com o aval do seu médico. É claro que, sozinhos, os procedimentos não resolvem tudo (lembre-se de aliá-los à ginástica e à dieta balanceada), mas eles podem ajudar. Para gordura localizada, há, por exemplo, sessões de dermotonia (drenagem linfática profunda com equipamento que faz movimentos de pressão e sucção da pele) ou criolipólise (células de gordura são destruídas pelo frio, com aparelho específico). Já a eletroestimulação contrai e torce grupos musculares difíceis de serem trabalhados com exercícios físicos.

9. Aceite ajuda
Poder contar com o companheiro, os familiares, os amigos ou uma babá faz a diferença no pós-parto. Essas pessoas auxiliam em muitos aspectos – inclusive na sua boa forma! É isso mesmo. A rede de apoio pode colaborar preparando uma refeição saudável para você ou ficando com o bebê por uma hora para você se exercitar diariamente. Não tenha vergonha de pedir ajuda!

10. Reduza o estresse
Quase toda mulher se sente (muito) cansada no pós-parto por conta dos intermináveis cuidados que o recém-nascido demanda e também por não conseguir dormir à noite. Tudo isso gera estresse, que estimula a produção do hormônio cortisol. Essa substância aumenta a retenção de água no organismo e dificulta a metabolização das gorduras. Para combater o estresse e seus efeitos negativos, a ioga e a meditação são certeiras. 

Quilos que vão embora fácil após o parto
Bebê: 3 kg
Placenta: 700 g
Líquido amniótico: 800 g
Água: de 2 a 4 kg

Fontes consultadas: Letícia Fontes, nutróloga pela  Associação Brasileira de Nutrologia e da Clínica Medicina Integrativa  (SP) e Poliani Prizmic, ginecologista e obstetra do Hospital e Maternidade São Luiz Itaim (SP).

Fonte: Revista Crescer

quarta-feira

Suco de cranberry contra infecção urinária?

Estudos mais recentes sugerem que não é possível relacionar a fruta com a melhora ou a prevenção da doença


Você conhece a cranberry? Essa frutinha vermelha não é tão comum no Brasil, mas foi muito estudada na última década devido a seu suposto poder de prevenir e tratar infecções urinárias. O benefício estaria em uma substância que impediria a adesão de bactérias na parede da bexiga. Embora alguns trabalhos científicos tenham sugerido uma possível relação entre o consumo do suco da fruta e a melhora dos quadros de infecção, as pesquisas mais recentes mostram que isso não é verdade.

“Essa história da cranberry é um pouco decepcionante. O primeiro estudo sobre o assunto é de 2007. Ele não foi muito bem feito, mas mostrou uma diminuição de infecção urinária crônica. Desde então, houve uma febre de pesquisas para provar isso. Só que elas começaram a mostrar resultados conflitantes”, revela Alex Meller, urologista da UNIFESP.

Segundo o médico, após toda essa discussão em torno dos benefícios da fruta, um estudo grande e bem feito, produzido na Universidade de Yale (EUA) e publicado no final de 2016, revelou que a cranberry não tem os benefícios que a tornaram famosa. 
O estudo de Yale foi feito com 185 mulheres. Metade delas ingeriu duas cápsulas de cranberry ao dia e a outra metade recebeu placebo. Ao final de um ano, os cientistas concluíram que a cranberry não foi capaz de prevenir ou curar os episódios de infecção urinária. Ou seja, tanto as mulheres que receberam a cranberry quanto aquelas que não receberam tiveram a doença com a mesma frequência. “Eu digo aos mus pacientes que mal não faz”, afirma Meller. “Mas o fato é que esse trabalho de Yale enterrou o suco de cranberry”, opina o médico.


Fonte: revista Crescer

quarta-feira

Cientistas descobrem chave para prevenir aborto espontâneo e má formação na gravidez

Segundo uma nova pesquisa australiana, aumentar a ingestão de um tipo de vitamina no primeiro trimestre da gestação faz toda a diferença


(Foto: Getty Images/iStockphoto)
Cientistas australianos identificaram uma arma importante contra o aborto espontâneo, fantasma que assombra a gravidez - só na Austrália, uma em cada quatro mulheres tem a gravidez interrompida espontaneamente. O segredo pode estar na vitamina B3. 
Segundo um estudo, realizado pelo Victor Chang Cardiac Research Institute e publicado recentemente no The New England Journal of Medicine, uma deficiência na molécula chamada de dinucleótido de nicotinamida e adenina (NAD, na sigla em inglês) é uma das principais causas de abortos espontâneos e também pode provocar defeitos congênitos nos bebês. Os pesquisadores também identificaram uma possível maneira de combatê-la.
“Após 12 anos de trabalho, nossa equipe descobriu que essa deficiência pode ser curada e os defeitos congênitos prevenidos tomando uma vitamina comum, a B3”, explica a professora Sally Dunwoodie, pesquisadora principal do Instituto. 

Vitamina B3
O estudo mostrou que, embora a vitamina B3 esteja presente em carnes e vegetais verdes, ao menos um terço das grávidas apresenta baixos níveis dela durante o primeiro trimestre, período crítico para o desenvolvimento dos órgãos do bebê. Aumentar a ingestão nessa fase pode ser crucial para evitar as complicações.

Durante a pesquisa, ratos de laboratório que tinham a deficiência foram tratados com B3 e tiveram resultados surpreendentes: tanto os abortos espontâneos quanto as má formações foram totalmente eliminados e os embriões se desenvolveram com saúde.

“Assim como já usamos o ácido fólico para prevenir problemas de formação do tubo neural, a pesquisa sugere que, provavelmente, é melhor para as mulheres começarem a tomar a vitamina B3 cedo, mesmo antes de engravidar”, disse o professor Robert Graham, diretor executivo do Victor Chang Cardiac Research Institute. 

Suplementos
Na opinião do ginecologista e obstetra Domingos Mantelli, autor do livro Gestação: Mitos e Verdades sob o Olhar do Obstetra (Ed. Segmento Farma), o estudo é um avanço e comprova a importância da suplementação durante a gestação, já que, muitas vezes, a alimentação saudável não supre eventuais carências nutricionais.
“Os benefícios da vitamina B3 já são conhecidos há bastante tempo: ela é uma das responsáveis pelo fortalecimento imunológico do organismo. O importante, contudo, é que a grávida sempre converse com o obstetra para saber quais são suas necessidades”, ressalta ele.

Além da vitamina B3, Mantelli lembra que há outras vitaminas importantes durante o período gestacional, como a B9, o ômega 3, o zinco e o magnésio.


Fonte: revista Crescer

quarta-feira

Menino ajuda no parto e salva a vida do irmão

Jayden, 10 anos, fez o parto do irmão dentro de casa (Foto: Reprodução/Youtube)
Quando o bebê Daxx tiver idade suficiente para entender, ele certamente vai se emocionar com a história de seu nascimento. Seu irmão Jayden, 10 anos, foi a pessoa que ajudou a trazê-lo ao mundo e, ao mesmo tempo, salvou sua vida. O feito heroico do menino aconteceu no banheiro da casa da família no estado da Louisiana (EUA). O recém-nascido não estava respirando quando nasceu mas, graças à rápida ação de Jayden, que pegou um aspirador nasal, Daxx conseguiu sobreviver.
"Eu disse a Jayden: ‘Você sempre terá um vínculo especial com seu irmão’. Estou muito orgulhosa. Ele salvou nossas vidas”, afirmou a mãe dos meninos, Ashly Moreau, 36, em entrevista ao canal NBC. Outro fato que acrescenta heroísmo ao ato de Jayden é que não foi um parto convencional: o bebê estava sentado no útero materno (e não encaixado com a cabeça, como costuma acontecer na maioria dos partos) – isso dificulta o nascimento e pode trazer complicações. Para completar, a mãe estava sangrando muito. 
Tudo começou quando a mulher se levantou para ir ao banheiro na manhã do dia 11 de agosto e a bolsa estourou. Ashly não podia acreditar no que via, porque a data prevista para o parto era 20 de setembro. Mas o susto maior foi enxergar os pés de seu bebê já saindo pelo canal vaginal.

Como o pai da criança, Kelsey Richard, já havia saído para trabalhar, Ashly pediu que seu filho mais velho chamasse a avó, que vive na casa ao lado. Mas a idosa não conseguia andar, pois estava se recuperando de uma cirurgia recente. Tudo o que ela conseguiu fazer foi ligar para uma ambulância. Enquanto os médicos não chegavam, Jayden voltou ao banheiro para ajudar sua mãe.

"Eu disse para Jayden: ‘Você vai ter que tirar o seu irmão, e temos que fazer isso rápido’. Ele disse: ‘Diga-me o que eu preciso fazer e eu vou fazer’”, revela Ashly.  “Eu estava chorando, mas Jayden estava tão calmo que me deixou mais calma. Eu podia ver que ele estava com medo, mas sabia que tinha de fazer aquilo”.

Conforme a mãe instruía, o menino foi movendo Daxx suavemente para fora. Quando o bebê finalmente nasceu, já não estava respirando. Jayden imediatamente correu para a cozinha para buscar um aspirador nasal que a família usa na filha do meio, Remi, 11 meses. Ele voltou e começou a urtilizar o objeto no nariz do recém-nascido, que voltou a respirar exatamente quando a equipe do resgate chegou.

Mãe e filho foram levados ao hospital. Daxx está melhor a cada dia e deve ter alta na semana que vem. Em reconhecimento ao seu heroísmo, Jayden foi homenageado em sua escola. “Toda vez que penso nisso, eu apenas choro”, disse a mãe.

Fonte: Revista Crescer

quarta-feira

Sintomas da gravidez: as mudanças físicas e emocionais do primeiro trimestre

 (Foto: Thinkstock)

A menstruação atrasou, você se sentiu diferente, fez o teste e... deu positivo! Tem um bebê a caminho. A partir de agora, é natural que surjam dúvidas sem parar: é normal esse enjoo? De onde vem tanto sono? Quando a barriga vai aparecer? Como fiquei tão sensível e chorona? Aqui você descobre o motivo de tudo isso e o que acontece nesse comecinho de gravidez.

Cadê a barriga?
No começo da gestação, as mudanças físicas não são tão aparentes, porque o bebê ainda é um amontoado de células menor do que um grão de arroz. Por isso, segure a ansiedade de ver (e exibir) o barrigão por aí. Especialmente na primeira gestação, quando as fibras musculares do abdômen estão mais firmes, por nunca terem estirado muito antes, o corpo demora mais a mudar. As alterações dependem do organismo de cada uma mas, em geral, a barriga fica saliente por volta do 5° mês.
Por que sinto tanto sono?

Embora nem todas sejam aparentes, há uma série de alterações acontecendo no corpo da mulher neste início de gestação. O organismo trabalha sem parar para desenvolver o embrião – e esse esforço extra acarreta mais sono e cansaço. Em algumas gestantes, ele parece avassalador, em outras ele pouco se diferencia da exaustão do dia a dia.

Por que meus seios estão doloridos?
É comum um desconforto nas mamas, que costumam ficar pesadas e sensíveis. Essa alteração é causada pela ação dos hormônios estrógeno e progesterona, produzidos em larga escala no primeiro trimestre. São eles que preparam os seios para a amamentação. No final desse período, as aréolas devem escurecer e alargar. Outro incômodo típico do período pré-menstrual, a cólica, também pode surgir nesse fase.

Quanto xixi!
Prepare-se para sentir mais vontade de urinar. O xixi constante é provocado pela soma do aumento de líquido no corpo e do trabalho mais eficiente dos rins - até a 28ª semana, o volume de sangue no corpo feminino aumenta em mais de 50%; no caso de gêmeos, chega a crescer mais de 75%.


A barriga demora a aparecer, especialmente na primeira gestação (Foto: Thinkstock)
A menstruação atrasou, você se sentiu diferente, fez o teste e... deu positivo! Tem um bebê a caminho. A partir de agora, é natural que surjam dúvidas sem parar: é normal esse enjoo? De onde vem tanto sono? Quando a barriga vai aparecer? Como fiquei tão sensível e chorona? Aqui você descobre o motivo de tudo isso e o que acontece nesse comecinho de gravidez.

Cadê a barriga?
No começo da gestação, as mudanças físicas não são tão aparentes, porque o bebê ainda é um amontoado de células menor do que um grão de arroz. Por isso, segure a ansiedade de ver (e exibir) o barrigão por aí. Especialmente na primeira gestação, quando as fibras musculares do abdômen estão mais firmes, por nunca terem estirado muito antes, o corpo demora mais a mudar. As alterações dependem do organismo de cada uma mas, em geral, a barriga fica saliente por volta do 5° mês.


Por que sinto tanto sono?

Embora nem todas sejam aparentes, há uma série de alterações acontecendo no corpo da mulher neste início de gestação. O organismo trabalha sem parar para desenvolver o embrião – e esse esforço extra acarreta mais sono e cansaço. Em algumas gestantes, ele parece avassalador, em outras ele pouco se diferencia da exaustão do dia a dia.

Por que meus seios estão doloridos?
É comum um desconforto nas mamas, que costumam ficar pesadas e sensíveis. Essa alteração é causada pela ação dos hormônios estrógeno e progesterona, produzidos em larga escala no primeiro trimestre. São eles que preparam os seios para a amamentação. No final desse período, as aréolas devem escurecer e alargar. Outro incômodo típico do período pré-menstrual, a cólica, também pode surgir nesse fase.

Quanto xixi!
Prepare-se para sentir mais vontade de urinar. O xixi constante é provocado pela soma do aumento de líquido no corpo e do trabalho mais eficiente dos rins - até a 28ª semana, o volume de sangue no corpo feminino aumenta em mais de 50%; no caso de gêmeos, chega a crescer mais de 75%.

É normal tanto enjoo?
Sim! O aumento dos hormônios (em especial a gonadotrofina coriônica ou HCG) pode causar enjoos e provocar vômitos. Esses sintomas afetam cerca de 60% das gestantes e são mais comuns na primeira gestação, quando o corpo da mulher está menos preparado para as alterações. É possível que você passe a enjoar ao sentir cheiros fortes ou colocar um alimento na boca. Olfato e paladar ficam muito aguçados. Os hormônios também alteram o funcionamento do intestino e do estômago, já que o HCG tem a função de relaxar toda a musculatura lisa do corpo, principalmente do útero, evitando contrações. Mais relaxado, o intestino trabalha devagar, o que pode acarretar prisão de ventre. Os hormônios também deixam a digestão lenta, motivo das crises frequentes de azia. Mas fique tranquila: em geral, esses desconfortos acabam por volta da 16ª semana.

Como fiquei tão emotiva?
As emoções da grávida parecem estar à flor da pele, e é comum passar do riso ao choro com facilidade. Espere também por oscilações de humor, da irritação à sensibilidade exagerada. Essa ambivalência é causada pela variação hormonal do primeiro trimestre, mas também pelas incertezas apresentadas pela nova situação. Com frequência, o desejo sexual acaba afetado, especialmente pelos enjoos e a sonolência. O apoio do companheiro e dos demais familiares é fundamental nesse período. Se os desconfortos físicos ou psicológicos parecerem exagerados, procure um profissional para ajudá-la a atravessar essa fase e lidar com as mudanças da gestação de forma mais positiva.


Fontes consultadas: Rubens Paulo Gonçalves, ginecologista e obstetra, autor de Gravidez para Grávidas (Editora Alegro) e Yuri Busin, psicólogo especialista em emoções humanas e diretor do Centro de Atenção à Saúde Mental - Equilíbrio (SP).

Fonte: Revista Crescer