segunda-feira

Como ensino meu filho a comprar e as noções de caro ou barato?

Especialista dá dicas para ajudar seu filho sobre o valor de cada coisa
Cássia D'Aquino




Para uma vida financeira equilibrada, o uso do dinheiro deve ser regido pela razão. Ensinar isso aos filhos não é complicado. O início dessa jornada acontece por volta dos 3 anos, com a ideia de caro e barato. Basta deixar "escapulir" durante as visitas à padaria ou à banca de jornal, algo assim: "Como isto está caro!" Ou: "Hoje vamos procurar uma coisa barata para comprar". Rapidamente, e com prazer, a criança assumirá a iniciativa de perguntar aos pais antes de decidir pela compra: "E isso? É caro ou barato?". Por volta dos 6 anos, é hora de demonstrar a variação de preços das lojas. Não importa quanto dinheiro os pais tenham, nem quão pouco custe o objeto em questão, o foco aqui é a educação dos filhos. Na adolescência, à pesquisa dos preços soma-se a análise do material. Em relação às roupas é caso de ensinar a perceber a qualidade do tecido e do acabamento, por exemplo. Em toda fase, o importante é ensinar que o consumo deve ser sempre comandado pelo bom senso e pela responsabilidade.


CÁSSIA D’AQUINO, especialista em educação financeira, há anos circula mundo afora, sempre curiosa e atenta à maneira como as pessoas se relacionam com o dinheiro. É mãe do Pedro, 22, que ela mesmo chama de sua melhor ideia, projeto e resultado...


Fonte: http://revistacrescer.globo.com

domingo

O Google não tem filhos



Pesquisa norte-americana realizada em Pronto-Socorro infantil revela que ao menos metade dos pais pesquisou sobre a saúde do filho na internet nos últimos três meses. Veja por que isso nem sempre é positivo

Malu Echeverria

Quem nunca acessou a internet para checar o resultado de algum exame antes mesmo de falar com o pediatra? Cada vez mais a rede está se tornando uma aliada importante dos pais na hora de tirar qualquer tipo de dúvida. Uma pesquisa realizada em um Pronto-Socorro infantil nos Estados Unidos com 262 pais e cuidadores - apresentada recentemente no congresso anual da Academia Americana de Pediatria (AAP) - revela que metade deles já pesquisou sobre a saúde do filho na rede pelo menos uma vez nos últimos três meses. Mas será que as informações nem sempre confiáveis dos milhares de sites que existem podem interferir no julgamento dos pais?

De acordo com o estudo norte-americano, aproximadamente 12% dos pais entrevistados no PS disseram que consultaram a internet antes de levar o filho até ali. Destes, 30% só tiveram certeza de que estavam agindo corretamente depois de ler informações online. Para o pediatra Marcelo Reibscheid, isso pode ser perigoso. “Tem paciente que não segue o tratamento recomendado pelo médico porque viu algo diferente na internet”, diz. “Além disso, na dúvida, é melhor ir ao PS imediatamente.”

Reibscheid é a favor das consultas a sites confiáveis, ele mesmo costuma indicar alguns aos pacientes e também mantém o site de sua clínica sempre atualizado com notícias atuais sobre pediatria. “Mas o médico de confiança da família é que deve ser a referência e não a Wikipedia”, exemplifica. Algo que os entrevistados no estudo concordam: a maioria diz que daria, sim, preferência a sites sugeridos pelos médicos, em vez de pesquisar em qualquer lugar.
Por isso, vale reforçar que a internet, quando bem usada, é uma ótima aliada para o desenvolvimento do seu filho. Antes, porém, de se desesperar ao ler alguma informação alarmante sobre aquele exame de que falamos no início da reportagem, lembre-se: o Google não tem filhos.



Fonte: Revista Crescer

sábado

Documentário O Renascimento do Parto fala sobre informação, hormônios do amor e opções de parto

Em entrevista exclusiva à Crescer, a co-autora do longa Érica de Paula afirma que a mulher tem o direito de escolher de que forma vai ter o seu bebê

Carol Patrocinio





Érica de Paula é psicóloga, doula e acupunturista especializada em atender gestantes. A paixão pelo mundo da maternidade tomou proporções tão grandes que, ao sugerir uma pauta sobre o assunto para o programa de TV do marido Eduardo Chauvet, em uma emissora de Brasília, o casal resolveu fazer um documentário que acabou tornando-se o longa mais esperado para os interessados da área – O Renascimento do Parto (assista ao trailer aqui) - com estreia programada para março de 2012. “Já prevemos pelo menos dois filmes pela frente, para conseguirmos dar ao assunto a profundidade que ele merece”, acrescenta Érica.

Em entrevista à Crescer, Érica fala mais sobre o documentário, que conta com depoimentos de grandes nomes da área de saúde, como Michel Odent (um dos precursores do movimento de parto fisiológico no mundo e a primeira pessoa a colocar uma piscina de parto dentro de uma maternidade), e de quem passou por diversas experiências de parto, como o ator Márcio Garcia, 41, e sua mulher, Andréa Santa Rosa, 33, que passou por “uma cesariana, um parto normal hospitalar com intervenções e um parto totalmente fisiológico, natural e domiciliar” para ter os filhos Pedro, 8, Nina, 5, e Felipe, 2.

Crescer: Por que surgiu a ideia de fazer esse longa?
Érica de Paula: Para promover um maior conhecimento da população em geral a respeito dos aspectos fisiológicos, emocionais, culturais e financeiros que estão por trás do parto e nascimento. Tenho observado com espanto o quanto as mulheres são desinformadas quando se trata do parto (ou seja, de uma coisa que acontecerá com o corpo delas), deixando todas as decisões na mão do profissional médico, sem nenhum questionamento mais aprofundado, e se deixando levar por grandes mitos que cercam o assunto.

Crescer: Você acredita que a situação atual do país, em número de cesáreas, pode ser transformada? Como?
E.P.: Acredito no poder da informação, principalmente se essa informação vem corroborada com os dados científicos. Hoje, temos a nosso favor a Organização Mundial de Saúde (que preconiza no máximo 15% de cesarianas), o Ministério da Saúde (que possui diversas políticas públicas a favor do parto normal) e todas as evidências científicas, que provam de forma cada vez mais contundente o quanto é melhor para mães e bebês respeitar aquilo que é fisiológico. Portanto, acredito que, ao promover uma maior conscientização sobre o tema, podemos sim contribuir com a transformação da realidade obstétrica do país.

Crescer: Muitas mulheres dizem entender os prejuízos da cesárea eletiva e ainda assim fazem essa opção. Você acha que isso deveria ser coibido? Existe um projeto, nos EUA, para criminalizar a cesárea eletiva. Qual sua opinião sobre isso?
E.P.: É um assunto polêmico que envolve muitas variáveis. Poder escolher o parto é uma situação muito nova na história da humanidade. Em muitos países (sobretudo nos desenvolvidos), ainda hoje praticamente não existe essa escolha. Há lugares em que a cultura entende que normal é o parto vaginal, e a cesariana é vista como uma cirurgia de emergência, um procedimento para salvar vidas quando algo foge do fisiológico e entra no patológico. Eu sou a favor da escolha consciente. Acredito que a mulher tem o direito de escolher de que forma vai ter o seu bebê, uma vez que isso se dará no corpo dela. Mas isso deveria ser feito de forma consciente, ou seja, levando-se em consideração todos os prós e contras dessa decisão. Infelizmente, não é isso que vemos acontecer no Brasil. E se, diante de todas as informações, ainda assim a mulher optar pela cesariana, sou a favor da cirurgia feita em trabalho de parto, ou seja, após os primeiros sinais dados pelo corpo de que o bebê estaria pronto para nascer.

Crescer: No filme fala-se muito sobre os “hormônios do amor”. Pode explicar melhor sobre isso?
E.P.: Durante o trabalho de parto, a mulher libera um coquetel de hormônios que denominamos hormônios do amor. Isso se deve ao fato de que o principal hormônio do parto, a ocitocina, está presente em outras manifestações de amor, como orgasmo, ejaculação e ejeção de leite. No parto, além de serem responsáveis pelas contrações e todo o processo fisiológico do nascimento, esses hormônios estão profundamente relacionados ao vínculo mãe-bebê. Além disso, esses hormônios atravessam a barreira placentária e são de suma importância para o bebê, não apenas no momento do nascimento, mas no futuro.
Por outro lado, apesar de os hormônios serem importantes, não é isso que define o amor e os cuidados maternos. Não queremos que as mulheres que passaram por uma cesariana ou tiveram seus filhos por meio de intervenções se sintam acusadas de serem menos mães ou de não amarem seus filhos. Não é disso que se trata o filme. Não estamos abordando casos individuais, mas o futuro de uma civilização inteira nascida sem os hormônios do amor.

Crescer: O que você diria às mulheres que sentem medo do parto natural?
E.P.: Digo que é normal termos medo daquilo que não conhecemos. Estamos acostumadas a ter o controle de tudo, e a possibilidade de vivenciar um momento onde precisamos literalmente perder o controle e nos entregar parece realmente algo assustador. Mas, se conseguirmos ultrapassar a barreira do medo, podemos vivenciar uma experiência de absoluta plenitude. É importante ressaltar que grande parte do medo que as mulheres sentem do parto está baseado em mitos (do tipo: minha vagina vai alargar) ou em procedimentos que não são fisiológicos e são feitos de forma inadequada pelos profissionais (por exemplo, a episiotomia, corte na vagina feito sem indicação em mais de 90% dos casos). Por isso, defendemos que não basta o parto ser vaginal, mas sim humanizado, respeitando aquilo que é fisiológico.

Fonte: Revista Crescer

sexta-feira

Kate Middleton está grávida de seis semanas, diz revista

Casal real estaria sofrendo muita pressão para engravidar logo



Foto: Ap


Sete meses após o casamento real que mobilizou o mundo, a a duquesa Kate Middleton estaria grávida, informa a revista de fofocas In Touch. Segundo a publicação, Kate e o príncipe William estariam esperando seu primeiro filho.

A revista informa ainda que o casal estaria "aliviado", pois era grande a pressão por gerar um herdeiro logo — especialmente por parte da rainha Elizabeth 2ª.

A fonte da revista seria uma pessoa confiável e que já revelou em off outros "segredos reais". Comentou, inclusive, sobre a escolha do nome do bebê.

— Eles querem algo tradicional — disse a pessoa que confidenciou o fato, citando nomes clássicos como Edward, Philip e Michael para meninos e Alice ou Rose para menina.

Fonte: zerohora.com