sexta-feira, 4 de agosto de 2017

Crianças aprendem a usar smartphones antes de saber amarrar os sapatos

Pesquisa mostrou também que tanto meninos quanto meninas têm as mesmas habilidades tecnológicas

(Foto: Thinkstock)
O que você acha mais fácil: amarrar um tênis ou interagir com os aplicativos de um smartphone? A maioria dos adultos, provavelmente, ficaria com a primeira opção. Porém, as crianças entre 2 e 5 anos tem mais facilidade com a segunda tarefa, de acordo com uma pesquisa da empresa de tecnologia AVG.

Os pesquisadores coletaram dados de questionários respondidos por 2.200 mães de crianças entre 2 e 5 anos da Europa, América do Norte e Oceania. Os resultados mostraram que 19% dos pequenos já conseguem brincar com uma aplicação de smartphone, mas apenas 9% são capazes de amarrar os sapatos sozinhas.

O estudo conclui também que não existem diferenças de gênero quando se trata de tecnologia. O mesmo número de meninos (58%) e meninas (59%) demonstrou a habilidade de brincar com um jogo de computador e de fazer ligações no celular (28% dos garotos e 29% das garotas).

Opinião dos especialistas
A Academia Americana de Pediatria libera o uso de telas para crianças maiores de 1 ano e meio e defende que, se forem usadas para fins educativos, elas podem trazer benefícios para o desenvolvimento infantil. O tempo de exposição, porém, não deve ser maior do que duas horas por dia para crianças de até 5 anos e o ideal é que ele não seja ininterrupto, mas intercalado com outras atividades como leitura, brincadeiras e atividades ao ar livre.

De acordo com Christian Müller, do Departamento de Comportamento e Desenvolvimento da Sociedade Brasileira de Pediatria (SBP), os problemas relacionados ao uso excessivo de gadgets podem envolver tanto questões físicas quanto comportamentais. “As crianças podem apresentar dores musculares, articulares, má postura, dores de cabeça, alteração visual e de sono” afirma. “Podem ainda ter sintomas de ansiedade, irritabilidade, agressividade, queda do desempenho escolar e isolamento”, completa.

Fonte: http://revistacrescer.globo.com/

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