segunda-feira, 5 de outubro de 2015

Converse com seu filho desde a barriga


O vínculo entre mãe e filho começa na gravidez e é influenciada pelas expectativas e pela interação que a gestante estabelece desde o início, como mostra uma pesquisa realizada pela Universidade Federal do Rio Grande do Sul. De acordo com os pesquisadores, esse primeiro contato, que é um precursor da ligação que será criada entre ambos, costuma ser feito especialmente por meio de conversas com o bebê. Entre as grávidas que participaram do estudo, é assim que a maioria (59%) diz interagir com o filho – sendo que a movimentação do bebê (46%) e o toque da barriga (28%) também foram apontados como vias de comunicação entre eles.

E qual a importância dessa ação? Para o pediatra Daniel Becker, do Instituto de Pediatria da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ), ao conversar com o filho, ele começa a ganhar forma na imaginação da mãe. Tem início, então, o vínculo e o afeto entre eles. O especialista explica que, como o bebê já ouve e até mesmo reage a sons externos a partir da 20ª semana de gravidez, tende a criar uma memória afetiva dos mesmos. “Por isso, reconhece sons e vozes familiares que ouviu com frequência durante a gestação. Tanto que alguns ruídos produzidos pelo organismo, como os batimentos cardíacos e a respiração, costumam ser usados para acalmar recém-nascidos”, afirma.

Você acha estranho falar com a barriga?
A princípio, pode parecer estranho mesmo. Aos poucos, as futuras mães se habituam a bater papo com a barriga, conta a baby planner Andressa Isola, do Instituto Mãe (SP). “À medida que interagem com ele, percebem que o filho até mesmo se movimenta em resposta ao estímulo da voz”, diz. Sendo assim, além de conversar, ela sugere que as gestantes coloquem músicas (de preferência, calmas), cantem ou leiam em voz alta para o filho. Por último, hoje se sabe que o aprendizado da linguagem começa ainda na gravidez. Uma pesquisa feita em parceria pelo Instituto Nacional de Saúde (EUA) e pelo Hospital da Criança de Estocolmo (Suécia) com recém-nascidos de ambos os países, por exemplo, demonstrou que os pequenos tendem a prestar mais atenção em sons (no caso, vogais pronunciadas pelas mães) de suas línguas nativas.

Fonte: http://revistacrescer.globo.com/

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