sexta-feira, 12 de junho de 2015

Exames e vacinas para as mulheres antes de engravidar

Saiba o que é preciso investigar com antecedência para prevenir problemas na gestação



Prevenir é sempre melhor do que remediar, ainda mais quando o assunto é gravidez. Alguns exames e algumas vacinas, além de serem contraindicados durante os 9 meses – e, por isso, devem ser feitos antes da concepção –, evitam problemas como má-formação, contaminação do bebê e até aborto. Confira a lista do que deve ser investigado e resolvido antes de engravidar:

Exames de rotina
O ideal é fazê-los quatro meses antes de tentar engravidar. Ultrassons transvaginal e da pelve e papanicolau são essenciais para analisar útero, ovários e trompas e descartar problemas que podem dificultar a gestação, como mioma e endometriose.

Tipagem sanguínea
O homem e a mulher devem fazer o exame para descobrir se existe compatibilidade sanguínea entre o casal, principalmente se a mãe tiver fator Rh negativo e o pai, positivo. Isso aumenta as chances de o bebê nascer com Rh positivo e ser atacado pelos anticorpos da mãe, que pode desenvolver uma sensibilidade ao sangue do filho. Existe uma vacina que pode ser tomada para evitar esse problema.

Hemograma completo
Os exames mudam de acordo com o perfil da mulher, mas, em geral, é importante observar se ela tem anemia, diabetes, colesterol, hipo ou hipertiroidismo, entre outros. Se for detectada qualquer alteração, é preciso fazer o tratamento adequado antes de engravidar.

Pressão arterial
A hipertensão também é um fator de risco para a gravidez. Nesse caso, o ideal é auferir a pressão arterial para ter certeza de que não há aumento significativo.

Ultrassom de mamas
É indicado, principalmente, para mulheres acima dos 35 anos, que estão mais sujeitas ao aparecimento de nódulos, cistos e câncer. A mama sofre alterações durante a gravidez, que dificultam o diagnóstico desses problemas.

Sorologias
Doenças Sexualmente Transmissíveis (DSTs), como HIV, sífilis e hepatites B e C, devem ser investigadas, porque podem contaminar o bebê se não forem tomados certos cuidados. Outras doenças como toxoplasmose, citomegalovírus e rubéola podem causar má-formação e até aborto.

Vacinas
Verifique e atualize sua caderneta de vacinação. As doses que faltarem devem ser tomadas de um a três meses antes da concepção, especialmente as que usam o vírus atenuado, porque oferecem maior risco de contaminação para o bebê. É recomendado estar em dia com as vacinas contra coqueluxe, rubéola, toxoplasmose, citomegalovírus, hepatite B e tétano. As duas últimas podem ser feitas na gravidez, se necessário, pois usam o vírus morto.

Fontes: Alessandra Bedin, ginecologista e obstetra do Hospital e Maternidade Albert Einstein (SP; e Alexandre Pupo Nogueira, ginecologista e obstetra do Hospital Sírio-Libanês (SP).

Revista Crescer

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