segunda-feira, 3 de novembro de 2014

O que é a febre de chikungunya?

Veja quais são os sintomas da doença transmitida pelo Aedes aegypti, o mesmo mosquito causador da dengue


Foram confirmados, pelo Ministério da Saúde, 79 casos de transmissão de chikungunya no Brasil, até o dia 27 de setembro. Desse total, 38 correspondem a pessoas que contraíram o vírus após viajarem para países em que ocorre a transmissão da doença, como República Dominicana, Haiti, Venezuela, Ilhas do Caribe e Guiana Francesa. Os demais casos, que somam 41, correspodem a pessoas que não fizeram viagens internacionais e se concentram no municípo de Oiapoque (AP) e Feira de Santana (BA). Os estados da Bahia e de São Paulo concentram o maior número de casos até agora: 33 e 17, respectivamente.

O vírus é transmitido por meio de picada do mosquito Aedes aegypti (também vetor para a dengue) e Aedes albopictus e provoca dor intensa nas articulações, justificando o nome da doença, já que chikungunya, em swahili (idioma oficial de países como a Tanzânia), significa “aquele que se dobra”. Outras manifestações clássicas da doença são: febre acima de 39 graus, dor de cabeça e muscular, náusea e vermelhidão na pele, que começa no tronco e avança para as extremidades do corpo.

Portanto, apesar de os vetores e de alguns sintomas serem semelhantes, a chikungunya raramente é confundida como dengue. Por conta das dores articulares, que chegam a ser incapacitantes, ela é mais frequentemente diagnosticada como leptospirose ou artrite reumatoide. Além disso, a doença representa menos riscos do que a dengue, tendo uma taxa de mortalidade inferior a 1%.

O vírus pode ser identificado por meio de exame de sangue realizado até o oitavo dia do quadro clínico e o tratamento da doença é feito em casa, com hidratação e analgésicos. Crianças com menos de 30 dias, idosos acima de 65 anos e pacientes com doenças crônicas podem apresentar quadros mais graves e necessitar de internação. 

Assim como a dengue, a única forma de prevenção da febre de chikungunya é não deixar água parada, para evitar a reprodução do mosquito, e usar repelente, para tentar impedir a picada.

Fonte: Fernando Gatti de Menezes, infectologista do Hospital Israelita Albert Einstein (SP)

Revista Crescer

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