segunda-feira, 25 de março de 2013

Amamentar os recém-nascidos poderia salvar 830 mil vidas por ano, diz pesquisa

Amamentar os recém-nascidos poderia salvar 830 mil vidas por ano, diz pesquisa


A falta de informação e a escassez de profissionais da saúde são algumas das barreiras que impedem o aleitamento nas primeiras horas de vida do bebê

Se todas as mães amamentassem seus filhos assim que eles acabassem de nascer, cerca de 830 mil vidas seriam salvas por ano. Essa conclusão é de um novo relatório da organização não-governamental Save The Children.

Com base em dados colhidos em vários países, o relatório descobriu que 16% das mortes de recém-nascidos poderiam ser prevenidas se o aleitamento materno ocorresse nas primeiras 24 horas do bebê. Além disso, crianças que são amamentadas com uma hora após terem chegado ao mundo têm três vezes mais de chances de sobreviverem, além de ficar com o sistema imunológico mais forte do que aquelas que são alimentadas só em seu segundo dia.

O relatório conclui que existem quatro barreiras que impedem a mulher de amamentar no período: comunidade e pressão cultural, escassez de profissionais da saúde, falta de legislação nas maternidades e, por último, fabricantes de substitutos de leite e suas poderosas máquinas de marketing.

A falta de informação também é um empecilho, muitas mães não conhecem a importância do primeiro aleitamento do recém-nascido. “Há muitas campanhas de conscientização, mas muitas mães ao redor do mundo não recebem o apoio que precisam para começar a amamentar. É uma escolha que toda mãe precisa fazer e, em países em desenvolvimento, pode ser literalmente uma questão de vida ou morte para os bebês”, diz a presidente da organização e líder da pesquisa Carolyn Miles ao site Medical News Today.

Abaixo você confere dez benefícios da amamentação para você e para o seu filho:

1. O leite materno é o alimento mais completo e equilibrado, pois atende a todas as necessidades de nutrientes e sais minerais da criança até os 6 meses de idade;

2. Fácil de ser digerido, provoca menos cólicas nos bebês;

3. Colabora para a formação do sistema imunológico da criança, previne alergias, obesidade, intolerância ao glúten;

4. Contém uma molécula chamada PSTI é responsável para proteger e reparar o intestino delicado dos recém-nascidos;

5. O momento da amamentação aumenta o vínculo entre mãe e filho e colabora para que a criança se relacione melhor com outras pessoas;

6. Previne a anemia;

7. A sucção ajuda no desenvolvimento da arcada dentária do bebê;

8. Amamentar por mais de 6 meses faz bem à saúde mental da infância à adolescência, segundo estudo coordenado pela Universidade do Oeste da Austrália. Segundo os pesquisadores, substâncias presentes no leite (como a leptina) ajudam a combater o estresse. O contato e o vínculo entre mãe e filho promovido pelo aleitamento também têm um efeito positivo no desenvolvimento psicológico da criança.

9. Quando o ômega 3 está presente no leite materno, o que varia de mulher para mulher de acordo com sua alimentação, ele ajuda no desenvolvimento e crescimento dos prematuros nos primeiros meses de vida;

10. Ajuda no desprendimento da placenta, contribuindo para a volta do útero ao tamanho normal. Com isso, também evita o sangramento excessivo e, consequentemente, que a mãe sofra de anemia.

Fonte: revista Crescer

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