terça-feira, 22 de janeiro de 2013

Casais com filhos apresentam menores chances de morte prematura

Pesquisa dinamarquesa mostrou que as mães são as maiores beneficiadas, com até quatro vezes menos chances de morrerem por doenças circulatórias, câncer e acidentes
Crescer



Além de deixar cada dia seu melhor do que anterior, ter filhos, ainda por cima, pode fazer você viver mais. Pelo menos foi essa a conclusão de um estudo realizado na Dinamarca, pela Universidade de Aarhus, e publicada no Journal of Epidemiolgy & Commmunity Health. A pesquisa foi elaborada com o intuito de relacionar a ausência de filhos com a taxa de mortalidade parental e a incidência de doenças psiquiátricas durante o tratamento para infertilidade. Os resultados mostraram que casais com filhos apresentam um menor risco de morte prematura e que aqueles que se tornaram pais através da adoção apresentam menos chances de desenvolver doenças mentais. Ou seja, o fato de estar com eles já muda tudo.

Para chegar a essas deduções, foram analisados os dados de 21.276 casais que estavam na fila de espera para realização de fertilização in vitro na Dinamarca, entre 1994 e 2005. Posteriormente, 15.210 deles tiveram filhos biológicos, 1.564 adotaram e 4.502 não se tornaram pais. Além do fato de ter ou não filhos, outros fatores também foram levados em consideração durante a pesquisa, como renda, idade e nível de escolaridade, ainda que eles tenham apresentado apenas um impacto secundário nos resultados.

As análises mostraram que, particularmente para as mulheres, os filhos podem diminuir os riscos de morte prematura. Segundo o estudo, a taxa de mortes causadas por doenças circulatórias, câncer e acidentes são quatro vezes mais altas em mulheres que não tiveram filhos em comparação àquelas que deram a luz, e 50% mais altas em comparação àquelas que se tornaram mães através da adoção. Para os homens, o risco também caiu pela metade para aqueles que se tornaram pais, tanto biológicos como adotivos. Além disso, chegou-se também à conclusão de que os casais que optam pela adoção têm duas vezes menos chances de desenvolver problemas psiquiátricos do que aqueles que não têm filhos.

Segundo os autores da pesquisa, essa não é a primeira vez que dados relacionam a ausência de filhos com um risco de morte mais elevado. No entanto, a grande novidade deste estudo em particular é analisar exclusivamente uma amostragem de pessoas que desejavam se tornar pais ou mães.

A presidente da Associação Psiquiátrica do Rio de Janeiro, Fátima Vasconcellos, acredita ser esta uma boa hipótese para interpretar as conclusões do estudo, mas ressalta que também existem disparidades entre o estilo de vida de casais com e sem filhos que podem fazer toda a diferença na expectativa de vida. “Casais com filhos tendem a ter uma vida mais organizada, tranquila e programada, tomando mais cuidados e assumindo menos riscos. Ter um filho é um fator de proteção: você tem alguém com quem se importar e, ao mesmo tempo, tem alguém que se importa com você.”, explica Fátima. Por isso, além de viver mais, com certeza, dá para viver bem mais feliz com filhos!


Fonte: Revista Crescer

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