
O êxtase era a estampa nos olhos dela quando disse o quanto seu filho seguia os horários propostos desde cedo. “Imagina se dá pra viver de outro jeito?” – era assim que intimidava toda a mesa. Mãe aos 40 anos, Regina havia lido todas as edições das mais didáticas enciclopédias, abastecia suas dúvidas maternas com frases de especialistas renomados, e seguia feliz pelas festinhas de criança, com sua sabedoria assustadora. Com um sorriso irritante, ninguém ousava interrompê-la. Seu filho Joãozinho fazia isso, fazia aquilo. Ela, claro, o estimulava muito. Alimentação hipernutritiva. TV só no final de semana. Tanto que João aprendeu a ler com 4 anos, vejam só!
A coisa toda realmente aconteceu, numa festinha de criança, gerando comentários depois entre as chocadas mães que sobraram quando ela saiu. Eu, que assistia calada, tentava entender a real necessidade de Regina contar tudo aquilo, já imaginando que metade das frases se dissolvia na prática. Uma amiga, confirmou: na verdade Regina “exagerava”! Suspeita que uma pesquisa realizada por um site britânico acaba de comprovar. Cerca de 70% das mães admitiram já ter contado uma dessas mentirinhas sobre seus filhos, de acordo com um estudo realizado pelo site britânico Netmums e divulgado pela rede BBC. E acredite, entre as mesmas mulheres, 64% acreditam na impossibilidade de ser uma mãe perfeita – para você ver a distância entre a teoria e a realidade. Aposto que o nariz de Regina cresceu desde então!
Bem, fato é que tudo isso, afinal, grita em números a pergunta que ronda conversas de mães: por que elas precisam mentir para parecerem perfeitas? “Em geral, as pessoas mentem para se proteger de alguma punição ou para se apresentar bem diante de algum fator”, explica a psicóloga carioca Mônica Portella, autora do livro Como Identificar a Mentira (Ed. Quality Mark). No caso das mães, as razões motivadoras da mentira têm valor bem parecido. E isso não é totalmente ruim, como observa a psicóloga. Afinal, embora seja um tabu, na realidade, a mentira de certa forma sempre esteve presente na sociedade como uma estratégia de preservação das relações humanas. Ela pode ser inofensiva, por exemplo, quando uma mãe tenta encurtar a conversa chata dizendo um “meu filho também tem horários pra tudo”.
O problema é quando essa mentira está enraizada no orgulho de ser uma mãe acima das outras – e a maioria das mentiras maternas nasce aí, principalmente na hora de comparar as crianças. Comparações são uma das formas que as mães buscam para se integrar a outras, ou mesmo para saber se seus filhos estão “no caminho certo”. Isso explica porque 75% delas admitiram que comparam os filhos aos de suas amigas. Já caí nessa armadilha algumas vezes e até concordei com uma mãe que dizia o quanto seu filho adorava frutas e verduras. Mas a única fruta que o meu come é maçã... Verdura, só camuflada na comida.
Para a antropóloga mineira Gilda de Castro, a vida em condomínio, em redes sociais e em núcleos fechados facilita a exposição, e, assim, a grama do vizinho fica ainda mais visível. As mães se comparam, também, perdidas nas várias regras que a sociedade aconselha, a cada dia. “Elas têm um vínculo muito forte com os filhos, mas, ao mesmo tempo, precisam se aproximar do modelo de mãe que a sociedade exige”, acredita a antropóloga. Nessa discrepância mora a Síndrome da Mãe Perfeita, tema de Gilda em seu livro O Dilema da Maternidade (Ed. Annablume), uma verdadeira busca por padrões irreais.
“Entre o ideal e o real há uma grande distância. Só quem nunca ficou com uma criança imagina que seja possível ter paciência a todo momento com ela, ou que seja possível controlar seus horários, por exemplo”, avalia a psicóloga capixaba Angelita Scárdua, estudiosa do desenvolvimento humano e da felicidade. Com isso, ela quer dizer que ter suas convicções e não as perder de vista na hora de educar é o melhor conselho. Assim, é fácil fugir das mentiras e admitir com toda a sinceridade que nem sempre você brinca com seu filho, por exemplo (acredite, 20% das mães mentem dizendo que brincam).
Há, no momento, tantas regras ditadas na educação que é até difícil escolher uma sem ser recriminada. “Há algum tempo, era bem claro o que era permitido e o que não era. Assim, cabia às crianças obedecerem, não havia muita escolha”, observa a psicóloga capixaba Angelita Corrêa Scardua.
Na prática, isso implica em coragem – e muita! Assim, da próxima vez que o seu filho fizer birra no shopping, vai ser mais fácil não ligar para os olhares tenebrosos de quem passa por perto. Nessas horas, em vez de ficar preocupada com o que os outros estão pensando, siga o que realmente acredita. E esqueça as comparações, já que cada criança é única, como faz questão de frisar a psicóloga norte-americana Linda Papadopoulos, que avaliou a pesquisa do site Netmums. "Nessa atitude, você está competindo com ninguém além de você mesmo", diz.
As exigências do dia a dia
No estudo divulgado, 69% das mães também admitiram que escondem a verdade sobre a forma com que lidam com as exigências da vida familiar. O que acaba escondendo um outro problema que elas vivem diariamente: a confusão de regras a ser adotadas. Nessa geração de limites bem delineados, os conflitos tinham bem menos impacto na família – e na vida, já que essas regras se estendiam claras, por todos os lados.
O mundo começou a mudar na década de 50, quando as ideias de Freud abriram espaço às dúvidas sobre a criação dos filhos. Na mesma época, Skinner, famoso psicólogo norte-americano, passou a pregar o “bater, jamais”, na televisão. Pronto: balançou as estruturas de um modelo que era bem assertivo. Daí para frente, pipocaram mundo afora especialistas ditando novas formas de educação – sem castigos, com negociações. Resultado: as mães passaram a não confiar mais em suas próprias teorias e absorveram inúmeras novas regras dentro de suas casas. “Essa geração cresceu sem definições de como educar uma criança”, avalia Angelita Scárdua. Pois bem, os especialistas mudam de opinião, mas, ainda assim, o que continua a pesar nos ouvidos maternos são as palavras deles e os números da ciência (como a nossa pesquisa, tema desta reportagem...). E realmente, são tantas novidades na área, que as mães não sabem mais que regras colecionar – afinal, muitas nem têm tempo de pensar nisso. Diante de todos os conselhos, o melhor, de acordo com os especialistas, é adotar suas medidas com coerência e sinceridade. Nem que seja para escancarar que você não é tão perfeita quanto outras mães, mas mentirosa, jamais.
Os números da pesquisa
69% admitiram que escondem a verdade sobre a forma com que lidam com as exigências da vida familiar
46% escondem dificuldades financeiras
20,6% mentem em relação ao tempo que brincam com os filhos
23 % mentem sobre o tempo que as crianças veem televisão
17% escondem a verdade sobre a alimentação dos filhos
Outros papos que elas também escondem:
13,6% não contam a verdade sobre a satisfação com a vida sexual
64% reconhecem que é impossível ser a mãe perfeita
75% acreditam que a comparação com as amigas é inevitável
54% compara a sua forma de educar com a de familiares próximas (mãe, avó, cunhada)
6% acreditam que a pressão vem da comparação com a vida das celebridades retratada na mídia
8% das mulheres garantem não cair na armadilha das comparações que acabam em competições
O êxtase era a estampa nos olhos dela quando disse o quanto seu filho seguia os horários propostos desde cedo. “Imagina se dá pra viver de outro jeito?” – era assim que intimidava toda a mesa. Mãe aos 40 anos, Regina havia lido todas as edições das mais didáticas enciclopédias, abastecia suas dúvidas maternas com frases de especialistas renomados, e seguia feliz pelas festinhas de criança, com sua sabedoria assustadora. Com um sorriso irritante, ninguém ousava interrompê-la. Seu filho Joãozinho fazia isso, fazia aquilo. Ela, claro, o estimulava muito. Alimentação hipernutritiva. TV só no final de semana. Tanto que João aprendeu a ler com 4 anos, vejam só!
A coisa toda realmente aconteceu, numa festinha de criança, gerando comentários depois entre as chocadas mães que sobraram quando ela saiu. Eu, que assistia calada, tentava entender a real necessidade de Regina contar tudo aquilo, já imaginando que metade das frases se dissolvia na prática. Uma amiga, confirmou: na verdade Regina “exagerava”! Suspeita que uma pesquisa realizada por um site britânico acaba de comprovar. Cerca de 70% das mães admitiram já ter contado uma dessas mentirinhas sobre seus filhos, de acordo com um estudo realizado pelo site britânico Netmums e divulgado pela rede BBC. E acredite, entre as mesmas mulheres, 64% acreditam na impossibilidade de ser uma mãe perfeita – para você ver a distância entre a teoria e a realidade. Aposto que o nariz de Regina cresceu desde então!
Bem, fato é que tudo isso, afinal, grita em números a pergunta que ronda conversas de mães: por que elas precisam mentir para parecerem perfeitas? “Em geral, as pessoas mentem para se proteger de alguma punição ou para se apresentar bem diante de algum fator”, explica a psicóloga carioca Mônica Portella, autora do livro Como Identificar a Mentira (Ed. Quality Mark). No caso das mães, as razões motivadoras da mentira têm valor bem parecido. E isso não é totalmente ruim, como observa a psicóloga. Afinal, embora seja um tabu, na realidade, a mentira de certa forma sempre esteve presente na sociedade como uma estratégia de preservação das relações humanas. Ela pode ser inofensiva, por exemplo, quando uma mãe tenta encurtar a conversa chata dizendo um “meu filho também tem horários pra tudo”.
O problema é quando essa mentira está enraizada no orgulho de ser uma mãe acima das outras – e a maioria das mentiras maternas nasce aí, principalmente na hora de comparar as crianças. Comparações são uma das formas que as mães buscam para se integrar a outras, ou mesmo para saber se seus filhos estão “no caminho certo”. Isso explica porque 75% delas admitiram que comparam os filhos aos de suas amigas. Já caí nessa armadilha algumas vezes e até concordei com uma mãe que dizia o quanto seu filho adorava frutas e verduras. Mas a única fruta que o meu come é maçã... Verdura, só camuflada na comida.
Para a antropóloga mineira Gilda de Castro, a vida em condomínio, em redes sociais e em núcleos fechados facilita a exposição, e, assim, a grama do vizinho fica ainda mais visível. As mães se comparam, também, perdidas nas várias regras que a sociedade aconselha, a cada dia. “Elas têm um vínculo muito forte com os filhos, mas, ao mesmo tempo, precisam se aproximar do modelo de mãe que a sociedade exige”, acredita a antropóloga. Nessa discrepância mora a Síndrome da Mãe Perfeita, tema de Gilda em seu livro O Dilema da Maternidade (Ed. Annablume), uma verdadeira busca por padrões irreais.
“Entre o ideal e o real há uma grande distância. Só quem nunca ficou com uma criança imagina que seja possível ter paciência a todo momento com ela, ou que seja possível controlar seus horários, por exemplo”, avalia a psicóloga capixaba Angelita Scárdua, estudiosa do desenvolvimento humano e da felicidade. Com isso, ela quer dizer que ter suas convicções e não as perder de vista na hora de educar é o melhor conselho. Assim, é fácil fugir das mentiras e admitir com toda a sinceridade que nem sempre você brinca com seu filho, por exemplo (acredite, 20% das mães mentem dizendo que brincam).
Há, no momento, tantas regras ditadas na educação que é até difícil escolher uma sem ser recriminada. “Há algum tempo, era bem claro o que era permitido e o que não era. Assim, cabia às crianças obedecerem, não havia muita escolha”, observa a psicóloga capixaba Angelita Corrêa Scardua.
Na prática, isso implica em coragem – e muita! Assim, da próxima vez que o seu filho fizer birra no shopping, vai ser mais fácil não ligar para os olhares tenebrosos de quem passa por perto. Nessas horas, em vez de ficar preocupada com o que os outros estão pensando, siga o que realmente acredita. E esqueça as comparações, já que cada criança é única, como faz questão de frisar a psicóloga norte-americana Linda Papadopoulos, que avaliou a pesquisa do site Netmums. "Nessa atitude, você está competindo com ninguém além de você mesmo", diz.
As exigências do dia a dia
No estudo divulgado, 69% das mães também admitiram que escondem a verdade sobre a forma com que lidam com as exigências da vida familiar. O que acaba escondendo um outro problema que elas vivem diariamente: a confusão de regras a ser adotadas. Nessa geração de limites bem delineados, os conflitos tinham bem menos impacto na família – e na vida, já que essas regras se estendiam claras, por todos os lados.
O mundo começou a mudar na década de 50, quando as ideias de Freud abriram espaço às dúvidas sobre a criação dos filhos. Na mesma época, Skinner, famoso psicólogo norte-americano, passou a pregar o “bater, jamais”, na televisão. Pronto: balançou as estruturas de um modelo que era bem assertivo. Daí para frente, pipocaram mundo afora especialistas ditando novas formas de educação – sem castigos, com negociações. Resultado: as mães passaram a não confiar mais em suas próprias teorias e absorveram inúmeras novas regras dentro de suas casas. “Essa geração cresceu sem definições de como educar uma criança”, avalia Angelita Scárdua. Pois bem, os especialistas mudam de opinião, mas, ainda assim, o que continua a pesar nos ouvidos maternos são as palavras deles e os números da ciência (como a nossa pesquisa, tema desta reportagem...). E realmente, são tantas novidades na área, que as mães não sabem mais que regras colecionar – afinal, muitas nem têm tempo de pensar nisso. Diante de todos os conselhos, o melhor, de acordo com os especialistas, é adotar suas medidas com coerência e sinceridade. Nem que seja para escancarar que você não é tão perfeita quanto outras mães, mas mentirosa, jamais.
Os números da pesquisa
69% admitiram que escondem a verdade sobre a forma com que lidam com as exigências da vida familiar
46% escondem dificuldades financeiras
20,6% mentem em relação ao tempo que brincam com os filhos
23 % mentem sobre o tempo que as crianças veem televisão
17% escondem a verdade sobre a alimentação dos filhos
Outros papos que elas também escondem:
13,6% não contam a verdade sobre a satisfação com a vida sexual
64% reconhecem que é impossível ser a mãe perfeita
75% acreditam que a comparação com as amigas é inevitável
54% compara a sua forma de educar com a de familiares próximas (mãe, avó, cunhada)
6% acreditam que a pressão vem da comparação com a vida das celebridades retratada na mídia
8% das mulheres garantem não cair na armadilha das comparações que acabam em competições
Histórias de mães
“Fui a última das minhas amigas a ter filho. O nascimento dele coincidiu com meu retorno da Inglaterra, onde morei por dez anos, e então, não tinha pessoas próximas a quem pudesse consultar sobre o que era ou não normal um bebê fazer. Conheci uma comunidade no Orkut chamada ‘Mães Perfeitas’, e achei ótimo! O problema é que comecei a perceber que elas não se irritavam com nada. Amamentavam por longos períodos, faziam de tudo por seus filhos, tudo mesmo... E eu me perguntava se isso era normal. Algumas das regras que essas mães comentavam, eu fingia que fazia, mas não era verdade. Até que um dia uma amiga me disse que eu precisava descer desse patamar de mãe perfeita. Foi nesse dia que eu desencanei. E passei a ver que dar um pirulito no supermercado para o filho, pra eu poder fazer compras, não era nada demais. Dou bala sempre? Não. Mas se os avós chegam com bala, deixo numa boa. Foi bom ouvir isso porque antes eu não me sentia uma mãe perfeita. Hoje me sinto, porque aprendi na prática a seguir minhas regras. Percebi também com a convivência com amigas que uma criança é muito diferente da outra, e uma regra que funciona em uma casa pode não funcionar em outra. Hoje curto muito mais ser mãe”.
Michelle Gomes da Costa, 33, designer de interiores, mãe de Vicente, 3 anos.
“Sou uma mãe que ama demais e por vezes dou a entender que amo mais que as outras mães. Quero minha filha aprenda tudo, tenho por objetivo incentivar a leitura, a educação, o gosto pelos livros e cuidados com a natureza. Por vezes acho até que fica chato pra quem não entende essa postura minha e a vê como se fosse esnobe.Tenho mania de registrar o que Alice faz, aprende, diz. E aí, em rodas de amigos, cito as bem-venturas de minha lady. É claro que comparo se ela aprendeu algo cedo, ou tarde, ou ainda não aprendeu. Chego a me culpar por que alguma criança da mesma idade já fala inglês, ou sabe nadar e ela não. E aí vejo: estou descuidando da educação. Quero tudo a tempo e a fogo. Luto pra educá-la bem e se acaso ela falha, o que é normal pra uma criança que está aprendendo, me sinto triste e acho que não sou uma boa mãe. Fico agoniada quando as pessoas acham que quero esnobar. Não, quero apenas dividir a felicidade que sinto em vê-la aprendendo a desenvolver talentos”.
Paula Belmino, 35, professora, mãe de Alice, 4 anos
“A gente sempre acha que o filho da gente é melhor que os outros. E fica contando tudo. Isso passa quando nascem os outros filhos e vemos que o primeiro não tinha nada de superior aos demais. Estamos mais maduras, mais tranquilas. Não precisamos mais provar que somos ‘boas’ mães. Eu tinha uma amiga que era uma mãe cheia de ‘procedimentos’. Ela vestia muito bem seus filhos, punha de castigo, dava palmadas, e tudo mais. Vira e mexe, entrávamos em conflito porque eu sempre fui defensora de uma educação menos rígida e argumentava que meus filhos conheciam os limites iguais aos dela, mas sem precisar bater. Pois um dia fui visitá-la com as crianças. Por algum motivo que não sei explicar meus meninos se comportaram mal desde o minuto que entraram na casa dela. Começaram a brigar, a chorar, a bater, a disputar brinquedos e nenhuma das intervenções que eu fazia dava resultado. No final, totalmente sem graça enfiei os dois no carro e fui embora. Hoje dou muita risada desse episódio. Parecia que, naquela hora, eles quiseram mostrar que não vieram ao mundo para provar aos outros o que eu penso.
Também sempre me gabei dos meus filhos comerem de forma muito saudável e não dar doces pra eles. Um dia eles foram para uma festa infantil com uma tia minha, e meu filho mais velho comeu 8 algodões doces! O assunto da festa foi que eu não dava doce pra eles, e olha o que acontecia...! (risos). Já o meu caçula, a primeira palavra que falou foi: Coca!
Hoje eu me sinto meio pressionada, principalmente porque no meu blog a gente discute a maternidade. Então, muita gente se aproxima de mim contando com a mãe dedicada, natureba e eco, que nem sempre sou. No meu blog, defendo a maternidade na forma que ela é possível, sem um formato padronizado. Cada uma exercendo-a como acha que consegue e quer ser. Mesmo assim, tem gente que pensa que sou uma "mãezona" e hoje me sinto desconfortável com esse papel. Já me senti muito metida, e meus filhos me fizeram ver que eu tinha que baixar a bola. Com eles aprendi que quanto menor for a expectativa, melhor.
Eu temo as fôrmas. Às vezes sinto que a fôrma da mãe "moderna" é tão rígida quanto a das mães de antigamente. Só que a pressão hoje é por um outro tipo de postura”.
Taís Vinha, 44, ex-publicitária, mãe em tempo integral de Lucca, Fábio e Juliano
Fontes: Angelita Corrêa Scárdua, psicóloga mestre em felicidade e desenvolvimento adulto. Gilda de Castro, antropóloga e autora do livro O Dilema da Maternidade. Mônica Portella, psicóloga do Centro de Psicologia Aplicado à Informação e autora do livro Como Identificar a Mentira (Ed. Quality Mark). Susan Isaacs Kohl, autora de Como educar Com Amor e Autoconfiança. Pesquisa divulgada pelo site Netmums.com
Fonte: Revista Crescer
AMEI o post. Verdadeiro!!! Se existir a "mãe perfeita" que escrevam de uma vez o manual disso.Temos que ser realistas e admitir q somos humanas, erramos e acertamos tbm. Não somos perfeitas. Parabéns pela escolha do tema!!!!!!!
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