quarta-feira, 14 de junho de 2017

Parto de cócoras: entenda o que é e quais são os benefícios para mãe e bebê

Em uma posição mais vertical, a mulher pode aproveitar a gravidade na hora das contrações. Além disso, de cócoras, a mulher conduz o parto de forma mais ativa:

Parto de cócoras da persoangem Anna (sabelle Drummond), auxiliada por Joaquim (Chay Suede) (Foto: TV Globo)
Uma cena emocionante da novela Novo Mundo, exibida às 18h, na TV Globo, chamou a atenção por um detalhe que não deveria ser curioso, mas é. Anna (Isabel Drummond) entra em trabalho de parto, faz força, mas o bebê não vem. Exausta, ela pensa que vai morrer sem conseguir ver o filho até que Joaquim (Chay Suede), o pai da criança, resolve ajudá-la. Ele a tira da cama e a coloca de cócoras, dando instruções para que ela apenas escute o próprio corpo. Uma contração mais forte chega e com ela... o bebê vem ao mundo. Anna teve um parto natural, de cócoras.


Assista à cena abaixo (se não conseguir visualizar, clique aqui)

Como estamos acostumados a ver a mulher deitada de barriga para cima e com as pernas abertas para dar à luz, a cena pode até parecer surpreendente. Mas é bem mais comum do que se pensa na rotina dos partos normais. Ficar deitada não é a posição mais natural. “Com a barriga para cima, o útero fica em cima das veias, o que pode fazer com que menos sangue chegue para o bebê, além de provocar alterações do batimento cardíaco dele”, explica o ginecologista e obstetra de parto humanizado Alberto Guimarães, líder do Programa Parto Sem Medo (SP).

Ele conta que os obstetras (humanizados), há tempos, têm tentado estimular as mulheres a saírem da mesa na hora de dar à luz. Em uma posição mais vertical, o útero sai de cima das veias – o que, por si só, já leva mais oxigênio ao bebê – e a mulher pode usar a gravidade a seu favor na hora das contrações. “No momento do puxo, que é quando o útero contrai, a gestante fica mais à vontade para fazer a força e aproveitar o movimento”, explica Guimarães. Isso diminui as chances de ter que executar procedimentos, como a episiotomia.

Além disso, se a mulher está de cócoras ou apoiada em uma banqueta ou em uma mesinha, tem mais autonomia. Ela consegue conduzir melhor o momento, participar mais ativamente e, assim que o bebê sai, ele pode vir para os seus braços imediatamente. O pai também pode ficar mais próximo e envolver-se mais. Ele pode se sentar atrás da mulher, abraçando-a pelas costas, se ela estiver em uma banqueta, ou ajudando-a a se apoiar.


 Guimarães lembra que o mais importante é que a mulher esteja preparada para ouvir o próprio corpo na hora de dar à luz: "É ele que vai dizer qual é a melhor posição", completa.

Fonte: revista Crescer

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