segunda-feira, 20 de fevereiro de 2017

A influência da alimentação da gestante na saúde do bebê, por Dr. Bruno Alencar


A influência da alimentação da gestante na saúde do bebê – A qualidade da alimentação materna influencia muito no desenvolvimento saudável de um bebê. Tudo que a mãe ingere é utilizado, de alguma maneira, como fonte de nutrição para o organismo da criança. No texto de hoje vamos falar um pouco mais sobre como a alimentação da futura mãe influencia na saúde do bebê. Confira!

A dieta da gestante

A alimentação de uma gestante, ao contrário do que muitas pessoas pensam, não muda tanto. Ela deve se basear em uma rotina alimentar natural, completa e rica em todos os tipos de nutrientes disponíveis nos nossos alimentos, inclusive em carboidratos e gorduras.

O que muda na alimentação da gestante é que ela vai perceber um aumento natural no volume da sua ingestão, já que ela tem uma demanda calórica e de micronutrientes muito maior do que o normal para permitir o desenvolvimento correto do bebê. Esse aumento de ingestão, entretanto, deve valorizar alimentos saudáveis e de qualidade, evitando o consumo de alimentos industrializados e ricos em calorias vazias.

Os melhores alimentos para mãe e bebê

Gestantes devem ingerir alimentos de fonte natural e ricos em nutrientes para poder proporcionar a manutenção de sua saúde e da saúde do bebê ao longo dos nove meses de gravidez. Por isso, os melhores alimentos para compor a dieta de uma gestante são os carboidratos integrais (ricos em energia, fibras e minerais), as proteínas de origem animal (que são ricas em ferro, cálcio e vitamina B12) e as frutas e vegetais higienizados corretamente (para que os riscos de infecção alimentar sejam reduzidos).

Evitando desconfortos durante a gestação

É muito comum que as gestantes sintam alguns desconfortos relacionados com a alimentação durante os primeiros meses da gravidez. Como elas podem apresentar náuseas, mal estar e vômitos em algumas situações, é aconselhável que as futuras mamães valorizem, o máximo possível, o consumo de frutas cítricas e alimentos menos gordurosos nesse período para reduzir esses sintomas naturais da gestação. Com o controle dos sintomas da náusea e dos vômitos, é possível que a gestante aumente sua ingestão alimentar gradualmente, sem sofrer as consequências de uma possível desnutrição.

Nos meses mais avançados da gestação, é natural que a mulher sinta dificuldades em comer muito de uma só vez, já que o crescimento do feto pode pressionar a parede do estômago, aumentando a sensação de saciedade, azia e desconforto — até mesmo quando você come só um pouquinho. Para driblar essa dificuldade, e também evitar a desnutrição, é recomendado dividir a alimentação em pequenas refeições que podem ser feitas ao longo do dia, facilitando a ingestão de todos os nutrientes essenciais para o desenvolvimento da criança.

Alimentos que merecem cuidado especial durante a gestação

Alguns alimentos podem aumentar o risco de contaminação da mulher por infecção alimentar, prejudicando o desenvolvimento da criança. Os alimentos industrializados e ricos em sódio ou açúcar também devem ter seu consumo reduzido. Confira os alimentos que merecem uma atenção especial na dieta de uma gestante e converse com o seu médico sobre cada um deles:

Peixes e frutos do mar crus ou enlatados;
Queijos não pasteurizados;
Carnes cruas ou malpassadas;
Ovo com gema mole;
Alimentos mal cozidos;
Fígado e miúdos (por causa da grande carga de vitamina A, que pode ser prejudicial para o bebê);
Bebidas alcoólicas;
Alimentos e bebidas industrializadas;
Alimentos e bebidas com cafeína.
Quando suplementar é importante

Mães que não conseguem ingerir quantidades satisfatórias de alguns nutrientes como o ferro, a vitamina B12, ácido fólio e o cálcio, podem optar por ingerir suplementos alimentares, desde que receitados por seu médico obstetra.

Há também um consenso recente em relação à recomendações do consumo e à suplementação de DHA durante a gestação, lactação e infância.  O DHA (ácido docosahexaenoico) é o principal tipo de ômega-3 e traz benefícios para a saúde ao longo de toda a vida, que vão desde o desenvolvimento das estruturas do cérebro e da retina, a partir da gestação, até a prevenção do declínio cognitivo na fase adulta. Este nutriente pode ser obtido por meio da ingestão de peixes de águas profundas ou até mesmo por meio de suplementos. É mais um assunto importante para ser conversado com o seu médico.

A ingestão de outros suplementos, como de fibras alimentares, carboidratos, proteínas e ácidos graxos, só deve ser realizada quando existe uma deficiência na qualidade da alimentação da gestante. Essa recomendação deve ser feita por um nutricionista ou um médico obstetra, quando eles julgarem necessário. Nunca suplemente algum nutriente por conta própria, pois o excesso de algum composto alimentar também pode ser prejudicial para a saúde do bebê.

Esperamos que esse artigo tenha te ajudado a compreender a importância da manutenção de uma alimentação equilibrada para a gestante e como essa situação influencia diretamente a saúde do seu bebê. Ainda tem dúvidas sobre esse assunto? Deixe seu comentário e compartilhe suas experiências.


Dr Bruno Alncar: Graduado em Medicina pela Escola de Medicina Souza Marques e residência em Ginecologia e Obstetrícia pelo Instituto Fernandes Figueira;
Título de especialista em Ginecologia e Obstetrícia pela FEBRASGO;
Pós Graduação em Medicina Fetal pela FIOCRUZ;
Pós Graduação em Ginecologia pela Santa Casa de Misericórdia RJ;
Últimas posições: Diretor Médico do Hospital Estadual da Mulher Heloneida Studart e Membro do Conselho Médico da Casa de Saúde São José


Fonte: http://www.cordvida.com.br/

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