quinta-feira, 30 de junho de 2016

Dicas para a escolha do berçário ideal

Imagem: Google.
Os diferentes tipos de emoções que a chegada de um filho é capaz de despertar são incontáveis. Tudo começa muito antes da data do parto e, depois do grande dia, as mudanças continuam (e inclusive se atenuam). Os meses de espera da gravidez são seguidos por outros de adaptação e dedicação total ao novo integrante da família. Nessa onda de descobertas, quando a hora de voltar à rotina se aproxima – na maioria das vezes determinada pelo término da licença-maternidade – os pais enfrentam uma das etapas mais difíceis: o momento de entregar o bebê aos cuidados de terceiros. Ele vem acompanhado de dúvidas, conflitos, ansiedades e inseguranças… Encontrar o local adequado para deixar o filho é uma grande responsabilidade. Pensando nisso, pedimos a colaboração da psicóloga e psicanalista Christine Bruder, idealizadora do berçário Primetime Child Development, que cuida de bebês de zero a três anos.

Ela defende que passar algumas horas por dia fora de casa pode ser uma experiência enriquecedora tanto para o bebê quanto para a mãe, desde que ela se sinta segura com tal decisão. Para isso, a família precisa encontrar um lugar que atenda às necessidades do pequeno, ou seja, um parceiro na missão dos cuidados.

Quando?
Para que a mãe possa acompanhar a adaptação do filho na escolinha com calma, é recomendado que o pequeno ingresse antes do término da licença-maternidade – de preferência com no mínimo 30 dias de antecedência. Assim, a mãe fica disponível e por perto no início dessa nova fase. A grande maioria dos berçários pede a presença dos pais nas primeiras semanas e vai aumentando os períodos de ausência gradativamente.

Onde?
Para começar a pesquisar o local ideal, no entanto, não existe data. Vale perguntas para conhecidos e familiares, pedir dicas, pesquisar. Quando mais informações você tiver sobre omodus operandi de cada estabelecimento, melhor. O primeiro passo é fazer visitas aos endereços listados, a fim de analisar a rotina proposta e os cuidados que os profissionais têm com as crianças.

O que avaliar?

De acordo com a psicóloga Christine Bruder, do berçário Primetime, além da atenção com a limpeza e a alimentação, é preciso analisar o espaço – se a circulação possui escadas, varandas, vãos desprotegidos, pensando na proteção. Se as características listadas forem favoráveis, vem então o momento de pensar em quais tipos de experiências aquele estabelecimento irá fornecer ao seu bebe, se eles têm os materiais e atividades ideais para estimular os pequenos física e intelectualmente. Segundo Christine, outro ponto importante é checar a política do local em relação à permanência de crianças adoentadas, e se a alimentação oferecida é composta na sua maioria de alimentos naturais, frescos, integrais e não industrializados.

O berçário Primetime listou perguntas que servem como base para orientar a escolha de um bom berçário. É claro que é difícil encontrar um lugar que atenda todos os critérios abaixo, portanto reflita e escolha itens que você considera indispensáveis. Questiona abertamente os berçários durante as visitas, peça exemplos práticos.

Questionário

Segurança e Saúde:

1. O prédio e sua circulação apresentam escadas, varandas ou vãos desprotegidos?
2. O playground tem brinquedos para a faixa etária de seu filho?
3. O chão da área externa é macio e antiderrapante?
4. As plantas são atóxicas, caso ingeridas?
5. Os móveis são à prova de tombamento, possuem acabamento arredondado e são feitos de materiais atóxicos?
6. Os brinquedos estão disponíveis, bem conservados e são grandes o suficiente para não entrarem na garganta?
7. Os funcionários que cuidam das crianças são treinados em primeiros socorros? Reciclam o curso periodicamente?
8. Qual a política do local com relação à permanência de crianças adoentadas?
9. A alimentação oferecida é composta na sua maioria de alimentos naturais, frescos, integrais e não industrializados?
10. O cardápio é variado e garante a exclusão de produtos com açúcar refinado, conservantes, embutidos e gordura trans?

Afetividade e Acolhimento:

11) Os grupos da idade de seu filho são formados por até quantas crianças?
12) Quantos adultos cuidam de um grupo?
13) As cuidadoras estão presentes e atuantes (como é esperado) em todas as etapas da rotina (banho, alimentação, trocas?) das crianças de seu grupo?
14) Cada grupo possui uma cuidadora como referência?
15) A rotina do local é parecida com a que seu bebê está acostumado? Se não, como sugerem que seja feita essa transição?
16) Se necessário, a rotina diária do grupo é flexível para atender eventuais necessidades individuais?
17) O processo de adaptação do bebê e da mãe é suave e progressivo?
18) O respeito pelo bebê como indivíduo inteligente e único transparece na forma como é cuidado (hora do banho, trocas, alimentação como é colocado para dormir)?
19) Você poderá visitá-lo e aparecer quando quiser, sem aviso?

Estimulação Adequada

20) As cuidadoras possuem bom nível cultural e de escolaridade?
21) Como as cuidadoras sabem se um bebê ou criança está recebendo o tipo e a quantidade de estimulação necessária para ele?
22) Os bebês quando estão acordados passam a maior parte do tempo livres no chão (como é adequado) ou presos em berços e “bebês conforto”?
23) Ver TV ou DVD (ambos desaconselhados) é eventual ou faz parte da rotina diária?
24) O local disponibiliza (com acesso livre) uma variedade de brinquedos abertos (que podem ser usados de diversas formas criativas como cubos, instrumentos musicais, blocos, etc.)?
25) Com que frequência as cuidadoras conversam com eles e leem para eles?
26) Os livros infantis da biblioteca são selecionados por sua qualidade de texto e ilustração?
27) As crianças recebem algum tipo de curso, aula ou de exercício (tipos inadequados de atividade) específico ao invés de propostas de brincadeiras?
28) São oferecidas propostas de brincadeiras lúdicas e “mão na massa” (exploração sensorial com mãos e corpo)? Com que frequência dentro da rotina?

Fonte: Vestida de Mãe.

Nenhum comentário:

Postar um comentário