quinta-feira, 25 de fevereiro de 2016

Quando levar o bebê para passear pela primeira vez?

Apesar de a exposição a determinados micro-organismos contribuir para um desenvolvimento saudável, é importante garantir que seu filho já tenha tomado algumas vacinas antes de levá-lo a lugares de grande aglomeração


Assim que deixa o abrigo do útero para desbravar um novo mundo, o recém-nascido fica suscetível a uma série de fatores, como a ação de vírus e bactérias, capazes de provocar doenças. E o fato de nascerem com o sistema imunológico ainda imaturo só aumenta essa vulnerabilidade.

Sabendo disso, muitos pediatras ficam receosos em liberar os passeios nos primeiros meses, especialmente em locais fechados e com aglomeração de pessoas, onde a circulação de germes é maior. Isso não significa, porém, que os pais precisem ficar trancafiados em casa com o filho. De acordo com o pediatra Luis Renato Valério, do Hospital Pequeno Príncipe (PR), os bebês que nasceram a termo e não apresentaram nenhum tipo de complicação têm aval para saídas curtas depois de completar o primeiro mês. Mas, obviamente, há restrições e cuidados a serem tomados.

“A exposição do bebê a ambientes externos deve ocorrer de forma progressiva, começando com visitas à casa de parentes próximos e sempre pedindo que lavem as mãos antes de pegar o bebê", ensina Valério. Locais abertos, como parques e praças, em dias e horários de pouco movimento, também são boas alternativas, com a vantagem de possibilitar os banhos de sol, fundamentais para a produção de vitamina D. Eles devem acontecer, de preferência, antes das 10 ou depois das 16 horas, a fim de evitar a radiação solar mais nociva.

Ambientes de grande circulação, como shoppings e praias, devem ser evitados até os 4 meses -- alguns pediatras são até mais conservadores e aconselham esperar até os 6 --, pois, antes disso, o bebê ainda não recebeu a maior parte das vacinas, portanto, não tem suas defesas constituídas. Aos quatro meses, se o esquema vacinal foi seguido corretamente, a criança já desenvolveu anticorpos e está protegida contra tuberculose, hepatite B, difteria, tétano, coqueluche, infecções causadas por haemophilus influenzae tipo b, poliomelite, pneumonia e rotavírus humano. Por isso, a ameaça perde força.

Mesmo assim, o pediatra ressalta que o estresse provocado por passeios longos e agitados precisa ser levado em conta. “Mesmo depois dos 4 meses, é ideal que os pais usem o bom senso e levem os pequenos a lugares bem ventilados, espaçosos e tranquilos, que, além de serem mais seguros em relação à saúde, proporcionam uma experiência agradável”, afirma o médico.

Para os bebês prematuros, as recomendações em relação às primeiras saídas podem ser diferentes, dependendo de eventuais complicações decorrentes dessa condição. Por isso, é necessário discutir caso a caso com o pediatra.


Fonte: Revista Crescer

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