sexta-feira, 19 de fevereiro de 2016

Bebês devem ir para os braços da mãe após o nascimento

Não há lugar melhor para o recém-nascido que acaba de deixar o útero e encara, pela primeira vez, a vida aqui fora. Entenda até que ponto os procedimentos médicos de rotina devem ser adiados para o bem desse aconchego materno



Logo que deixa o ventre, o bebê se aninha no colo da mãe e ali permanece, abrigado e seguro, em contato pele a pele, durante a primeira hora de vida. Essa é a situação ideal, tanto para parto normal quanto para cesárea, e também a recomendação do Ministério da Saúde para bebês saudáveis que acabaram de nascer. Isso significa que as intervenções médicas devem ser adiadas, sempre que possível, a favor do fortalecimento do vínculo entre os dois. Não é para menos. Basta lembrar que a criança estava no útero quentinho, a uma temperatura média de 37ºC e, de repente, tem de encarar uma realidade completamente nova – fria e barulhenta, diga-se. Todo esforço para amenizar tal impacto é, portanto, mais do que bem-vindo.

Para que seja possível privilegiar essa interação, é fundamental que as condições de saúde do bebê estejam a contento. Isso significa apresentar um apgar – teste que avalia o ritmo respiratório, a frequência cardíaca, o tônus muscular, o reflexo e a cor da pele – satisfatório. Confirmado esse pré-requisito, é só regular a temperatura ambiente para uma média de 26ºC, a fim de evitar a perda de calor do recém-nascido, e colocá-lo no colo da mãe, coberto com um pano seco e aquecido. 

Infelizmente, nem sempre é assim que acontece: muitos médicos e maternidades privam mãe e bebê desse momento valioso para tomar medidas desnecessárias ou que poderiam ficar para mais tarde. Para se ter uma ideia, só 10% dos bebês precisam de auxílio para respirar ao nascer, segundo a Academia Americana de Pediatria. E menos de 1% requer uma reanimação vigorosa, como uma massagem cardíaca. Nos demais casos, que são maioria, o médico deveria pedir permissão à mãe até para examinar a criança, segundo o obstetra Eduardo Zlotnik, vice-presidente do Hospital Israelita Albert Einstein (SP).

Tamanha é a relevância do acolhimento materno na primeira hora de vida que ele ganhou destaque no 2º Simpósio Internacional de Assistência ao Parto, em junho. Na ocasião, a neonatologista Ana Paula Caldas Machado, de São Paulo (SP), ministrou uma oficina de recepção humanizada ao recém-nascido, destacando que o contato pele a pele nos 60 minutos iniciais estimula a liberação de ocitocina, hormônio responsável pelo vínculo e pela ejeção do leite. Não à toa, resulta em crianças mais calmas e emocionalmente estáveis e aumenta as chances de amamentação precoce e por um tempo maior.


Se você quer ter esse direito assegurado, que tal conversar previamente com seu obstetra e sondar a maternidade sobre a rotina adotada? Conheça também os procedimentos realizados na sala de parto, além da pesagem e da medição do bebê, entenda a importância de cada um e saiba quando precisam, de fato, interromper a interação entre a mãe e filho. PARA SABER MAIS CLIQUE ABAIXO:


Fonte: revista Crescer

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