terça-feira, 10 de novembro de 2015

Os cuidados com o coração do bebê começam bem antes do nascimento

No Dia Mundial do Coração, vale reforçar: exames de pré-natal e atenção aos sintomas são fundamentais para identificar doenças cardíacas e começar o tratamento o quanto antes




De acordo com dados da Sociedade Brasileira de Cirurgia Cardiovascular, 28.846 bebês são diagnosticados com cardiopatias congênitas no Brasil anualmente, o que corresponde a cerca de 1% dos nascidos a cada ano.

Comunicação interventricular
Esta é a doença congênita mais comum em recém-nascidos, segundo o médico Luís Cavalcante, cardiopediatra do Hospital São Luiz Jabaquara (SP). Ela ocorre quando existe um “buraquinho” entre as duas câmaras do coração. “Essa doença, na maioria dos casos, não exige cirurgia imediata. O cardiologista costuma acompanhar o quadro e mantê-lo estável com medicamentos, até que a criança tenha peso o suficiente para que a cirurgia seja realizada com o menor risco possível”, explica o especialista.

Sopro no coração
O médico ressalta que o sopro no coração, que causa tanta preocupação para os pais, não é uma doença em si, mas sim, um indício de que algo pode estar errado. “O sopro não necessariamente traduz uma doença cardíaca. Pode ter sido causado por uma anemia, por exemplo, ou pode ser o chamado sopro inocente, uma pequena ineficiência da válvula do coração, que não acarreta nenhuma outra alteração no organismo, nem atrapalha o desenvolvimento. Por outro lado, também pode ser um sintoma que aparece na maioria das doenças cardíacas congênitas”, diz o médico. Por isso, é importante avaliar cada situação.

A importância do pré-natal
Durante os exames de pré-natal já é possível identificar algumas doenças cardíacas pelo ecocardiograma. Em alguns casos, o tratamento pode começar quando o bebê ainda está no útero e, em outros, é necessária uma cirurgia logo após o nascimento. “Depois do diagnóstico no pré-natal, caso fique claro que o bebê precisará de cirurgia após o nascimento, a equipe médica já se prepara”, afirma o cardiopediatra. “Quando os médicos já sabem da existência da doença, não há a necessidade de transportar o bebê com urgência para outra unidade especializada, o que diminui significativamente o risco de complicações graves”.

De olho no seu filho
Já em crianças maiores, os pais devem ficar atentos para possíveis indícios de uma doença no coração: cansaço, interrupção de exercícios físicos que outras crianças da mesma idade conseguem concluir, baixo ganho de peso e estrutura, chiado pulmonar e infecções respiratórias de repetição são sinais de alerta. Ao notar alguns desses sintomas combinados, é importante consultar um médico para avaliar o caso.


Fonte: revista Crescer

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