quinta-feira, 26 de novembro de 2015

O nome do bebê: como não errar na escolha

A escolha do nome do bebê é permeada por muitas variáveis. Leia, a seguir, sugestões para não errar nesse momento


Com os avanços da medicina fetal, é comum que o bebê tenha nome ainda durante a gestação. “A criança já encontra um lugar no mundo no discurso dos pais antes mesmo de nascer, como dizia Lacan. Assim como eles tendem a atribuir certas características desde a gravidez (quieto ou agitado, por exemplo), o ato de nomear também demonstra essa antecipação”, afirma a psicóloga Cláudia Leite, doutora em linguística e professora de psicanálise da Universidade Pitágoras, em Divinópolis (MG). Isso é positivo do ponto de vista emocional, pois o bebê começa a existir nesse momento.

Por trás dessa escolha, estão as expectativas e os desejos que os futuros pais depositam na criança. “Eles irão nomeá-la, portanto, de acordo com suas vivências”, diz. Sendo assim, ainda que a escolha seja consciente, inúmeros aspectos podem influenciá-la – das ideologias à religiosidade da família –, sem esquecer os costumes locais. O próprio cartório pode influenciar, já que os registradores têm respaldo na legislação para aconselhar os pais e até mesmo proibir certas nomenclaturas em prol da criança.

Para a oficial de registro civil Silvana Koti, membro da Associação dos Registradores de Pessoas Naturais do Estado de São Paulo (Arpen-SP), é preciso bom senso ao optar por um nome original. “Ele pode constrangear a criança ou expô-la ao ridículo, tornando-se um peso ou motivo de bullying para ela no futuro”, alerta. A seguir, as especialistas dão dicas para ajudar os pais nessa difícil tarefa.

Menos é mais
Embora não seja proibido por lei, os resgistradores desaconselham grafias diferentes, com várias consoantes ou a letra “y” no lugar de “i”, por exemplo. Isso porque, além de dificultar a leitura do nome durante a alfabetização, a criança terá de soletrá-lo para o resto da vida na hora em que alguém perguntar.

Familiar aos ouvidos

Os pais devem repetir nome e sobrenome do bebê em voz alta com o intuito de avaliar a melodia. Além disso, o exercício ajuda a detectar possíveis cacofonias, isto é, sons desagradáveis formados pela combinação do final de uma palavra com o início da seguinte.

Impacto em longo prazo

Enquanto certos nomes são perenes – Maria, José, João, Ana... –, outros têm prazo de validade, como os de personagens de novelas, de atletas e de celebridades. A família pode e deve levar em conta suas preferências e seus ídolos, mas sem esquecer de que o filho é quem vai arcar com as consequências. Da mesma maneira, nomear a criança em homenagem a parentes pode gerar certa pressão, caso o filho entenda a escolha como missão.

Atenção aos homônimos

Quando a família tem um sobrenome popular, se escolher um nome igualmente comum, há chances de outras pessoas terem o mesmo nome que a criança – o que pode causar problemas para ela no futuro. E não apenas na hora da chamada na escola, como até questões judiciais. Nesse caso, vale pesquisar algo mais original ou optar por um composto.

Qual o significado?


Psicologicamente falando, o nome próprio é desprovido de sentido. Embora tenha origem e significado na língua, ele não determina quem a criança vai se tornar, nem quais qualidades terá. Ainda assim, vale a pena consultar um dicionário de nomes durante a gravidez para facilitar a escolha – e, quem sabe, evitar surpresas desagradáveis.

Fonte: revista crescer

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