segunda-feira, 24 de agosto de 2015

Alimentos orgânicos: eles são melhores mesmo?

Na maioria das vezes, sim, já que apresentam menor risco de contaminação. Entenda


Os métodos de produção alimentar que lançam mão de agrotóxicos oferecem alimentos com até 40% menos vitaminas, minerais e fitoquímicos do que há 50 anos, de acordo com relatório da organização norte-americana The Organic Center. Esse fator, aliado ao pouco consumo de frutas, legumes e verduras e a busca por industrializados, pode ter consequências prejudiciais para o organismo do seu filho.

Por isso, além de incentivar as crianças a ter uma alimentação saudável, o consumo de orgânicos, desde os primeiros anos de vida, contribui e muito na prevenção de doenças crônicas e no desenvolvimento do sistema imunológico, segundo a nutricionista Denise Carreiro. Isso porque, ao optar por esses alimentos, você evita que o seu filho consuma compostos químicos presentes em pesticidas que são estranhos ao organismo.

Dados do The Organic Center apontam que alimentos produzidos sem defensivos e agrotóxicos contêm níveis 30% maiores de antioxidantes, além disso, eles apresentam mais nutrientes, sabor e duração de vida pós-colheita.

Neste ano, a Agência Internacional de Pesquisas do Câncer (Iarc) divulgou uma pesquisa na qual classifica cinco pesticidas como possivelmente cancerígenos, sendo quatro deles liberados no Brasil. “Quando há sobrecarga de agrotóxico, aditivos, substâncias agressoras, e não há nutrientes que façam o processo de desintoxicação, vemos a taxas de câncer aumentar”, explica a nutricionista.

Saúde x economia
Cerca de 30% mais caros do que os alimentos convencionais, consumir orgânicos pode, no fim, significar economia. Isso porque, ao possibilitar que o sistema imunológico do seu filho esteja preparado para lidar com agressores externos, o gasto com medicamentos diminui.  “O que um nutriente faz nenhum remédio faz. A ação que o nutriente tem é naturalmente esquecida, como o exemplo da vitamina C, que atua como antialérgico”, diz Denise. A conta, segundo ela, é simples: “Somos formados de nutrientes, não de remédios. O que significa esse “mais caro” quando você vai promover saúde para uma criança? Precisamos entender a importância de dar base adequada para formação e ação de todas nossas células.”

Deixar de consumir frutas, verduras e legumes, porque pesam no orçamento não é uma saída, já que esses alimentos são fundamentais para a saúde da família. Por isso, para diminuir a conta, procure produtos da estação e compre fora das grandes redes -- quanto menos intermediários entre o produtor e você, melhor. Procure especialmente pelos alimentos que entram na lista dos maiores índices de uso de químicos, como morango, tomate, pepino e pimentão.

Outra dica importante, que vale tanto para os orgânicos quanto para os alimentos convencionais, é lavá-los muito bem antes do consumo. Inclusive, para aqueles que contêm produtos químicos, o excesso pode ser minimizado. Segundo Denise, para alimentos mais resistentes, vale usar uma bucha nova e água corrente, sem detergente. Alimentos com pele mais fina devem ser lavados à mão. “Eles também podem ser deixados na água com hipoclorito e, depois, no vinagre, para tirar a ação do cloro”, ensina.


Fonte: revista Crescer

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