quinta-feira, 23 de abril de 2015

Como estimular seu filho a cuidar do animal de estimação de acordo com a idade dele

Ajudar a tomar conta de um pet pode aumentar o senso de responsabilidade da criança. Veja quais deveres podem ser feitos em cada faixa etária




Tudo bem, você cedeu aos desejos do seu filho e finalmente a família adotou um animal de estimação. Ter um bichinho em casa é saudável e contribui com o desenvolvimento da criança, já que estimula a socialização, fortalece o sistema imunológico e até melhora a autoestima dos pequenos. Além de se divertir na companhia do pet, seu filho pode ser instruído a realizar pequenas tarefas, que ajudam a criar um senso de responsabilidade: é importante esclarecer desde o início que cada um deve fazer a sua parte para garantir o bem-estar do animal.

Na casa de Alessandra Marques, mãe de Maria Flor, de 3 anos, não é diferente. Com cinco cachorros para cuidar, a filha foi acostumada desde cedo a ficar com os animais e sempre teve precaução durante as tarefas: “Ela coloca água na vasilha dos cães com a supervisão do meu marido. Também segura a guia junto com o pai ou fica de mãos dadas durante o passeio”, conta. A exceção é o momento da alimentação, que fica por conta da mãe, porque os cães são de grande porte. “Sempre incentivei o contato com os animais. Além de fazer bem ao espírito, acredito que as crianças ganham um senso de responsabilidade maior”, acrescenta.

Se você ainda não tem um bichinho, mas está pensando em trazer um novo membro à família, deixe claro para o seu filho que algumas regras vão mudar. “Ele vai se sentir envolvido no processo, responsável por tudo”, diz o pedagogo e especialista em comportamento humano e animal, Gilberto Miranda, que também é treinador de animais da Animais e CIA. A dica do especialista é fazer um calendário ou painel com as tarefas relacionadas ao bicho, como vacinas, passeios e outros cuidados. "A criança vai aprender a ser organizada e ver a importância daquilo que está fazendo", diz. Saiba como orientá-la:

Até os 2 anos: o bebê ainda não tem noção de controle e coordenação motora, o que dificultaria uma série de cuidados. “É o momento de contato, não de responsabilidade em relação ao animal. Os pais devem estimular o carinho, a aproximação e a confiança”, conta Miranda. É uma fase para aprender a jogar a bolinha e interagir de maneira divertida.

Dos 3 aos 5 anos: a birra é mais comum nesta idade, por isso o seu filho tem mais dificuldade para aceitas as tarefas. É importante ter uma conversa e explicar a importância de cada um fazer a sua parte para que o animal não fique doente. O treinador de animais sugere compartilhar a responsabilidade de escovar o cachorro ou trocar a água, por exemplo. “A criança que tem contato com os animais nesta faixa etária aprende a dividir o alimento, tende a não ser egoísta, adquire um maior senso de responsabilidade e de respeito ao outro”, ensina.

A partir dos 6 anos: “A criança estará mais amadurecida para cuidar de um animal, com uma dose extra de autonomia. Por volta dos 9 anos, já costuma aceitar com menos dificuldade os pedidos dos adultos”, explica Edith Rubbinstein, terapeuta familiar e coordenadora do Centro de Estudos Seminários de Psicopedagogia (SP). Explique como passear com o cão na guia e incentive a criança a ensinar comandos para o cachorro.


Fontes: Edith Rubbinstein, terapeuta familiar e coordenadora do Centro de Estudos Seminários de Psicopedagogia (SP) e Gilberto Miranda, pedagogo, especialista em comportamento humano e animal e treinador de animais, da Animais e CIA.

Fonte: http://revistacrescer.globo.com/

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