segunda-feira, 1 de dezembro de 2014

Câimbra na gravidez: o que fazer?

O incômodo é mais comum do que se imagina e surge em qualquer fase da gestação. A notícia boa é que estratégias simples reduzem os episódios


Dificilmente as futuras mães escapam ilesas desse problema, ao final dos nove meses. Em uma enquete realizada no site Crescer, por exemplo, 91% das mulheres disseram que sofreram com a câimbra. Trata-se de uma contração muscular involuntária, devido ao excesso de esforço de determinado músculo, sendo mais comum nas pernas (coxa, panturrilha). Em geral, torna-se recorrente a partir do segundo trimestre, momento em que a barriga começa a pesar e a postura se modifica em busca de equilíbrio, segundo o obstetra Eduardo Zlotnik, vice-presidente do Hospital Israelita Albert Einstein, em São Paulo.

Para agravar a situação, no último trimestre, o bebê dispõe do aporte de cálcio da mãe para constituir seus ossos, resultando numa diminuição transitória do mineral no organismo materno, o que também pode favorecer a ocorrência de câimbras.

Bons hábitos como aliados
A alimentação é um fator importante para combater a câimbra, já que a grávida precisa estar em dia com suas taxas de nutrientes, como o magnésio e o potássio, além do cálcio. Por outro lado, o excesso de fósforo, presente em frios, salgadinhos e refrigerantes, é capaz de agravar o problema por interferir no balanço de cálcio, que é importante na contratilidade muscular. A fisiatra Christina May Moran de Brito, coordenadora do serviço de reabilitação do Hospital Sírio-Libanês (SP), acrescenta que até a má hidratação entra na lista de gatilhos da câimbra, ao provocar redução do volume sanguíneo, o que também está por trás do fenômeno.

Praticar exercícios físicos, sempre alongando os músculos antes e depois das principais atividades do dia, especialmente antes de dormir, é outra medida preventiva. Ao fortalecer a musculatura, o impacto de se carregar o peso extra da barriga passa a ser menor. 

Se, apesar desses cuidados, você for pega de surpresa por uma fisgada daquelas, procure alongar o músculo da região afetada, faça uma massagem e coloque uma bolsa de água quente no local. Prestar atenção na postura correta, evitar manter as pernas cruzadas e os saltos altos complementam a lista de alternativas.

Por fim, existe ainda a possibilidade de se recorrer à drenagem linfática manual, que auxilia na circulação. Mas, antes de marcar uma sessão, converse com o seu obstetra.

Fonte: http://revistacrescer.globo.com/

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