Embora vá contra o relógio biológico, a maternidade tardia traz mais segurança à mulher
Aos 44 anos, a manicure Genilza Nunes percebeu que a menstruação estava atrasada. Imaginou que fosse um sinal da menopausa precoce. Suas colegas comentavam: “Você está grávida e não sabe!”. Fez um exame de sangue e um ultrassom transvaginal que confirmaram a suspeita: Enzo estava a caminho. Ela já era mãe de Giovana, que, na época, tinha 13 anos. Não imaginava que teria mais um filho. “Chorei por uma semana. Bateu um medinho de passar por essa experiência estando mais velha, principalmente pelos riscos da gestação nessa idade”, conta.
Pesquisas mostram que é crescente o número de pessoas que, assim como Genilza, têm filhos após os 35 anos. Nos Estados Unidos, a cada 1.000 mulheres entre 35 e 39 anos, 11 delas deram à luz pela primeira vez em 2012 – em 1973, eram somente 1,4 nascimentos nessa faixa etária. Entre 40 e 44, o índice quadriplicou: saltou de 0,5 para 2,3, entre 1985 e 2012. Aqui no Brasil, de acordo com o IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística), 9,18% dos bebês que nasceram em 2003 são filhos de mulheres com mais de 35 anos. Em 2012, a taxa foi maior: 11,32%.
Conheça os riscos
Mas, afinal, quais são os riscos da gravidez após os 35 anos? O principal é o envelhecimento dos óvulos. A mulher já nasce com todas as células no ovário. Só que com o tempo, elas envelhecem. Consequentemente, há um aumento progressivo de embriões que se formam com alterações genéticas, como síndrome de Down. “Fiquei nervosa ao fazer o ultrassom morfológico porque sabia do risco. Mas estava tudo bem com o Enzo”, conta Genilza.
Fonte: revista Crescer

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