sábado, 16 de março de 2013

15 brincadeiras retrô para fazer com seu filho

Que tal aproveitar o verão para relembrar seus tempos de criança?
Andressa Basilio



Elas são uma delícia e fizeram a sua infância mais gostosa. Agora voltam com tudo e, adivinhe só, você pode ensinar tudo para o seu filho e ainda reviver aqueles momentos felizes em que você não tinha horário, compromisso, estresse... Confira:

Amarelinha
A brincadeira de pular números até chegar ao ‘céu’ já era jogada por crianças da Roma Antiga. Além de ser muito divertida, ela ajuda a desenvolver raciocínio da criança, coordenação motora, atenção, equilíbrio e noção de espaço.

Para os pequenos, pode ser uma maneira divertida de fazê-los aprender os números.

Barra-manteiga

"Barra-manteiga na fuça da nega. Minha mãe mandou bater nesta daqui. 1, 2, 3!” Essa é a música que precede a batida na mão de alguém do time adversário. A brincadeira, cujo objetivo é ter mais pessoas no time, era vista como uma boa forma de interação entre meninos e meninas. Por envolver corrida e atenção, as crianças trabalham força, concentração, agilidade e espírito de equipe.

Cabra-cega ou Gato Mia

Essas duas brincadeiras são variações de uma mesma, que trabalha com o sentido de localização e a percepção tátil e auditiva das crianças. A base é de um ‘pega-pega’, só que o pegador deve estar com os olhos vendados. Ao capturar um participante, precisa usar o tato e a audição para tentar adivinhar o nome da pessoa. Para ficar mais interessante e difícil, que tal chamar um monte de amigos do seu filho para brincar com vocês? Só não se esqueça de brincar em um local seguro, já que as crianças estarão usando venda.

Corda

 Se você tiver uma boa corda e um mínimo de três pessoas, poderá fazer muitas brincadeiras diferentes, todas elas trabalham com a coordenação motora e desenvolvimento de braços, pernas e raciocínio da criança.
Para as crianças maiores:
“Um homem bateu em minha porta e eu abri. Senhoras e senhores ponham a mão no chão. Senhoras e senhores pulem de um pé só. Senhoras e senhores deem uma rodadinha e vão pro olho da rua”. A criança deve seguir o que a música pede sem, é claro, se atrapalhar com a corda.

Se seu filho for muito pequeno, talvez ele prefira brincadeiras mais fáceis, como a da Cobrinha (o batedor movimenta a corda bem rasteira no chão, indo da direita para a esquerda. A criança precisa pular sem encostar no objeto) ou o do Reloginho (o batedor fica no centro girando a corda no chão, enquanto o pulador precisa saltar sem encontrar no objeto).

Corre-cotia

 “Corre-cotia na casa da tia, corre cipó na casa da vó, lencinho na mão caiu no chão, moça bonita do meu coração. Pode jogar? Pode! Ninguém vai olhar? Não”. A brincadeira nada mais é do que um ‘pega-pega’ diferente, no qual a criança precisa de agilidade, atenção e senso de direção para capturar o adversário. Sentadas em roda, as crianças fecham os olhos e o escolhido deve colocar um lencinho ou qualquer objeto que estiver à disposição atrás de um dos participantes, que automaticamente vira o ‘pegador’ e deve evitar que quem escondeu o lencinho tome seu lugar na roda, garantia de muita adrenalina.

Dança da cadeira

Para ficar divertido, quanto mais pessoas você puder chamar, melhor. Os participantes devem andar em volta de cadeiras encostadas e, quando a música parar, é só sentar. Para ficar engraçado, o número de cadeiras deve ser menor do que o de pessoas. Para não ficar em pé, o participante vai precisa de muita agilidade e atenção.

Duro ou mole

Nessa outra variação de ‘pega-pega’, há um pegador e um salvador. O ‘malvado’ da turma é responsável por encostar nos participantes fazendo-os ficar parados. Já a missão do responsável pela salvação, é encostar nas mesmas pessoas e dizer ‘mole’ para que eles voltem a correr. A brincadeira exige muita velocidade, cooperação e expressão corporal.

Elástico

Em lojas específicas de costura e aviamento é possível comprar um elástico de roupa por metro. É justamente ele o protagonista dessa divertida brincadeira que estimula a coordenação motora e pode servir para aprender palavras e sílabas novas. Como? As crianças podem brincar de dar um pulo para dentro do elástico a cada sílaba de uma palavra. Se errar a sílaba ou o pulo, começa novamente.

Elefantinho colorido

Para ensinar as cores, nada mais legal do que essa brincadeira. O comandante (que pode ser o adulto) fica no centro e diz: “Elefantinho colorido”. As crianças devem responder: “Que cor?” E o adulto escolhe uma cor. Elas, então, têm que encostar a mão em algo da cor escolhida antes de serem pegas. Agilidade, memória e atenção são muito trabalhadas nessa brincadeira.

Estátua

Essa brincadeira é divertida para quem está participando e para os que assistem também. Afinal, ver as caretas de uma pessoa com cócegas se segurando para não rir é uma delícia, não é mesmo? Tudo o que você precisa é de uma pena ou algum objeto que provoque cócegas. Quando você gritar ‘estátua’, a criança precisa ficar imóvel, isto é, se for capaz.
Passa anel

Concentração e observação são os pontos-chave dessa brincadeira simples, mas divertida. Para que ela aconteça é necessário no mínimo cinco pessoas: uma para ser o ‘passador do anel’, outra para ser o adivinhador e os demais envolvidos precisam saber disfarçar e receber o anel de forma discreta. As crianças adoram a responsabilidade de esconder o anel.

Taco

Essa brincadeira semelhante ao baseball era muito popular entre as crianças brasileiras nos anos 70 e 80. Isso graças à dinâmica intrigante, que envolve espírito de equipe, agilidade e muita pontaria.
Os grupos são divididos em dois times: um de rebatedores e outros de arremessadores. Os participantes do primeiro grupo, um de cada vez, devem se posicionar com seus tacos em frente a uma latinha ou garrafa pet com areia. O arremessador precisa ter mira para derrubar a latinha e garantir que sua equipe se consagre campeã, já o batedor, precisa usar o taco para defender seu campo.

Telefone sem fio

Todos se sentam em fila ou círculo e a brincadeira começa quando um dos jogadores elabora uma frase e a diz bem baixinho no ouvido de quem estiver ao lado. A criança repete a frase do jeito que a ouviu para a próxima pessoa e assim sucessivamente até que o último diga a frase em voz alta. Geralmente, a frase final é completamente diferente da que foi dita pelo primeiro jogador, o que garante muitas risadas aos participantes. Se seu filho ainda for muito pequeno, em vez de frase, brinque usando apenas uma palavra. Além de estimular a criatividade, a brincadeira é ótima para trabalhar a memória e apurar o ouvido.

Vivo-morto

Esse jogo em que o mestre deve dizer ‘vivo’ para que todos fiquem em pé e ‘morto’ para que se abaixem exige muita concentração e coordenação motora. Para as crianças, especialmente as mais novas, garantias de gargalhadas, já para os adultos talvez exija um pouco de preparo físico, afinal, não é tão fácil ficar abaixando e levantando os joelhos.

* Consultoria Nara Rejane, professora de educação física do Departamento de Ciências do Movimento Humano da Universidade Federal de São Paulo

Revista Crescer

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