sábado, 19 de janeiro de 2013

Tudo novo de novo

Como lidar com a sua ansiedade na hora do seu filho aprender a falar “papai e mamãe”, ler e escrever e enfrentar a adaptação do seu filho na escola

Crescer

O que você deseja para o seu filho? Foi essa a pergunta que fizemos aos nossos leitores em uma pesquisa realizada no site CRESCER com 269 participantes. Entre as opções, enfrentar numa boa a adaptação na escola ficou no topo dos desejos dos pais para as crianças, com 38% dos votos. Na sequência, 21% esperam ver o filho ler e escrever e 13% aguardam escutar um “papai e mamãe” pela primeira vez. Agora você confere como lidar com essas três fases da vida do seu filho:

Para a adaptação não ser um sofrimento para o seu filho nem para você

CONFIANÇA
Para que seu filho se sinta bem na escola, você precisa confiar nela também. Quando o seu jeito de pensar é parecido com o da escola, a adaptação da criança tende a ser mais tranquila. Tente entender ao máximo o projeto pedagógico adotado para acreditar que eles podem, sim, cuidar da educação do seu filho.
TROCA
Conhecer outros pais que estão passando pelo mesmo momento e compartilhar as angústias pode acalmá-lo. Pais que têm filhos mais velhos podem contar como passaram por essa fase com sucesso.
DIÁLOGO
Converse e esclareça todas as dúvidas com a escola. Entre em detalhes, não deixe nada para se preocupar depois, em casa.
CHORO
É comum e seu filho pode repetir a dose por vários dias. Por isso, a sua companhia no início da adaptação é fundamental. Aos poucos, ele vai se sentir seguro e entrar na escola sem dramas. DESPEDIDA
Você vai, gradativamente, ficar menos tempo com seu filho durante as primeiras semanas na escola. Não deixe que ele perceba o seu sofrimento.
PACIÊNCIA
As crianças têm ritmos diferentes, lembra-se? Na adaptação escolar é a mesma toada: há algumas que levam dias e outras, meses. E você é quem temde entender isso, não ela.
CULPA
Seja qual for a decisão que levou à matrícula, saiba que é comum demais os pais se sentirem culpados. Trabalhar fora ou se esforçar para a criança aumentar seu ciclo social não é um mal que você está fazendo a ela; observe isso sempre.
A hora de ler e escrever


É lógico que o seu filho vai ler e escrever. Mesmo sabendo disso, a maioria dos pais entra em uma fase de enorme ansiedade enquanto a criança é alfabetizada. E, mesmo inconscientemente, cobram resultados do filho, o que atrapalha todo o processo. “A criança aprende com o prazer, não precisa ser cobrada ou comparada com outras. Ela precisa principalmente ver sentido no que aprende, viver em um contexto onde a escrita e a leitura sejam um prazer para os pais”, diz Liamara Montagner, coordenadora pedagógica da Educação Infantil do Colégio Santo Américo (SP). E cada uma tem seu tempo. O importante é ela se desenvolver durante o aprendizado, responder ao método que a escola propõe. Troque a ansiedade por diversão, brinque com os nomes da família, deixe ela contar histórias para você. Conte como os adultos escrevem, converse com o professor para conhecer melhor o método da escola e veja se é possível fazer algo junto, sem esquecer que a tarefa é, sim, da escola. “Caso a criança apresente algum problema concreto, a escola estará atenta e saberá fazer as mudanças necessárias e de forma mais personalizada”, diz Liamara.

3 dicas para gostar das letras
Bilhetinhos
Deixe recados com palavras fáceis no travesseiro de manhã. Um “estou com saudade” é fácil de ler e mostra o seu carinho
Listas
Você pode pedir para a criança fazer listas: do que gosta de comprar na padaria, das cores preferidas, dos personagens...
Brinquedos
Vale-tudo, de letras de borracha ou madeira, para a criança concretizar os símbolos, até caça ao tesouro usando palavras que ela já conheça

Quando seu filho vai falar mamãe e papai?
Até o primeiro ano de idade, o choro vai ser a única forma de comunicação do seu bebê com o mundo. Com 1 ano, ele vai começar a balbuciar, ou seja, emitir alguns sons. Quando ele disser “ma” e “pa”, você vai vibrar como se fosse um perfeito “mamãe” e “papai”. E é justamente essa resposta positiva que vai atribuir significado aos sons e estimular o processo de desenvolvimento da fala. “Os pais devem conversar com seus filhos desde que nascem, falar com o bebê olhando para ele e sempre de maneira correta. Isso facilita o aprendizado”, diz a fonoaudióloga e psicomotricista Raquel Caruso.
Por mais fofo que seja, resista à tentação de repetir “auá” quando seu filho estiver querendo dizer água, porque isso reforça a pronúncia errada e faz com que ele demore mais para falar corretamente. Não precisa dizer que ele está falando errado, para não deixá-lo inibido, mas sim responder com a maneira correta: “Ah, você quer água? É água que você quer?”, dando ênfase na palavra em questão. Isso vai fazer com que ele continue tentando falar do jeito certo até chegar o momento em que vai conseguir. Até 1 ano e 6 meses, a criança já fala algumas palavras simples com significado, mas é normal se isso não acontecer até os 2 anos.

Quando é hora de buscar um especialista?
“Se até os 3 anos a criança fala pouco ou quase nada, ela precisa de ajuda de um especialista indicado pelo pediatra”, afirma Andréa Cristina Cardoso, fonoaudióloga do Hospital Sírio-Libanês (SP). E as razões podem ser várias.
Primeiro, o médico vai descartar problemas neurológicos ou psiquiátricos, como lesões cerebrais, autismo e esquizofrenia. Depois, vai verificar a audição. Explica-se: para que a criança desenvolva a fala, é preciso que ela escute bem, afinal, a linguagem é adquirida pela imitação.
Tenha paciência e incentive-o a pedir o que quer. Lembre-se: as consultas de rotina ao pediatra da criança são fundamentais para que ele avalie seu desenvolvimento e quando é hora de haver intervenção de algum outro profissional.

Fonte: Revista Crescer

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