domingo, 16 de dezembro de 2012

Ataque à escola nos Estados Unidos: como conversar com as crianças

Veja como lidar com a curiosidade do seu filho caso ele pergunte sobre o que aconteceu na escola Sandy Hook, em Newtown, Connecticut

Crescer Online


Em uma época em que o que mais queremos é dar dicas para que filhos e pais curtam os preparativos para comemorar o fim do ano, é muito triste ter de noticiar tragédias com crianças. Nesta sexta (14), o massacre em uma escola nos Estados Unidos, que terminou com a morte de 27 pessoas, sendo 20 crianças, seis adultos e o atirador, deixou o coração de qualquer um de nós partido. Como não se lembrar do ataque à escola em Realengo, no Rio de Janeiro, em abril de 2011...

Claro que não é esse tipo de assunto que queremos que as crianças tenham conhecimento, mas fato é que elas podem perguntar aos pais sobre o que aconteceu. E, então, como deve ser essa conversa em casa? E se ele ficar com medo de ir à escola?

A primeira atitude é esperar pela dúvida do seu filho em vez de adiantar o assunto. Quando a pergunta surgir, mantenha a calma antes de começar a conversa. O melhor é, de fato, falar a verdade e não inventar uma história. “Responda só o que a criança perguntou, e da maneira mais natural e segura possível. Não precisa se aprofundar no assunto nem dar muitos detalhes”, diz Daniela Paes Peres, psicóloga e terapeuta de família.

Outra atitude é deixar claro que esse tipo de acontecimento é uma exceção. “Diga ao seu filho que esses episódios são raros, principalmente aqui no Brasil e que há mais pessoas boas do que ruins no mundo”, explica a especialista. Por isso, quando esse tipo de tragédia acontece, logo se torna destaque nos noticiários e chama tanto a atenção das pessoas.

Explique que os adultos vão cuidar da situação. “A criança pode se envolver com o assunto, principalmente por ter acontecido em uma escola, que é um ambiente familiar para ela”, diz Daniela. Então, o melhor é dizer que isso não é rotineiro e que a polícia vai resolver.

Não se preocupe com o fato de o filho ter se interessado pelo assunto. “A curiosidade por violência na infância é natural. Pense em como elas se interessam por um tanque de guerra ou uma arma de brinquedo”, afirma. Talvez isso vire motivo de brincadeira e se acontecer, tudo bem. Brincar é o jeito de lidar com esse tipo de questão na infância.

De qualquer maneira, não incentive esse assunto na sua casa. Às vezes é o caso, sim, de evitar a televisão nesse período – e tente não conversar muito sobre o tema com outros adultos na frente do seu filho. A preocupação em exagero com a violência pode gerar estresse e ansiedade nas crianças.

Fonte: Revista Crescer

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