Os homens têm direito a apenas 5 dias corridos, mas um projeto de lei pretende ampliar esse período para 30 dias
Cíntia Marcucci
Um tempo para ficar com o bebê, para conhecê-lo, para aprender a cuidar dele, para se adaptar à nova função na vida. De acordo com as leis brasileiras hoje, o homem precisaria fazer tudo isso em apenas cinco dias, enquanto as mulheres têm garantidos quatro meses e podem ter seis se a empresa em que trabalha já optou pela proposta da licença maior. Um projeto de lei apresentado em abril deste ano no Congresso Nacional pretende dar aos homens mais tempo para viver exclusivamente este momento tão especial.
De autoria da deputada Érika Kokay (PT – DF), o PL 879/2011 propõe 30 dias para os pais e está atualmente aguardando parecer na Comissão de Seguridade Social e Família. Depois, ainda deve passar por outras comissões até que entre em votação, o que não tem prazo exato para ocorrer. “A licença-paternidade de mais tempo é um direito do homem, da criança, que tem de ser tratada sempre como prioridade absoluta, e da mulher que pode ter o pai por perto para ajudar e compartilhar”, explicou a deputada em entrevista à Crescer. Além do tempo menor de licença quando os filhos nascem, em algumas empresas o auxílio-creche também ainda só é concedido à mulher, o que contribui para que a mãe siga sendo vista como principal responsável pela educação e cuidados com os filhos, em vez de dividir essa responsabilidade em igualdade com o pai.
E você, concorda com a ampliação da licença para os homens?
Fonte: Revista Crescer

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