Ter um bebê sempre muda a vida do casal, claro. A de alguns pais e mães, porém, muda um pouco mais que a de outros. Contamos a história de cinco pessoas que trocaram suas profissões por um negócio diferente, nascido das necessidades que começaram a sentir no novo dia a dia.
Um jeito prático, mas bem saudável para resolver a comida do bebê. Uma festa com diversão adequada para cada idade. A chance de testar brinquedos para saber se o seu filho gosta antes de investir dinheiro naquilo – e de encher a casa com mais uma caixa que vai ficar encostada depois de três semanas de uso. A oportunidade de ensinar às crianças uma atividade tão interessante quando útil, como a costura. E uma ajuda personalizada, mais do que conveniente, na hora de montar o enxoval do bebê. Tudo isso parece aquela lista de sonhos do mundo perfeito. Mas, acredite, tudo existe. E existe porque alguém resolveu tirar da lista dos sonhos e colocou na lista de coisas a fazer. Esses pais e mães se pegaram em um determinado momento da vida pensando: “Como iria ser bom se existisse um serviço assim, assim, assado”. A isso se seguiu outro pensamento: “Será que não existe mesmo?” e foram procurar na internet, perguntando para amigos, em revistas e jornais. Ao descobrir que não, reuniram um pouco de dinheiro, muita coragem e tornaram-se empreendedores. CRESCER foi conhecer as histórias por trás dessas coisas que, de tão bacanas que eram de ser imaginadas, viraram facilidades da vida real.
Costurando ideias
Fernanda Egydio era fonoaudióloga geriátrica. Trabalhava com idosos, muitos deles no fim da vida. Quando teve seu primeiro filho, Pedro, ela percebeu que não conseguiria mais manter a profissão. “Tinha dias que eu lidava em uma mesma meia hora com a morte de um paciente e com aquela criança cheia de vida. Não conseguia trocar de canal rapidamente e resolvi virar mãe em tempo integral por alguns anos”, conta. De lá para cá, Fernanda teve mais uma filha. Hoje Pedro tem 6 anos e Maria Julia, 4. Apaixonada por costura, ela percebeu que sempre que estava usando sua máquina, a filha ficava fascinada. E as amigas do filho começaram a pedir que ela fizesse roupas para suas bonecas. No início deste ano, Fernanda foi para a Alemanha acompanhar o marido em uma viagem de trabalho, sem as crianças. Em um dia de muito frio e neve, encontrou abrigo em uma livraria. Descobriu um andar só de livros de artesanato e comprou muitos de costura para crianças. Quando o marido de Fernanda chegou de noite, o quarto do hotel estava forrado de cartolinas, ela tinha uma pilha de livros e tecidos e tinha criado, já na sua cabeça, a Love Blankie, uma butique de costura para crianças. Aberta oficialmente desde agosto, as aulas já são um sucesso. “Muitas avós querem que as netas aprendam a costurar e me contam que a filha – mãe das crianças – não sabe nem pregar um botão”, diverte-se a, agora, empresária. Mais do que um passatempo, ela explica que a costura valoriza a organização, a coordenação motora, o planejamento da criança e o orgulho do “feito por mim”. “Quando você junta pedaços de tecido, junta coisa também dentro de você.”
Love Blankie Butique e Costura
Rua Diogo Jacome, 368, Vila Nova Conceição, São Paulo, SP. Tel.: (11) 3846-4160
Como funciona: quatro aulas individuais de 1h30, uma vez por semana (a partir de seis anos, R$ 400) A criança escolhe com Fernanda, que é a professora e conta com assistentes, o que quer fazer. Pode ser uma bolsa, uma capa para almofada, um enfeite. Os projetos sempre começam e terminam na mesma aula.
Fonte: Revista Crescer

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