sexta-feira, 4 de março de 2011

Aumenta o número de mães na faixa de 30 a 34 anos

Esse é um dos dados das Estatísticas do Registro Civil, divulgadas nesta sexta-feira pelo IBGE. O número de mães adolescentes também diminuiu. Confira outros dados e entenda essas mudanças

Um levantamento do IBGE divulgado nesta sexta-feira (12 de novembro) comprovou que as mulheres estão realmente se tornando mães cada vez mais tarde. De acordo com as Estatísticas de Registro Civil, de 1999 a 2009 aumentou o número de mães na faixa etária de 30 a 34 anos (de 14,4% para 16,8%).

Cláudio Crespo, gerente de estatísticas vitais do IBGE, explica que há duas razões para essa alteração: uma social e outra demográfica. “Há o caso das mulheres com mais escolaridade, que se dedicam à carreira, além da questão do envelhecimento da população, que faz com que cresça proporcionalmente o número de mulheres com mais de 30 anos”, explica.

Essa alteração no padrão de fecundidade das brasileiras, de acordo com análise do IBGE, tem sido observada desde os anos de 1980, época em que começou a se verificar um declínio da fecundidade – e que ficou ainda mais acentuado na última década. Em 2009, a média de filhos por mulher foi de 1,96%.

O instituto também destaca que, entre 1999 e 2009, diminuiu o número de mães de 20 a 24 anos. Essa faixa etária continua sendo a que mais concentra o maior número de nascimentos, no entanto, o índice caiu de 30,8% para 28,3%. E entre as mães adolescentes também diminuiu: de 15 a 19 anos, a proporção de registros de nascimentos baixou de 20,8% em 1999 para 18,2% em 2009.

Confira outros dados das Estatísticas do Registro Civil do IBGE:

-->Em relação às regiões do País, o grupo de mães com mais de 25 a 29 anos ficou em primeiro lugar no Rio Grande do Sul (25,2%), seguido por São Paulo (26,3%), Santa Catarina (26,5%) e Distrito Federal (27,2%). Nesses mesmos Estados, o número de mães de 30 a 34 anos também foi maior do que de mães adolescentes (15 a 19 anos).

-->A guarda materna dos filhos ainda é majoritária (87,6% em 2009), mas os divórcios com guarda compartilhada (que se tornou lei em 2008) aumentaram de 2,7% em 2004 para 4,7% em 2009. De acordo com o Crespo, o índice não foi tão grande por conta de aspectos culturais, em que a preferência ainda continua pela mãe.

-->Entre 1999 e 2009, aumentou o número de divórcios de casais sem filhos (de 25,6% para 37,9% do total de divórcios) e com filhos maiores (de 12,0% para 24,4%), enquanto os divórcios de casais com filhos menores caíram de 43,1% para 31,4%.

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