sexta-feira

Enganados pelo ultrassom: Fernanda Machado descobre que Sophia é, na verdade, Lucca. Saiba por que isso acontece

Especialista explica que, até a 20ª semana de gestação, diferença entre sexos é sutil e, dependendo da situação, fica difícil confirmar se o bebê é menino ou menina

Fernanda Machado curte barriga de grávida com o marido (Foto: Reprodução / Instagram)
Na última segunda-feira (2), a atriz Fernanda Machado postou uma foto em seu Instagram contando que ela e o marido tiveram uma surpresa e tanto no último ultrassom. Grávida de seis meses, ela descobriu que o bebê que esperava é um menino e não uma menina como acreditava há dois meses. Em entrevista à CRESCER, ela contou que eles já haviam escolhido o nome - Sophia - e que, mesmo antes de saber o sexo, já sonhava com uma garotinha. No entanto, com 24 semanas de gestação, ao fazer o exame morfológico, tudo mudou. "Foi superemocionante. Eu e o Bob chorávamos e ríamos sem parar! Levamos um susto porque tínhamos nos acostumado a chamar ele de Sophia", contou. Agora, o bebê se chama Lucca.


Quando ela divulgou o fato por meio de seu perfil no Instagram, publicamos a notícia em nossa página do Facebook e vários leitores se manifestaram a respeito, dizendo que também passaram por isso. Em questão de minutos, recebemos relatos de quem só descobriu que o sexo do bebê era diferente do que foi revelado pelo ultrassom na hora do parto. Já imaginou comprar todo o enxoval, preparar o quartinho e viver uma reviravolta dessas? De acordo com o ginecologista e obstetra especializado em ultrassonografia, Sebastião Zanforlin, de São Paulo, a situação não é tão rara e a taxa de falhas é de 10 a 20%. "Entre a 11ª e a 16ª semana de gestação é quando a genitália externa começa a se desenvolver. Antes disso, meninos e meninas são praticamente iguais. Até a 20ª semana, o pênis do bebê ainda é pequeno - tem cerca de 3 milímetros - e o clitóris da menina é grande, o que pode tornar mais difícil a diferenciação. Além disso, fatores como a posição do bebê ou o corpo da mãe podem ser obstáculos para a visualização", explica.

Cedo para dizer
Provavelmente, foi isso o que aconteceu com a atriz, já que ela ouviu a primeira previsão do sexo do bebê quando estava de 16 semanas. "A médica estava com dúvida no começo, por conta do cordão umbilical, mas o bebê ficou em uma posição que mostrava bem claramente menina e, por isso, ela nos deu certeza. No Brasil, fiz outro ultrassom com 18 semanas para confirmar e, de novo, vimos menina. Ele estava tímido, escondendo o pipi em algum lugar", conta Fernanda.

"De acordo com a literatura científica, a chance de acerto do sexo pelo ultrassom é de 80 a 90%. Por isso, os médicos não costumam ser taxativos e quase nunca afirmam com certeza. Eles costumam dar uma probabilidade", explica Zanforlin. Segundo o especialista, o mais comum é dizer que um menino é menina. "Na maior parte das vezes, a confusão acontece porque o profissional não visualiza nada e assume que, por isso, trata-se de um bebê do sexo feminino. Ocorre também de interpretar a imagem do clitóris da menina como um pênis", diz.

Ansiedade a mil
Saber que um bebê está ali, a caminho, em formação, é uma sensação única. Os pais não veem a hora de conhecer o rosto do filho. Alguns querem saber tudo o que puderem sobre a criança, antes mesmo do nascimento. Por isso, a descoberta do sexo é tão importante. Ansiosos, eles acabam pressionando o médico a dar um chute e, mesmo quando o profissional alerta que a previsão é apenas uma probabilidade, pais e mães absorvem aquela informação como verdade. A vontade de definir o tema do quarto, comprar roupinhas e preparar o enxoval como um todo gera certa empolgação.

Apesar de ter anunciado que estava à espera de uma menina, Fernanda Machado foi mais contida nesse ponto. "Ainda não comecei nem o enxoval, nem o quartinho. Não comprei nada antes dos três meses. Ao completar as primeiras 12 semanas, comprei umas coisinhas para celebrar, mas tudo branco", contou. Alguns dias antes de dividir sua surpresa com o público, a atriz postou uma foto de vários presentes que o bebê já havia ganhado, muitos deles, vestidos e roupas de menina. Mas não tem problema. Ela já tem um destino para as peças: "Vou guardar para minha segunda gestação".

Para ter mais certeza

Nos casos em que é impossível controlar a ansiedade, a forma mais fácil de saber se você terá um garoto ou uma garota, é por meio da sexagem fetal. A partir de uma amostra de sangue, o exame detecta se o feto carrega o cromossomo X (menina) ou Y (menino). Os resultados têm 99% de chances de acerto e o teste pode ser feito já a partir da 8ª semana de gravidez. O exame custa, em média, R$ 400.

Fonte: revista Crescer 

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